Chapter Text
- “Então qual é o ponto? ” – Perguntou Eli.
- “O problema é que, até agora, os Vizziz eram tidos como vizinhos pacíficos dos Ciss, temos acordo comercial com eles e até exercícios militares de tempos em tempos, mas de repente as coisas parecem ter mudado. Alguns cidadãos de visita em seus territórios sumiram e naves comerciais sumiram, o governo deles negam veementemente que essas pessoas e naves sequer estiveram dentro de seu setor e essa não é a única coisa estranha acontecendo, ultimamente eles veem desmarcando reuniões comercial e se recusaram a participar do exercício de guerra anual que promovemos com nossos aliados. ” – Explicou Ar'alani.
- “E qual é a missão? “
- “Você vai se infiltra na sociedade Vizziz e descobrir o que está acontecendo. Entenda I’vant se você aceitar essa missão estará sozinho, não podemos correr o risco de um incidente diplomático. “
Eli engoliu seco. – “Serei só eu nessa missão? “
- “Não. Você se encontrará com dois outros agentes em uma nave comercial na fronteira dos territórios, vocês entraram como turistas civis. “
- “ OK! Eu aceito a missão. Posso saber quem são os outros agentes. “
- “ Não. Mas posso adiantar que você já trabalhou com um deles. Você o reconhecerá e ele será o líder da missão, entendido comandante I’vant. “
- “Sim Senhora. “
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Eli se preparou para a missão, equipamentos táticos disfarçados de objetos comuns foram fornecidos, ele precisou ir atrás de novas roupas civis, as que ele trouxe do império estavam muito velhas e fora de moda, ele nem se lembrava da última vez que vestira uma roupa que não fosse um uniforme, provavelmente antes de entrar para a CDF, ele pensou bufando. Vestindo as novas vestimentas ele se sentiu um alienígena, mais do que se sentia como único humano sem contar Ronan na Ascendência, ele pensou com desgosto. Os sapatos civis eram leves demais comparado as botas, fazendo se sentir um pato enquanto andava. Ele recebeu também um datapad codificado que permitiria o envio de relatórios.
Sua carona o levou até o ponto de encontro na zona neutra que dividia os dois territórios, no caminho Eli leu o briefing sobre o planeta e sua cultura local. Muitas praias, campo, com paisagens bonitas, sol, calor, boa comida e um povo supostamente hospitaleiro. – Isso era bom, Eli não aguentava mais neve e frio, a última vez que ele esteve em uma praia, fora as missões, ele ainda estava em Lisandra.
Os Vizziz era uma espécie elegante, pareciam humanos esbeltos, mais altos e esguios de orelhas pontudas, sua pele variava muito de cor, seus olhos eram um pouco maiores. Estranhamente não havia gêneros distintos entre eles, os Vizziz eram hermafroditas e o papel era definido na copula da forma como bem entendessem.
Sua leitura teve que ser interrompida, pois ele havia chego ao ponto de coleta. Pegando suas coisas ele caminhou pelo tubo de atracação que ligava a sua carona a nave civil. Quando se dirigiu a área comum seu coração parou....Thrawn estava parado no lado oposto da sala.
Ele se virou para Eli e disse - “Bom dia Comandante Vanto. ”
Eli ficou parado com um olhar vidrado sem conseguir responder. Como assim Thrawn estava vivo? Porque ninguém falou nada para ele? Porque Thrass não lhe contou? Porque Thrawn não entrou em contato com ele? Porque, porra, ele ficou chorando noites em seu quarto achado que esse bastardo azul estava morto e agora que ele achou que tinha superado ele aparece bem na sua frente como se nada tivesse acontecido e ainda tem a audácia de fazer uma piada com ele com essa história de ‘bom dia’.
Thrawn tinha esperado várias reações de Eli. Alegria, talvez emoção pelo reencontro, um pouco de raiva talvez, indiferença era uma possibilidade. Mas nada o preparou para o que aconteceu.
Eli calmamente colocou suas coisas no chão e simplesmente partiu para cima de Thrawn, não como uma luta coordenada e treinada, mas com socos e pontapés vindo de todo lado, parecido com a forma como ele e Thrass brigavam quando eram crianças. Thrawn limitou a se defender enquanto ouvia xingamentos dos mais variados em várias línguas, ele não sabia que o repertorio de Eli nessa área era tão vasto, o humano continuava lhe surpreendendo.
Em dado momento os dois caíram no chão e enquanto Eli tentava esganar Thrawn tentava chama-lo a razão. No meio dessa luta descordenada, Thrawn sente um farelo caindo na sua testa, os dois olharam para cima. Ezra olhando para eles comendo uma barra de nutrição se limita a dizer de boca cheia. – “Vocês são bem estranhos. ” – Saindo como se nada estivesse acontecendo.
Eli saiu de cima de Thrawn com um bufo.
- “Quem é esse? “
- “Ezra Bridger. “ – Thrawn respondeu enquanto se sentava.
- “O Jedi?! Responsável pelo incidente em Lothal?! “ - Eli perguntou incrédulo.
- “Ele mesmo. Não se preocupe, ele é confiável. “
- “Você tem que me atualizar sobre a situação. “ - disse Eli se recompondo.
- “Mas primeiro você tem que se acomodar, por favor, coloque suas coisas na segunda cabine a direita e depois volte aqui, precisamos conversar sobre a missão Comandante Vanto. ”
- “Sim Senhor. “ – Eli soltou o tratamento carregado de veneno, passando por Thrawn carregando suas coisas ele deu um esbarram proposital, e seguiu em frente. Thrawn olhou para as costas de Eli com um leve sorriso.
- “Sabe, você devia falar com ele. “ – Ezra reapareceu ainda comendo a maldita barra.
Thrawn fuzilou ele com seu olhar respondendo. – “Não é da sua conta Bridger.“
