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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2020-06-17
Updated:
2020-09-25
Words:
6,186
Chapters:
5/?
Comments:
2
Kudos:
9
Hits:
159

Hinernação

Chapter 5: Observados

Summary:

As coisas estão meio corridas na minha vida. Por isso as atualizações vão demorar um pouco mais.
Mas eu pretendo terminar essa história ainda nessa vida. :D

Chapter Text

Na manhã seguinte, enquanto Eli e Thrawn preparavam o café da manhã Ezra ficava olhando que nem bobo para eles dois.

Eli cochicho no ouvido de Thrawn. – “Qual o problema desse garoto? “

Thrawn deu de ombros e continuou a tarefa, apesar de desconfiar o porquê da cara de bobo do jovem Jedi.

Quando sentaram na mesa Ezra continuou encarando os dois, a situação dava nos nervos de Eli. Até que Ezra falou. – “E aí?

- “E aí o que? “ – Perguntou Eli.

- “Vocês dois. Se resolveram? Estão juntos? “

- “Não é da sua conta. “ – Retrucou Eli.

- “Ah é sim! Eu aguentei cinco anos esse aí lamentando. Por uma questão de princípios, eu tenho que saber. “

Nesse momento, surpreendido, Eli teve a cadeira puxada por Thrawn que o envolveu com seu braço direito ao mesmo tempo que sorria para Ezra. Eli ficou surpreendido, Thrawn sempre foi tão reservado sobre tudo. Era estranho ver ele ser tão aberto frente do Jedi.

Ezra soltou um suspiro jogando os braços para o alto. – “Que bom, estava torcendo por vocês, e eu não aguentaria mais um dia dele se lamentando. “

Tharwn ergueu uma sobrancelha para a afirmação de Ezra.

- “Então o que vamos fazer hoje? “ – Perguntou Ezra.

- “Como bons turistas de um planeta praiano, de manhã vamos a praia, depois de almoçar vamos a uma feira de artesanato local e a noite, depois de jantar teremos um tempo na piscina do hotel. Menos suspeito, impossível. “ – Eli dizia enquanto desdobrava um roteiro montado por ele. Thrawn se aproximou de Eli para ver o roteiro. – “É quando vamos ao museu? ” – Eli apontou para a atração na lista. – “Aqui, no terceiro dia. É o dia das visitas. De manhã vamos ao aquário e a tarde ao um museu. “ – Thrawn bufou indignado, mas Eli o consolou. – “ Não se preocupe, eu montei um banco de dados com algumas artes locais para você estudar no ‘insuportável’ tempo que passaremos na praia. ” – Thrawn sorriu para ele. – “É por essas e outras que eu me apaixonei por você. “ – Thrawn puxou Eli dando um beijo em sua cabeça.

- “Ótimo! “ – Ezra resmungou carrancudo. – “Troquei as lamentações pela overdose de açúcar. “

Na praia, eles se instalaram nas imediações de um quiosque com mesa, cadeiras e um guarda sol, para protege-los dos implacáveis raios solares.

Eli e Ezra, imediatamente foram se refrescar no mar, enquanto Thrawn permaneceu no quiosque.

Enquanto nadava Eli não conseguiu resistir e perguntou. – “Ezra...você poderia me dizer mais sobre a época em que você e Thrawn ficaram ilhados? “

- “Você não acha melhor perguntar direto para ele? “

- “Eu vou perguntar a ele, mas eu quero os dois pontos de vista. “

- “Se é o que você deseja... “- Ezra continuou. – “Quando caímos no planeta, eu fiquei bem machucado, mas Thrawn, ele recebeu um ataque direto dos Purrgil e sofreu muito com a queda. “ – Eli ouvia tudo atentamente, tentando demonstrar o mínimo possível dos sentimentos que o relato lhe trazia. – “Na época eu estava com muita raiva dele, por tudo que ele fez com Lothal, mas a força me mostrou que deixa-lo morrer não era o caminho, então, consegui dar um jeito de salva-lo... “

Enquanto Ezra contava o que havia acontecido com eles para Eli, Thrawn os observava de seu lugar na areia, já imaginando o tema da conversa. Enquanto espera pelos petiscos que havia solicitado Thrawn sentiu um arrepio em sua nuca, como quando se sentia vigiado, olhando para o lado, todos os turistas pareciam agir normalmente, mas atrás dele um dos barmen havia parado o preparo de um drink e o olhava fixamente, quando Thrawn se virou em sua direção, ele imediatamente voltou de onde havia parado. Ao mesmo tempo uma garotinha a sua frente, congelou a construção de um castelo de areia para continuar observa-lo intensamente. Quando Thrawn voltou a olhar para frente ela retomou a construção.

Dando de ombros Thrawn se concentrou em analisar o banco de dados que Eli havia montado da arte Vizzi.

Voltando da água para se juntar a Thrawn os três ficaram em um silencio confortável, enquanto observavam os arredores.

Thrawn perguntou em um tom baixo. – “Quais impressões vocês sentiram dos arredores? “

Eli foi o primeiro a responder. – “Não sei, há algo muito estranho com as pessoas desse lugar. “

- “Sim! “ – Ezra completou. – “Parece falso. Como se as pessoas estivessem atuando. “

- “Também tenho essa sensação, mas Isso pode ser um prejulgamento formado pela impressão inicial que o Ezra nos passou, afinal não sabemos muito sobre o comportamento e a cultura local. “

Na parte da tarde eles foram a uma feira de artesanato local, compraram algumas bugigangas e voltaram para o hotel. No caminho, compraram alguns alimentos para preparar na cozinha do pequeno apartamento. Evitar a comida do hotel era uma questão de segurança.

- “Precisamos ir para a piscina do hotel como planejamos? “ Perguntou Eli. – “Estou cansado dessas pessoas, a sensação de vigilância é quase palpável. “

- “Sim, essas pessoas são extremamente cansativas, parece que elas sugam a energia em volta delas. “ – Completou Ezra.

- “Concordo. Vamos permanecer no apartamento e analisarmos os acontecimentos de hoje. “

Depois de se lavarem e comerem alguma coisa, os três se sentaram na pequena mesa que havia na pequena cozinha. Thrawn pegou seu datapad com as fotos que haviam tirado.

- “Além do que já foi discutido, o que mais vocês estranharam sobre o nosso dia? “

- “Bem, se esse é o comportamento normal dos Vissis, esses são os piores negociantes da Galáxia. “ – Começou Eli. – “No negócio da minha família, lidamos com as mais diferentes raças e eu nunca vi tamanha frieza ao tratar um cliente, nessas feiras de artesanato, normalmente, o vendedor é o mais simpático possível para atrair o comprador, mas esses caras, pareciam que nem queriam vender. Muito secos e diretos, tentei puxar conversa com alguns, mas seria mais fácil discutir filosofia com um Batha. “

- “Sim, e a impressão de duas mentes foi ainda mais forte e hostil, ao mesmo tempo que parecia haver um interesse genuíno em nosso grupo. Isso esgotou a minha mente e me deixou com uma terrível dor de cabeça. “ – Ezra disse esfregando a cabeça.

- “Se você não se sente bem Ezra pode descansar, eu e Eli continuaremos a reunião e se você tiver algo a acrescentar, pode nos passar amanhã durante o café. “

- “Obrigado. – Disse Ezra já se levantando. – Vou meditar um pouco sobre tudo isso e amanhã lhes passo minhas impressões sobre tudo que aconteceu hoje. “

Eli e Thrawn resolveram continuar a analise em um lugar mais confortável e foram para o quarto. Eli rolava preguiçosamente as imagens obtidas na praia durante a manhã enquanto Thrawn olhava as imagens que eles tiraram na feira.

- “Sabe o que é estranho...nas fotos...ninguém olha para a gente. “ – Eli falou pensativo.

- “Como assim? “

- “Você tem que admitir que somos um trio peculiar no meio dos Vizzis. Os únicos estrangeiros em uma praia lotada, e, em nenhuma foto, as pessoas nos encaram. É como se elas fizessem questão de olhar para o outro lado, nem as crianças nos encaram. “

- “Talvez seja uma questão cultural. “

- “Não sei...com os adultos ok, mas crianças são crianças em qualquer lugar. Eu já lidei com várias, de várias espécies quando trabalhava com meus pais e também na Ascendência vivo cercado de navegadores, e elas são todas iguais. Quando você diz que não é para olhar aí que elas ficam encarando. “

Thrawn olhou para as fotos que Eli havia analisado e teve que concordar. Elas não só não olhavam para eles como pareciam olhar em sentido totalmente oposto. – “Também achei algo estranho. Olhe essas fotos e veja o que você vê. ”

Eli pegou as fotos e começou a analisa-las, era uma sequência de fotos de uma das bancas da feira.

- “Não sei parece um dos artesanatos típicos da região. Você gostou dessa banca. “ – Eli disse com um ar brincalhão” – “Tem três fotos iguais. ”

- “É aí que está o problema. Não é a mesma banca. “ – Eli olhou para ele com um ar de interrogação.

- “Está estava no começo da feira, está no meio e está no final. Estou ciente que o ‘artesanato para turistas’ costuma ser repetitivo e monótono e que as bancas se assemelham muito umas às outras. Mas a organização dos objetos as vezes é o que faz a diferença nesses locais e se você olhar essas três bancas, além do ângulo ligeiramente diferente da foto, a disposição dos objetos é o mesmo. Alinhamento, quantidade, tipo...tudo se repete. ” – Thrawn disse pensativo. – “Também reparei que as barracas eram estranhamente arrumadas para parecerem diversificadas, mas havia uma sequência lógica em sua disposição. Como que quem as montou não conseguisse lidar com o caos. Veja... “ – Thrawn mostrou mais algumas fotos para Eli que mostrava a rua em que a feira era montada quase como um todo. – “...se você olhar esse lado, você vê, uma banca de roupas, uma banca de artesanato com temas marinhos, uma banca com artesanatos de madeira, uma barraca de doces, uma de artesanatos de couro e por aí vai, se você olhar para o outro lado, você vê a mesma sequência invertida. E a disposição dos itens seguem a mesma lógica da banca que lhe mostrei nas outras fotos. “

- “Isso é bizarramente organizado, mas será que não é uma lei local, para ‘igualar’ as chances dos comerciantes, alguns planetas dentro do império tinham leis reguladoras muito estranhas. “

- “Não sei, tudo o que vi na feira parece contradizer o banco de dados que você preparou para mim. Analisando sua arte, parece que os Vizziz são um povo que valorizam a individualidade. É preponderante em sua arte dizer mais sobre quem a fez do que o mundo que a cerca, isso condiz com um povo que valoriza o ser com foco no personalismo e autocentrismo em detrimento ao coletivismo. Essas informações condizem ao breifing que recebi da Ascendência antes da missão, segundo o relatório eles valorizam a livre concorrência e abominam intervenções na economia, sendo que na negociações o representante do governo atua mais como uma testemunha. As negociações são feitas direto com os empresários. As informações não estão batendo ou minhas fontes são muito escassas. “

Ele foi interrompido por um Eli preguiçoso que o abraçou, enterrando o rosto no seu pescoço. – “Tudo bem...amanhã vamos ao museu. “ – Eli riu contra a orelha de Thrawn, mandando ondas de arrepio por toda sua pele azul. – “Podemos fazer outras coisas agora. “ – Thrawn não pensou duas vezes, colocado os datapad sobre a mesa de cabeceira. Abraçando Eli de volta ele rolou sobre ele sussurrando de volta na orelha e Eli. – “Como queira.... ”

 

Praia

Notes:

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