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Once upon a time...

Summary:

Enquanto Milk tenta vencer Love para receber o título de melhor atriz, não percebe que está sendo provocada no processo. Reproduzindo ''contos de fadas'' no teatro Whale Store (e fora dele), se viciam na tensão e até onde a atuação pode levá-las.

Chapter 1: Little Red Riding Hood

Chapter Text

Durante 4 meses, os ensaios foram constantes na sala de teatro. Tão próximo à apresentação, agitado e divertido. Whale Store era a melhor academia de atores dos últimos 15 anos em Bangkok e durante esses 5 anos, Milk e Love eram escaladas como protagonistas movimentando o público e vendendo mais. Uma ótima dinâmica, ''Elas pareciam entrar completamente nos personagens'' diziam as manchetes. O que não era mentira, dedicadas e talentosas... Recentemente amantes, ainda em segredo. Seus colegas de elenco dividiram os sentimentos entre admiração e inveja, as vezes, ambos.

Embora existisse uma atração inegável entre elas, por muito tempo não foi assim. Milk era arrogante, exibida e egocêntrica... Uma típica leonina. Love, por sua vez, tão vaidosa e mimada... Exigindo sempre um pouco mais. Apesar de terem suas qualidades, elas ficaram ocultas já que as características fortes as tornaram competitivas.

Isso significava uma coisa: Lutar com unhas e dentes pelo papel de maior valor.

Inimigas inicialmente, tentando entrar em cena... Superioridade, foi agressivo. Mas os diretores começaram a perceber que se destacavam igualmente. Love parecia maleável até ver a reação de Milk, insatisfeita com o desempenho comparado de uma forma tão... Mediana. ''Igual? Humpf, eu sei que posso ser melhor.''

Love trincava os dentes de desembarque, porque Milk projeta com seu pé firme no chão. Seus braços cruzados reclamando para o resto da turma que Loverrukk nunca chegaria aos seus pés. A ruiva, por outro lado, gostaria de provar que sim. Era nítido que existia uma rigidez entre as garotas, um ar tenso que transformava suas personagens boas ... Mas não incríveis .

Cobrança e perfeccionismo próprios, era determinante na rotina. Enquanto seus fãs aplaudiam com louvor, iluminados com o lindo trabalho que seguiam demonstrando. Os diretores continuaram instruindo uma evolução na carreira... Propondo que a dupla se reunisse além do espaço de trabalho, que forçassem uma conexão pessoal e descobrissem pontos em comum para explorarem a química e se tornarem mais verdadeiras nos palcos. '' Queremos algo incrível, perfeito... Sabemos que vocês podem entregar isso, compartilhem... Ensaiem... Brinquem... Amizade é importante aqui, ou no mínimo se suportem.''

Ensaios na academia, diante do público... Para os papéis envolvidos.

Ensaios particulares, na casa de Pansa... Os mesmos papéis, sem limites para exploração.

O combinado era que se soltassem, sem a rigidez que uma escola de teatro impunha. Para que, quando voltassem, ganhassem reconhecimento e suporte financeiro com direito a viagens internacionais e um bom gestor. Se elas funcionassem corretamente, uma delas conquistaria essa bolsa.

''Me ensine, Pansa... Todas as suas técnicas.'' O ambiente se tornou quente, no tapete de uma sala arrumada, com objetos caros facilmente quebráveis. Loverruk a provocava, propositalmente, ela não se importava tanto com o prêmio como a garota de leão... Mas estava atraída pela mais alta que mantinha um ego inflado, queria se provar e provar seu talento. Milk era tão sexy , gananciosa , convencida . Sendo mais nova e mais esperta, a ruiva estava disposta a conseguir o que queria no momento em que a outra estava tão focada que não podia perceber.

Estava em sua frente.

Uma luta boba, certo? Muito empenhadas. Raiva, inveja, prepotência... Constantemente consideradas como par romântico.

A tensão entre as duas era calorosa. Elas mantinham um nível no teatro, uma postura diferente saindo dali. Love mostrou para Milk enquanto estava em cima dela que tinha potencial para ir mais longe naquele papel... ''Se você ganhar o prêmio de melhor, nós acabamos por aqui! Hm... Você quer isso?'' O amor provocou uma garota mais velha, fazendo-a corar.

Sem se dar conta, a morena tinha sido fisgada. Ainda relevante, ainda arredia, mas um pouco... Apaixonada? Ou muito, muito apaixonada. Tentando manter discrição dos seus sentimentos perto do minúsculo tamanho que estava confrontando sua postura profissional. Love era pequena, mas firme, ousada e disposta a ter o que quer.

Ela quer Milk. Só para ela.

Principalmente quando todas as garotas do teatro também querem.

Piploy, Film e Namtan... Elas olham toda vez que estão por perto, sem esconder a preferência. Love é possessiva, decide chamar a atenção e todos percebem quando ela está atuando.

E agora... Os últimos ensaios para a peça: Chapéuzinho vermelho .

Dessa vez não há par romântico. Lobo mau e chapéuzinho vermelho, Milk e Love se mantêm como protagonistas. Enquanto Namtan era a mãe, Piploy era avó, Win era o caçador... Film era dublê de Love. Os professores aplaudiram diante das emoções exibidas, uma bagagem forte em uma história aparentemente simples... Quando o tecido grosso do palco se fechou, o rosto de Love ficou inchado diante do trauma vivenciado por sua personagem.

Milk era viciada em receber elogios, Love era viciada em provocar Milk.

Nessa noite, o vício delas foi alimentado.

Enquanto Love se trocava, guardava o capuz vermelho em sua mochila. Prestes a se encontrar com Milk como o combinado, até se esconder atrás da cortina para assistir Film cumprimentando-a.

— Você fez um ótimo vilão... Eu realmente senti medo. — Film se aproxima, empurrando o ombro de Milk com a ponta do seu dedo e anunciando uma timidez através do seu sorriso.

— Hm? Cada papel é diferente, huh? Isso é tão fácil... Estou apenas explorando. — A mais alta respondia, totalmente exibida, o que irritava Love profundamente nesse momento.

— Sabe... Eu gostaria de ser sua chapéuzinho... É errado eu torcer que a Love precise se ausentar? — Provocava com ousadia.

— Acho que qualquer dublê quer ter a chance de participar...

— Ainda mais dividir holofotes com você... Ai... Ela é tão sortuda.

— N'Film... Eu preciso ir, certo? — Milk parecia gostar do que recebia, mas ela era responsável com seus compromissos, usava uma mochila de costas, se afastando. E logo, a ruiva correu para encontrá-la embaixo da escada.

 

Love tinha um peito inflado, quando Milk chegou perto.

— Você se incomoda se eu passar no Mcdonalds antes de irmos para casa? — Milk olhou para Love, que estava distraída, enquanto caminhava para o estacionamento.

— Hm?

— Não ouviu o que eu disse? — Ela revirava os olhos, não sendo muito paciente, apressando seus passos. — Estou com fome.

— Tanto faz...

— Você parece estranho, Loverrukk... Se estiver cansada, pode dormir um pouco antes de começarmos a ensaiar.

— Eu estou bem, você pode pegar um sorvete pra mim? Eu pago.

— Não, tudo bem, fica por minha conta...

Elas ainda estavam descobrindo o tipo de relação que estavam tempo, ainda meio desajeitadas em como se tratar. Milk era meio lenta para perceber no quão envolvida Love estava e ela não tinha muito tato em como se portar. Suas palavras um tanto rudes, para alguém que era sensível ao receber. Algumas vezes, a ruiva chorava em segredo mas não era importante... Não era intencional.

— Você trouxe seus adereços? — Love encarava a mais alta que dirigia seu carro com atenção.

— Sim, mas não são muitos... Certo? Você fica adorável com aquela roupinha vermelha.

Love corava, mordendo seus lábios e olhando para o vidro do carro. Tentando disfarçar para Milk no quanto era bom ouvir isso. Um pequeno silêncio quando a mais alta ligava o rádio para quebrar o clima. ''Tão idiota, Pansa...'' Ela continuava sem se dar conta.

Entregando o sorvete para Love e pegando seu pacote com o combo de batata, hambúrguer e refrigerante.

— Você vai comer isso antes de chegar em casa? — Love suspirava. — Vai sujar tudo.

— O carro é meu, certo? E daí se sujar, tenho dinheiro para pagar alguém que lave isso.

— Sempre tão delicada... Só estava preocupada.

— Meu bem, não precisa se preocupar comigo. Huh?

Sim, era assim que Milk Pansa agia mesmo apaixonada. Porque ela não sabia ser de outro jeito e porque... Ela não sabia demonstrar o que queria, principalmente quando não considerava os sentimentos como recíprocos. E também, sentindo um pouco de raiva por não ser correspondida... Em sua mente fodida.

— Você é meio babaca... — Love cruzava os braços. — Não sei porque ainda tento.

— É porque secretamente você me adora... Vai trabalhar para mim no futuro, ser minha serva, me obedecer... — Milk zombou, mas era tudo parte do seu grande ego, um desejo inconsciente sendo cuspido dessas palavras tontas. Love bufava e empurrava seu rosto para o outro lado. — Abra a boca.

Suas bochechas pareciam explodir de ar, mas ela não podia obedecer sem saber o preço do que sugeria até uma batata frita chegar em sua direção como aviãozinho.

— O que está fazendo?

— Sorvete com batata frita também é bom...

— Milk... Que nojo...

— Não pode rejeitar algo sem experimentar, vamos lá... Abra a boca.

— Você é estranha, cara...

— Estou mandando, serva... — Milk exigia, aquele sorriso pretencioso fazia Love aceitar a comida sem pensar novamente. Seu olhar atento para uma reação, na esperança de que concordasse com sua proposta. — Bom?

— Hm... Não é ruim. — Love queria agradar Milk, mas não com entusiasmo, mas pegou mais batata em seu colo e continuou a comer por vontade própria.

— Sabia que você gostaria, afinal... Eu tenho bom gosto.

Elas continuavam implicando até chegarem em casa. Lavavam as mãos devido a sujeira pelo fast food. Dividindo a mesma pia no banheiro, Milk empurrava Love para ter vez. Era estupido como podiam ser infantis as vezes... Antes de tirarem um tempo para praticar o workshop, elas estavam se conhecendo a longos meses. Já entendiam algumas atitudes, respeitavam seus limites, reconheciam o que incomodava ou magoava a outra. Milk sempre levava matcha para Love, todas as manhãs... As vezes oferecia chocolates e outros doces, ela tentava agradar como se isso não fizessem diferença mas fazia, fazia toda a diferença. Em troca, Love cuidava do bem estar da Milk. Oferecia mais água durante os ensaios, fazia massagem em suas costas na hora do descanso, se preocupava com sua hora de dormir ficando em ligação com ela até pegar no sono por se sentir menos ansiosa.

Elas criaram algo pessoal durante os ensaios.

Uma das peças importantes era seguir uma lista de perguntas sobre sua vida.

Cores favoritas, par ideal, comida favorita, qualidade e defeito que atrai ou afasta, maior medo, melhor sonho, relacionamentos passados, lugares favoritos para viagens.

Foi quando sugeriram uma viagem para a Coréia do Sul... Como uma brincadeira boba, elas não aguentariam passar tanto tempo juntas. Hum? Então, como sempre, apostaram .

Milk disse que aguentaria cinco horas sem reclamar da Love nessa viagem, Love disse que seria superior, aguentaria um dia inteiro. Elas não puderam admitir que a ideia de passar tanto tempo juntas era atraente, mas durante o passeio... Aproveitaram a companhia uma da outra, dando uma trégua... Admitindo pela primeira vez que existia um interesse ali.

Brincando em um quarto de hotel, estavam bêbadas quando decidiram encenar seus papéis de ''A bela e a fera''. Um pouco engraçado, um pouco sério... Até elas sentirem algo aceso, seus olhos se encontraram sem desviar e seus corpos tão próximos até não existirem mais roupas ou espaço entre elas. Os personagens... Eles fizeram parte do pacote, o álcool contribuía para que se soltassem e então, algo louco em lençóis sujos de sêmen.

Até acordarem envergonhadas se justificando pelo mal entendido.

A Coréia... Foi um marco, certamente. Mas esse mal entendido se repetia, outras e outras vezes, até mesmo em Bangkok... Todo fim de semana quando tinham ensaios em particular.

Afinal, não foi sugestão delas terem um tempo juntas... Parte do trabalho, um conselho.

Se virou carnal, não importa. Estava funcionando, certo?

Os elogios não paravam de chegar, mas ainda faltava algo... Evoluiu, mas não era perfeito.

Elas estavam sentadas na mesa da sala, lendo os folhetos com seriedade. Já vestidas com suas respectivas fantasias depois de beberem taças de vinho. Love compunha sua capa vermelha, Milk com suas orelhas pontudas e um rabo longo.

Abrindo as cartelas do workshop, sorteando a indagação da vez.

— Se você fosse um personagem, quem seria? — Love perguntava, um pouco curiosa com a resposta.

— Acho que a Katherine, de The Vampire Diaries. — Ela disse sem pensar duas vezes, o que fez o interior da mais nova se arrepiar.

— Hm... Vocês parecem tão irritantes! — Provocava, fazendo Milk rir.

— Sempre a seu dispor... — Milk pegava outra carta. — E você?

— Não é a sua pergunta...

— Eu sei, mas quero saber... Quem você seria?

— Santana Lopez, de Glee... Acho. Mas não sei... Honestamente não sei.

— Hm... Você pode ser sexy e corajosa como ela, eu gosto. — Milk não pensou muito antes de soltar a frase que abalava com Love, era uma coisa dela... O que perturbada a garota. — A minha pergunta é... Se você ficar em uma ilha com essa pessoa, o que você precisaria?

— Por favor... Isso é fácil! — Love debochava, cruzando seus braços. — Paciência.

— Olha só... Nossas respostas são iguais... Embora eu ache que você adoraria ficar presa comigo.

— Pansa... Não. — Ela bufava irritada. — Próxima pergunta e última...

— Nossa... Hoje só temos três perguntas?

— Sim, semana passada, sete, porque não tivemos ensaio.

— Ah, sim. Faz sentido... Mande uma pergunta.

— O que você mais gosta de mim? — Love mostrou uma cartilha para Milk, provando que aquilo realmente estava escrito.

— Gosto de como você sempre está prestando atenção, gosto de como é competente quando está presente, gosto de como sabe animado minha ansiedade durante a noite, gosto de como você é ousada pra caralho...

— Pansa!

— Ei?

— Era apenas uma coisa... Não precisa se declarar agora. — Embora Loverrukk estivesse adorando ouvir todas aquelas coisas, ela precisava ser mais direta para não se iludir.

Milk pareceu tímida, um pouco rosada agora. — Oh... — E se calou. — O que você mais gosta de mim? — Encarava a pequena garota e mordia os lábios que cheiravam a álcool, aqueles lábios que atraíam a Love muito bem.

— O seu silêncio. — Love brincava, Milk gostava desse humor. — Podemos ensaiar agora?

— Você vai cantar a música?

— Não vou cantar a música, eu fiz isso mais cedo.

— Cante a música...

— Se você quer ouvir minha voz, peça com jeitinho.

— Hm... Loverrukk ...

— Tudo bem então, se você não quer ouvir a música...

— Por favor, Loverrukk... Eu gosto de você cantando a música.

Love virava o rosto de lado, batendo a ponta do dedinho em sua bochecha, como um pedido para Milk beija-la. Então, apelando para sua vontade, a morena beijou aquele espaço fofo antes da música começar.

 

''Pela estrada a fora, eu vou bem sozinha... Leve esses doces para a vovozinha...

Ela mora longe, o caminho é deserto e o lobo mau passou aqui por perto...

Mas à tardinha, ao sol poente, junto à mamãezinha dormirei contente''

 

Love cantava ao começar a leitura de roteiro, um pouco depois da parte inicial onde a mãe orientava que não fosse pelo caminho cortado. ''Existem caras maus nesses atalhos, não vá por aí, Chapéuzinho.'' Milk parecia vidrada desde que a Love mudou sua personalidade, ela apenas prestava atenção em suas falas repetidas, orientando que continuasse cada vez que a pequena garota pedia por validação.

— Está indo muito bem, Loverrukk...

Loverrukk segurava uma cesta com vinho e bolo, repousando na mesa enquanto terminava o monólogo. — Sim, você só precisa demonstrar mais inocência na próxima cena... Eu, no caso, o lobo... Te sugere que você recolha mais flores, para levar para sua vó... No caminho mais longo, certo? Então é o tempo de eu chegar lá, antes de você e acabar com sua vó.

— Eu entendi, eu não pareço inocente? — Love encarava com irritabilidade pela crítica, segurando na gola da blusa da Milk, fuzilando-a enquanto percebia suas orelhas pontudas. — Você prefere outra Chapéuzinho, Lobo mau ? Prefere um Film ?

Milk engoliu seco, um pouco nervosa com a pressão, coçando sua nuca.

— Você não parece inocente agora...

— Hm... Então Film é mais inocente?

— Depende... Você precisa me provar que pode ser inocente...

Milk ao se excitar com o ciúme de Love, usava isso a seu favor.

— Não seja por isso, eu posso ser mais inocente... Posso te olhar assim, olhei para você assim hoje cedo. — Love ainda estava lutando, caindo na provocação de Milk. Lendo novamente os papéis, quando Milk segurou os panfletos jogando no chão.

— Foda-se os papéis, certo? Prefiro quando improvisamos...

De repente, a ruiva se intimidava, percebendo claramente o movimento da outra quando se levantava. Love costumava ser mais ousada que Milk, ela tinha o hábito de instigar... Mas quando a mais velha tomava o controle, isso enfraquecia aquela pessoa pequena que tinha sua respiração mais fraca cada vez que sentia a altura dela tão perto.

— Bom dia vovó... — Love pronunciava a frase decorada, quando Milk segurava em sua cintura a colocar sobre a mesa de surpresa. — Você deveria estar deitada. — Love cochichou.

— Não sair do papel, hm? Nós não precisamos nos deitar...

— Mas a vovó...

— Chapéuzinho... — Milk a repreendia, apertando suas coxas com suas unhas firmes, pressionando Love com uma certa força que fazia o corpo de Love estremecer.

— Oh... Vovó... — Love retomou a brincadeira, observando o rosto travesso e malicioso de Milk. — Que orelhas grandes você tem!

— São para te ouvir melhor... — Sua voz perversa, levando sua mão sutilmente até seu seio, apertando e massageando devagar, até Love soltar um gemido sonso, próximo ao ouvido de Milk que agora roçava seu corpo tão lentamente.

— Você está me ouvindo bem, vovó?

— Tão bem, Chapéuzinho... Eu gostaria de ouvir novamente, hein? — A mão atrevida voltava a amassar os seios rígidos da pequena garota enquanto os gemidos eram mais altos naquele local, com sua capa vermelha... E uma saia, que estava um pouco elevada.

— Ah, vovó... Que olhos grandes você tem!

— São para te ver melhor...

Milk analisava Love dos pés até a cabeça, passando a língua pelos lábios, demonstrando o quão faminta estava. Love forçou uma falsa inocência, ainda competindo com a mais velha, ainda irritada com o ciúme, tentando provar seu ponto.

— Você está vendo como sou inocente, vovó? — Love segurava em sua saia, levantando mais a barra, expondo mais de sua pele. — Se tem olhos grandes, pode perceber...

— Não sei, Chapéuzinho... Não estou convencida...

— Oh, vovó... Que mãos enormes você tem! — Love escorregou a mão por sua boca, mordendo a ponta do dedo.

— São para te foder melhor, Chapéuzinho... — Milk não esperou Love reagir quando sentou na cadeira e puxou a garota de capuz vermelho ao seu colo. A ruiva entrelaçava seus braços ao redor do pescoço, desfilando as unhas por sua nuca e sussurrando no ouvido da maior.

— Oh não, você não é a vovó!!! Você é... O lobo mau... — Love provocava em sua brincadeira, quando Milk colocava as mãos por dentro da sua saia, invadindo sua calcinha já encharcada pelos dedos grossos e grandes que adentravam depois de estimular o clitóris em um movimento imerso, levando a outra a gemer baixo e soltando suspiros seguidos.

— Hm, Chapéuzinho... Tão inocente... — Milk lambia o pescoço da garota, dando mordidas e chupões, Love rebolava quando aqueles dedos estavam socados naquela região pequena. Seu ar falhava, se tornando mais mansa, manhosa ao colocar sua cabeça para trás, dando uma visibilidade maior do seu ombro, agora exposta quando o lobo abriu um espaço na capa vermelha. — Deixe-me provar da sua pureza... Você é tão pequena, hein.

— Oh, seu lobo... Você é tão guloso... — Love procurava seu olhar com ansiedade, segurando em seu rosto com delicadeza, pressionando suas bochechas, dedilhando a pequena pintinha abaixo do olho. — Que boca medonha você tem!

— É para te devorar melhor... — Milk sussurrava, sugando o lábio de Love antes de enfiar sua língua roubando-lhe um beijo. Aquele beijo era denso, molhado e barulhento, Love se empolgava e puxava a língua da morena para ela. Elas entravam num ritmo sedento, a menor descia suas mãos para os seios do lobo, pressionando por aquele roupa sem tirá-la. O contato que elas tinham ainda era íntimo e nada profissional, seu ponto sensível era provocado e fácil de alcançar já que aquilo não estava acontecendo pela primeira vez.

— Seu lobo... Eu não aguento... Você é grande... — Love afastou seus lábios, sentindo a dor arrogante do seu terceiro dedo empurrado contra sua região vulnerável, suada e briga. — Estou... Eu... Não consigo respirar.

— Eu não perguntei, Chapéuzinho... Eu não me importo. — O leão dentro da garota era prepotente agora, invadindo todo seu espaço e sorrindo enquanto voltava a calar sua boca, deixando-a sem ar novamente. Seu dedo espaçoso era bom, doía, mas era bom. E o clímax não estava longe, Love ficava bamba e lambia os lábios da outra. Abraçando sua cintura, se movimentando sedutoramente entre aqueles dedos divertidos que a deixavam perdida entre seus gemidos loucos.

Love ainda encenava quando ronronava que não poderia aguentar, ela só sabia que para ter mais, deveria demonstrar benevolência... Algo que aprendeu com o tempo. — Seu lobo, você é tão mau... Estou tremendo...

Milk sorriu, deslizando sua mão pelas nádegas de Love enviadas e estapeando com força. Deixando aquela palma vermelha sobre sua bunda gordinha, o tesão só aumentava.

— Oh, seu lobo... Me liberte... — Ela fazia um bico, segurando seus cabelos entre os dedos. Olhando para seu rabo balançando e percebendo seu coração aumentar o ritmo enquanto os dedos imensos do lobo exploravam seu interior de um jeito gostoso. — Ai...

— Eu não acabei com você. — Love puxava seus cabelos fortes, em outro reflexo dando um tapa forte em sua bochecha na mera tentativa de defesa, o que também fazia parte do jogo. Milk lambia seus dentes e usava sua outra mão para brincar com seu clitóris enquanto arrombava sua buceta sem dó. — É tão apertada e indefesa... Sei que você está perto...

Love arfava, mordendo o ombro de Milk, se sentindo cada vez mais tonta quando o seu gozo esparramou pelos seus dedos, melando a calcinha, a saia e a calça de Milk.

Naquele mesmo instante, ela levantou a garota até a ponta da mesa novamente, se mantendo sentada na cadeira grande e empurrando para o meio de suas pernas.

— Lobo mau... — Love sentiu um rubor em seu rosto esquentando, mordendo seus lábios com apreensão pela proximidade. — O que... O que você ainda quer comigo?

— Ainda tenho fome, Chapéuzinho... Quero comer tudo.

E foi assim que se apoiou pelos vidros da mesa, deixando aquelas partes embaçadas, quando a cabeça de Milk entrava pelas suas pernas, retirando a calcinha de uma vez. Era de fato um jantar e Love era sua refeição perfeita, limpando o sêmen espesso, toda a lambança de sua vagina, a língua grande em ganância e engolindo sem deixar nada escapar. A chapéuzinho continuava a gemer, dessa vez tão alto... Dessa vez tão louca.

— Chapéuzinho... Você disse que era inocente... — A voz de Milk era embargada dentro de sua saia vermelha, Love choramingava de maneira mimada, ouvindo com atenção. — Mas agora pareceu uma vadia...

Love abriu um sorriso excitado, afinal, os olhos de Milk ficaram cobertos pela intimidade... Distraída demais para perceber como a ruiva gostava de ser sua vadia.

— Se não sou inocente, você quer outra Chapéuzinho... Seu lobo? — Love puxava a cabeça do Milk pelas suas pernas, apertando seu queixo e obrigando um contato visual.

— Porque tão possessiva, Chapéuzinho? — Milk encarava de perto a garota, dando um selinho repentino em sua boca. — Não sabe que não tem espaço em mim para devorar outra pessoa? Eu sou o seu lobo mal.

— Bom trabalho, seu lobo... — Love abraçou a cintura da mais alta, que se inclinava sobre ela, deitando-a sobre a mesa.

— Você é tão pequena, deixe experimentar mais de você. — Milk deitava sobre ela, mantendo sua roupa vermelha, esfregando seus corpos totalmente indecente, enquanto ainda trajavam fantasias e um couro latejante. Ainda era divertido, quando os dedos da menor engolia seu orifício. E o lobo não descansou até causar outro orgasmo na chapeuzinho.

— Estou cansada, Miw... — Love segurava a mão da outra para se levantar, sendo carregada pelo braço para descer dali. — Eu preciso ir para casa... — Ela olhou para o relógio completamente atordoada com seus cabelos assanhados, pegando sua calcinha e as roupas.

— Está tarde, você pode dormir aqui hoje... — Seu personagem pretencioso havia desaparecido, ela olhou para Love com uma certa carência.

— Você sabe que eu não durmo... — Love ajeitava sua roupa, na tentativa de se tornar mais apresentável, recolhendo as apostilas e retirando a capa vermelha para colocar em sua bolsa.

— Poderia dormir hoje... Amanhã precisamos ensaiar novamente.

— Na academia, certo?

— Sim, podemos ir juntas.

— Você muda completamente depois que nós... — Love repousava sua mão no peitoral de Milk, olhando para os seios fartos colados na sua roupa preta. — Encenamos...

Elas não conseguiam admitir o que acontecia entre elas, então usavam a arte para se comunicar. Para definir a relação, para se envolverem, para tocarem uma a outra. Além de que, não se tratava só da carne e a algum tempo não era só competição ou implicância.

Existiam sentimentos reais ali, crescendo cada dia mais... Elas só continuavam relutantes com o fato e eram atrizes o suficiente para manter a posição de quem não se importa.

Mas quando Milk escorregava como agora, ela bagunçava seu cabelo colocando-o para trás, desleixada e despreocupada. — Talvez você esteja enxergando demais? Hum? Você pareceu tão fraca, seu tamanho é... Tão pequena para aguentar caminhar até lá embaixo. Mas se acha que é forte... Não ligo.

Love revirava os olhos, percebendo a altura da garota a sua frente que se gabava de cada centímetro. — Guarde sua preocupação, querida... Sei me cuidar.

— Espero que não seja tão frágil para comparecer, posso ter pegado pesado... Mas Film poderá te substituir. — Era óbvio que apesar da agressividade, ela ainda estava em forma de seguir normalmente, mas a oportunidade de provocar era ótima.

— Vai se foder! — Love esticou seu dedo do meio para Milk, que abria um sorriso orgulhoso por perturbar seu humor. — Garota irritante... — Ela procurava um Grab em seu aplicativo, errando algumas vezes por estar distraída pelos atos recentes... E lembrar do convite para permanecer ali aqueceu sua alma, mesmo em conflito interior.

''Lobo traiçoeiro... Fingindo se importar... Tsc.'' Esse pensamento consistente a sondou até a cama naquela noite, sonhando com a possibilidade... De não ser casual.