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Fandom:
Relationship:
Characters:
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Language:
Português brasileiro
Collections:
SoftYeol Fest - 1° round
Stats:
Published:
2021-12-09
Completed:
2021-12-09
Words:
12,376
Chapters:
3/3
Comments:
9
Kudos:
17
Bookmarks:
1
Hits:
288

Here, There And Everywhere

Summary:

Durante o movimento hippie dos anos 60, Chanyeol se apaixona perdidamente por Junmyeon, e durante meses, vive esse amor em um paraíso em forma de Kombi. Até tudo que acreditava, se evaporar, quando flagra seu amado em sua forma mais violenta. Ele era um vampiro! Passado 50 anos de abandono, Chanyeol busca Junmyeon para esclarecer as coisas, e quem sabe, reconstruir o amor que passou tanto tempo procurando.

Notes:

É com grande prazer que apresento, o plot #40 do SoftYeol Fest,

Espero que vcs gostem do que vão encontrar aqui, do amor adolescente, vampiros meio emos e com problemas de comunicação mas, não menos apaixonados e só desejando ficar de chamego.

Chapter 1: Interlude — With the moon I run, far from the carnage of the fiery sun

Chapter Text

 

 

 

Quando se é um ser humano comum no meio de tantos outros, viver o momento é o que toda uma cultura coloca como regra, dependendo do lugar do mundo onde você está, o tempo está sempre correndo, e em pauta de uma forma e de outra, você está sempre pensando o que fazer com o seu tempo.

Tempo para Chanyeol, passava em um piscar de olhos, por conta da natureza de sua existência, uma existência em que ele não exatamente pediu, mas que colidiu consigo de jeito irreparável, quando conheceu aquele homem, onde nos braços dele, se sentia no lugar mais seguro, que procurava desesperadamente nos últimos 50 anos, e parecia ter evaporado na vastidão da terra.

Pelos 50 anos em que vagou inseguro por toda parte atrás de Junmyeon, em um corpo e existência diferentes do qual chegou ao mundo, tentou aprender pela necessidade de sobreviver a seguir dia após dia, sozinho e com o coração mais partido do que julgava que era possível. Mesmo já tendo uma vida não tão fácil na sua pouca idade como um ser humano, na medida que sua condição financeira poderia, teve uma infância feliz e um tanto superprotetora e quando teve que crescer no mundo por si mesmo, o momento histórico que vivia não ajudava muito, sendo um imigrante em um país totalmente diferente do seu, e que quando acreditou que estava se habituando, começou a acontecer o movimento de contracultura e o anarquismo em Amsterdam.

A militância fervia, principalmente entre a juventude, e se tivesse em outro momento, Chanyeol iria ter gostado de apreciar os efeitos dessa mudança com o passar das décadas. Sua solidão e desamparo com o que tinha acontecido consigo mesmo, o tornou um tanto alienado com o seu redor, e a busca daquele que tomou seu coração e foi embora, mesmo que não mais batesse, ainda machucava cada vez que pensava nisso.

Se talvez fosse uma pessoa diferente, não seria tão agarrado àquele amor que já passou tanto tempo, mas que tinha lembranças tão vívidas que o atormentavam em seus longos dias, conturbadas décadas e por mais que Chanyeol jurasse que a primeira coisa que faria quando o encontrasse, seria o socar com toda a sua força e depois se enterraria naqueles braços fortes e tão amorosos.

Uma das forças vitais para Chanyeol sempre foi o amor, desde a tenra idade era carinhoso e procurava carinho, o que o tornava um tanto suscetível a situações como a que agora era o seu destino e principalmente pessoas que se aproveitavam. Mas Junmyeon foi uma exceção, era bom demais para ser um homem e mesmo não sendo um romance longo, foi uma das poucas coisas mais verdadeiras que já sentiu e ainda sentia, e não conseguia, não queria, dizer adeus àquilo que viveu e todas as possibilidades do que eles poderiam ter sido e ainda poderiam ser. O mais velho ainda estava por aí e era só encontrá-lo, já esteve em alguns lugares e ainda restavam outros pitorescos, que lhe causavam uma pequena fagulha de esperança em todo o cansaço que sentia.

Era um tanto desajeitado para se esconder, mas a proteção da noite sempre parecia estar ao seu lado, não precisava fingir ser quem não era e mesmo ainda sendo bem incontrolável com seus instintos —  porque nunca teve alguém ao seu lado para o ensinar e mostrar um caminho mais fácil de estar fazendo parte daquele mundo obscuro que o angustiava — ainda assim, era melhor que o sentimento de não ser mais adequado diante dos seres humanos com suas vidas comuns e ordinárias, com ciclo de início, meio e fim.

A eternidade, com o passar de cada década que passou sozinho e se virando diante do que se tornou, era um peso que não sabia até quando ia aguentar e se agarrou em uma esperança ínfima dentro de si. Se odiava por ainda ter e por mais que quisesse se encolher em si mesmo e passar dias e dias chorando por tudo que lhe foi tirado, por todo o abandono que sentia, até isso tiraram de si, suas lágrimas, restando somente a cólera da criatura que era e que se atravessasse a borda, tomaria conta de todos os seus sentidos.

Viajou por tantos lugares e viu tantos rostos, não fazia mais tanta diferença como quando começou a ir sem rumo para o mundo, em todos os lugares que possivelmente ele gostaria de estar, lugares em que poderia se sentir conectado a ele de alguma forma, por mais que Junmyeon quisesse que o mais novo desse adeus e seguisse com sua vida, Chanyeol não conseguia fazer, não depois de ter conhecido a felicidade genuína e o amor, e ele não se sentia pronto para deixar isso para trás.

Não ficaram juntos por mais de 3 meses e o mais velho foi seu primeiro em tantos sentidos, que a possibilidade pelo que teriam sido se a verdade não tivesse sido revelada de forma tão crua, estava sempre torturando os seus pensamentos. O tempo era jocoso com o jovem imortal, passava mais tempo à procura de seu amado, do que esteve ao lado dele.

Chanyeol quando humano, já não era de desistir e desde que se livrou das fraquezas mundanas, uma libertação que foi crua e devastadora, usaria aquilo que o machucava a seu favor e não tinha ninguém que poderia o parar.