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아직 - still

Summary:

– E se eu estivesse apaixonado do que iria adiantar? Ele vai embora em 11 semanas, não posso pedir pra ele ficar, não posso falar pra ele o que sinto, não quero complicar a vida dele mais ainda.

Notes:

Peço desculpas se tiver algum erro de concordancia ou gramático!

Estou animada pra compartilhar essa história com vocês!

Chapter Text

"Naturalmente, sinto teu toque,

Me sinto bem, é reconfortante

É como um choque

Totalmente fascinante

 

Um jovem sem coragem

Não recebi sua mensagem

(Eu não troquei de número caso queira saber.)"


 – Ainda não é isso. – O garoto bufou passando a mão em seus cabelos notavelmente ressecados pela química recente.

 

Usando uma borracha velha e suja, apagando a maioria de seu poema como se isso fizesse a noite anterior ser apagada com a mesma facilidade.

 

Ele sabia que isso não poderia acontecer.

 

Soul lembra de cada segundo, aquele toque leve em seu ombro seguido de um beijo preguiçoso, suas pernas se entrelaçando com as de Jongseob. Tudo parecia contrastante, a risada frouxa que depois seguia de um forte cheiro de álcool, como se tudo isso fosse natural.

 

O jovem de cabelos castanhos quase se deixou levar por essa sensação, ele sabia muito bem que a Jongseob sempre iria partir no início da manhã como se eles não fossem nada, parando para pensar, eles não tinham nenhum relacionamento.

 

Um som vindo do lado de fora destoa da linha de pensamentos. Olhando o relógio, notou que o trabalho como coreógrafo iria começar em breve. Ele se levantou e andou ignorando a bagunça feita na noite passada, apenas jogou o que deveria no lixo se sentindo desleixado por não notar aquela lata de cerveja no chão de seu quarto.

 

Um banho frio era o que o fazia entrar na mente profissional, como se fosse um ritual para mudar sua personalidade e até tom de voz para a de alguém sério e perfeccionista. Vestiu calças largas e uma regata branca, antes de abrir a porta, suspirou desejando não encontrar Jongseob pela a empresa, pelo menos nesse dia, queria fingir que pode escapar disso e que nunca se meteu numa furada igual a essa. Ao entrar na sala notou que estava mais quieta que o normal, provavelmente por ser um dos últimos ensaios.

 

– Bom dia pessoal, todos prontos para mais uma revisão? – Mesmo sua frase sendo amigável, seu semblante era o oposto. Alguns deles terminavam de se alongar e outros pararam as conversas paralelas. – Espero que todos lembrem das correções de ontem e que trabalhem para fazer seu melhor.

 

Soul jogou sua garrafa de água no chão, logo os trainees fizeram sua formação, com isso ele virou seu rosto para sinalizar a produção iniciar a música. Seus olhos se concentraram em todos os trainees, cada detalhe era observado em sua mente, sabendo o que elogiar e criticar da coreografia, uma chave virava na mente dele toda vez que analisava uma coreografia. Sua mente não passeia, ver os passos tomava muito tempo. Isso era uma das melhores partes do trabalho. 

 

– Jisang você precisa melhorar seu ritmo, especialmente nos últimos segundos da coreografia você está muito adiantado tirando a sincronia. Além disso, Doyun quero que... – Soul passou os próximos minutos dizendo o'que cada trainee deveria fazer. Era um alívio, ele ficava totalmente focado era como se seus problemas não existissem e que sua única preocupação fosse a dança.

 

As horas se passam, os trainees fazem uma evolução considerável o que deixa Soul orgulhoso o suficiente para dar uma pausa merecida. Sem nada para focar, o garoto avista o celular, ele precisava de algo que o fizesse esquecer o outro. Ao pegar o celular vê uma notificação, sua mente desliga por um momento quando percebe quem havia mandado mensagem. 

 

Jongseob.

 

Soul limpa sua garganta, fazia semanas desde a última mensagem dele, o que Jongseob queria? Era melhor excluir o contato, mas mesmo assim entrava no aplicativo de mensagens.

 

"Já almoçou? Comprei aquela comida que você gosta."

 

Então o garoto fica relendo, como se tentasse encontrar algo por trás disso, queria decifrar aquilo para não ser pego desprevenido. Portanto escreveu, apagou e escreveu novamente uma resposta cerca de cinco vezes.

 

"Estou ensaiando aquele grupo, ainda consigo passar no seu dormitório, mas não posso ficar muito."

 

Soul não mandou seus kaomojis ou qualquer coisa que deixasse sua mensagem mais gentil. Queria mostrar para Jongseob que não estava contente, mesmo que fizesse tudo que o mais novo quisesse.

 

O visto foi automático, assim que enviou a mensagem o garoto do outro lado da tela visualizou. Escrevia uma resposta rápida que fez a ansiedade de Soul se acalmar na mesma velocidade que chegou.

 

"Eu te espero não tem problema."

 

Jongseob nunca dizia mais do que o necessário, sempre agia como se tudo estivesse indo bem, que nunca tinha nada de errado entre eles. Talvez para ele realmente não tinha nada de errado. 

 

Faltava trinta minutos para a pausa acabar, alguns dos trainees tinham saído da sala, provavelmente para comer algo ou simplesmente sentir a brisa do início da tarde, por isso, Soul se sentiu no direito de ir até Jongseob.

 

A cada passo que dava seu rosto ficava mais e mais quente, os pés falhavam como se tentasse fugir do encontro e ao tentar falar algo para si mesmo travava na primeira palavra. Na frente da porta do dormitório, o jovem de cabelos castanhos teve que erguer sua coragem para bater na porta – toc toc – a porta rangeu de leve quando foi aberta.

 

Jongseob apareceu das sombras ligando o abajur dando uma luz quente que envolvia seu maxilar, os cabelos loiros junto de um olhar que dava que era uma incógnita, usava uma camisa preta e uma calça cinza de moletom, os cabelos loiros presos com uma xuxinha, deixando apenas a franja solta levemente molhada, provavelmente devido a um banho recente, o cheiro de sabonete encheu as narinas de Soul que se misturou com o odor de fast food. 

 

– Oi. – O som da voz do loiro saiu fraca, ele faz inclinou a cabeça chamando o outro para dentro do quarto.

 

– Oi. – Soul responde dando um passo para frente em direção a sacola em cima da escrivaninha.

 

Soul sabia que não iria resistir a isso, ver Jongseob assim fazia sua mente ficar bagunçada, não conseguia pensar direito. Se pudesse passaria horas vendo a feição de seu amado, guardando na memória cada parte de seu corpo, cada canto, cada gesto. Ele sabia que isso não seria possível, o garoto deveria ter ignorado a mensagem, era simples, apenas dar meia volta e uma desculpa esfarrapada, mas isso não acontece. Mesmo sabendo o quão mal Jongseob fazia a ele, era como uma droga, cada toque acidental o dava esperanças e cada saída apressada do loiro o quebrava ainda mais.

 

Eles não ousavam se tocar, era como se fosse algo proibido, os dois sabiam o que poderia acontecer, sempre que ficavam sozinhos as risadas ficam mais frouxas, os silêncios cheios de tensão aumentavam. 

Tirando isso da mente, Soul se senta na beirada da cama, Jongseob vira o rosto olhando o japonês com calma, o rosto pingava com algumas gotas de suor, o cabelo caiu escondendo a testa e um de seus olhos.

 

Eles se encaram.

 

Shota franziu as sobrancelhas, tentando entender o motivo pelo qual Jongseob havia pedido seu lanche favorito. Isso fez o mais velho ficar sem saber como deveria agir ou se deveria agradecer por esse pequeno ato de gentileza. Fazia tanto tempo que ele não comia algo fora de sua dieta rigorosa que se sentiu culpado apenas por sentir o cheiro de fritura.

 

– Preciso conversar com você. – Jongseob diz após tomar um grande gole de refrigerante. – Queria que fosse em particular, acho que te devo esse tipo de satisfação, mas não sei como dizer.

 

– Vai dizer que tá grávido? –Soul se arrepende de fazer uma piada num momento delicado igual esse, o mais novo morde o lábio desviando o olhar para não rir.

 

– Como adivinhou? Era isso, eu tô grávido e o filho é seu. 

 

A piada quebra o clima tenso com a risada ecoando. O japonês não entendia como em um momento poderiam se dar tão bem e no outro não olharem nem na cara um do outro. A expressão de Soul era transparente, a respiração ficava mais rápida, a cada segundo que eles ficam em silêncio o faz ficar balançando o joelho. Com as primeiras palavras de Jongseob, seu coração se apertou, uma ansiedade que o comia por dentro.

 

– Mas falando sério agora, eu recebi uma oportunidade pra trabalhar no exterior como produtor e letrista. – Ele revela após limpar a garganta.

 

Os segundos passavam, ninguém se atrevia a falar, os segundos pareciam horas. Jongseob subiu a cabeça para encarar Soul. Um suspiro ecoa pela sala dando um ar mais tenso, como se fosse uma bomba prestes a ser acionada. O japonês por sua vez não se conteve, sua mente não ficava quieta e ele não conseguia reagir normalmente diante dessa revelação

 

– Não precisava ter feito todo esse estardalhaço. Era só ter falado por mensagem, seria melhor. – Ele diz ainda olhando a parede que começou a ficar embaçada.

 

As lágrimas rolavam no rosto do mais velho, seus olhos encaravam o chão como se fosse a única coisa sólida no momento. Jongseob dá um pulo fazendo seu joelho tocar no do outro, sua mão segura o pulso de Soul e leva para seus lábios, os dedos do mais novo apertam o pulso como se fosse um apelo para deixá-lo continuar. 

 

Foi tudo muito rápido, os beijos foram até a ponta dos dedos, da ponta dos dedos até as lágrimas salgadas, não precisava dizer nada, os olhos faziam a comunicação perfeita. Soul olha a porta fechada, a luz fraca, poderia muito bem tirar as mãos dele de seu corpo e ir embora. Um riso escapa de Jongseob, os olhos de Soul brilham mais ao ver o sorriso do outro, um calor sobe para suas bochechas, as mãos encaixam na cintura dele enquanto se inclina para começar uma trilha de beijos. Suas mãos se juntaram, assim como o resto do corpo, seus lábios eram macios demais para ficar longe. Os sons ecoavam pelas paredes finas, eles nem se deram o trabalho de fechar as caixas cheias de batata frita ou de sequer jogar as embalagens fora.

 

– Gosto quando você faz essa cara. – Jongseob sussurra, a mão passa pelo o maxilar dele.

 

– Gosto de te morder, sabia? É excitante – Soul confessa, tirando a camisa.

 

Eles se deitam na cama, o colchão range, a mão dele segurou a nuca do outro, era viciante, eles não conseguiam sair disso. Beijos demorados, risadas fracas e carícias com a ponta dos dedos. Abriram uma camisinha, enquanto tentam recuperar a respiração, os olhares estavam famintos demais, desejando mais do que podiam ter. Eles abrem mais uma embalagem, Soul ofegava, seu suor ficava pior a cada segundo, Jongseob estava em seu colo o beijando como nunca antes, seus peitorais se juntam, se pudessem, seus corpos estariam fundidos.

 

Jongseob sai da cama e vestiu sua cueca, ele pega no chão a roupa íntima do parceiro e joga sob a cama. Soul revira os olhos e se senta na cama enquanto observa o outro andando pelo o dormitório. Ele nem se importou em não voltar para o estúdio assim como o mais novo mal se importou em desligar seu computador mesmo sem ter salvado o projeto. Pela primeira vez, os dois ficaram juntos no pós sexo, trocando carícias, a conversa fluía mesmo com o assunto mais pertinente era deixado de fora.

 

Jongseob gargalhava, o mais velho não conseguia conter o sorriso mesmo sabendo do que o esperava mais tarde. Depois de meses os garotos não foram embora, se sentaram um do lado do outro, o loiro apoia a cabeça no ombro de Soul, ele pode sentir as mãos de seu amado irem diretamente para seu cabelo, sua postura suaviza e os olhos sentem a necessidade de se fecharem

 

– Acredita que eu perdi cinco partidas seguidas depois daquela vitória? Sem você como suporte fica difícil ganhar. – Ele diz com a voz baixa 

 

– Então você tá admitindo que não consegue jogar sem que eu te proteja o tempo todo? – Os olhares se cruzam, um ri e outro revira os olhos.

 

– Talvez eu tenha que admitir isso mesmo, mas é culpa sua por ter me acostumado mal.

 

– Jongseob…

 

– Hm? O que foi?

 

Eu te amo.

 

Soul não pode aguentar um segundo a mais sem o tocar, ele puxa o garoto pela cintura, o abraçando enquanto ria de sua confissão, os corpos caem na cama, suas mãos param nas costas dele e o rosto se aproxima do pescoço para sentir o cheiro natural do outro. Ele pode sentir Jongseob rir de leve, o toque leve que brinca com as mechas de seu cabelo e o calor que aquece até sua alma, os pequenos detalhes que o matam de saudade.


Do outro lado, Jongseob se via quebrantado, depois de meses nessa relação com Soul, era a primeira vez que via ele demonstrar consideração e afeto. O loiro estava ansioso, não sabia oque fazer ou dizer. Soul agia assim pois iria o perder? Ou pelo simples fato de brincar com os sentimentos dele? Um remorso prendeu sua mente, não deveria ter se aproximado novamente, não deveria ter sido imprudente novamente. 

 

Ele deve pensar que sou fácil.

 

Com esse pensamento em mente, o mais novo se jogou nos braços de Soul sem ao menos pensar por um minuto. Após tantos dias se sentindo ansioso para dar a notícia, sentiu que pode confiar em sua paixão por completo, nos braços do mais velho pode se sentir seguro sem ao menos pensar nas consequências, sem nem pensar que daqui 3 meses não poderia mais ter esse conforto. Isso não importa, ao menos não agora, pois oque Jongseob queria estava, de certa forma, se concretizando, ele queria ver Soul triste por sua partida, queria vê-lo argumentar sobre isso ou até mesmo ficar irritado com ele, esses desejos eram sujos e egoístas, mas o garoto não pode evitar fantasiar sobre esses cenários enquanto se deixa cair nos braços do outro. 

 

Os rostos se encontram, o garoto não pode conter o sorriso bobo seguido de uma onda de calor que aumenta a cada segundo, os lábios se tocam lentamente enquanto sussurram palavras soltas, podiam ficar horas juntos sem se cansar, se Jongseob pudesse passaria o dia inteiro deitado ali, se sentia seguro, sabia que podia ser vulnerável nesse momento como nunca antes. 


Sem surpreender Shota, a semana passou sem mensagens novas de Jongseob, apenas um vídeo com um gato e um coelho que o mais novo mandou no Instagram. Na sexta, uma notificação que não era de seus parentes apareceu.

 

“shotaaaaa ! adivinha quem voltou pra coreia, vamos tomar café no centro?”

 

O cheiro de cappuccino invade as narinas de Soul, ele escuta o barulho do sino quando abre a porta seu olhar se cruza com o de Keeho, seu amigo de longa data. A expressão suaviza e os passos se apertam para sentar-se perto do canadense. Tinha esquecido o quão bom era rever um amigo, ele sabia que tinha muita coisa pra falar e foi um alívio ir se encontrar com ele. Keeho se levanta com um leve sorriso no rosto abrindo os braços para cumprimentar o amigo, na mesa tem um cardápio e um prato vazio com apenas farelos e uma xícara com o que parecia ser um mocha que ainda evapora levando o cheiro por toda a cafeteria.

 

– Shota! Quanto tempo, como tá indo no trampo de coreógrafo? Você parou de responder minhas mensagens... – O homem continua perguntando sobre todos os aspectos da vida de Soul como se fosse uma mãe preocupada.

 

Os dois se sentam um na frente do outro, a conversa vai para as novidades, fofocas que Keeho tinha para contar e ele pegando o celular de Soul para o obrigar a assistir todos os vídeos que tinha compartilhado. O restante do pedido chega, uma porção de cookies recheados, um lanche natural e um expresso. Depois de dar um gole e uma mordida em seu lanche natural, o japonês se sentiu pronto para compartilhar do seu conflito mais recente para o outro.

 

– E depois disso tudo, a gente ficou se abraçando... Não sei o que pensar desse dia, mas sendo sincero queria que o tempo congelasse naquela hora. – Ele diz sentindo as bochechas ficarem vermelhas com arrependimento por ter deixado a última parte escapar em voz alta.

 

– Então ele vai pro exterior? Nossa cara que dureza. – Keeho diz após terminar de beber toda a sua mocha. – E é pior ainda porque você tá completamente apaixonado nele né?

 

– Apaixonado? – A palavra ecoa na mente dele, martelando como se fosse algo impossível. Realmente existe a possibilidade de Soul estar apaixonado por Jongseob? E, se existisse, o que ele deve fazer a respeito disso? 

 

– Não... Isso não é paixão, já disse pra você, eu e ele somos apenas um caso, algo casual. – Ele continua, as mãos ficam inquietas e seu olhar foge indo para a janela acompanhando o movimento da rua.

 

Shota apoiou sua testa em sua mão dando um longo suspiro, ao voltar o olhar para Keeho pode notar aquela expressão que o irrita: o sorriso de canto e os olhos o encaram como se soubesse exatamente o que passava em sua mente.

 

– Você precisa ser mais sincero consigo mesmo, te conheço desde os catorze, você não me engana.

 

A risada do mais velho fez Soul querer cavar sua própria cova, sabia que o que quer que ele fosse responder iria acabar mal. Ele morde o lanche usando isso como uma desculpa para pensar mais em sua resposta.

 

– E se eu estivesse do que iria adiantar? Ele vai embora em 11 semanas, não posso pedir pra ele ficar, não posso falar pra ele oque sinto, não quero complicar a vida dele mais ainda. – Ele bufou.

 

Realmente, ele estava apaixonado e sabia disso, não queria admitir, mas não consegue esconder esse fato de Keeho mesmo que tentasse.

 

– Você não vai complicar a vida dele, você sabe disso. Para de pensar assim, você realmente tem só mais 11 semanas com ele, mas pode ser suas melhores semanas! Vocês eram amigos, desde quando você parou de contar as coisas pra ele? 

 

– Keeho você não entende– 

 

–Soul, ele precisa saber dos seus sentimentos mesmo que for um dia antes dele ir embora. – O canadense interrompe o amigo e muda o tom de voz para ser mais acolhedor. 

 

– Eu não sei como eu deveria fazer isso – A voz do mais novo sai como um segredo.

 

 – Se quiser encher o quarto dele de bexiga e pétalas de rosa pra se declarar eu vou estar lá enchendo as bexigas… – Keeho bagunça o cabelo de Soul com um sorriso meigo.

 

A risada escapou de Shota, o olhar preso na mesa branca sem coragem para encarar seu amigo. As palavras o atingiram com força total, Keeho colocou sua mão no antebraço do outro na tentativa de dar conforto e segurança, era uma situação complicada e ele entendia isso muito bem, sabia que deveria dar espaço e tempo para as melhores decisões serem feitas.

 

– É muita coisa pra um dia só. – Soul confessou

 

– Cara, só não quero que você se arrependa, eu sei muito bem que isso não dá certo.

 

– Mas isso não é amor, eu só penso nisso no calor do momento, – Shota tenta mais uma vez se justificar – Tipo todo mundo pensa em falar eu te amo pra ficante–

 

– Como é a história Haku Shota!? – Keeho bate as mãos na mesa fazendo a cafeteria toda prestar atenção nos dois amigos.

 

Os dois ficam em silêncio, Soul fica com a cabeça baixa não querendo enfrentar essa vergonha que o canadense o fez passar. 

 

– Olha, não foi o que eu quis dizer, eu não amo ele, posso até admitir que estou apaixonado. – Ele dá uma pausa para recuperar o fôlego – Mas amar ele é impossível.

 

Mentiroso.

 

– Então você tá mesmo apaixonado? – Keeho pergunta com esperança nos olhos.

 

– Talvez, é complicado. – O garoto finalmente arranjou coragem para encarar o outro – Fico me perguntando o que ele deve estar pensando agora, acha que o Jongseob sente o mesmo?