Work Text:
Alex está comendo um sanduíche, cuidando da própria vida, quando Henry irrompe pela porta e diz, num tom muito prático: "Estou me abstendo de sexo. Para sempre."
Alex olha de soslaio para seu colega de quarto.
"Ok", ele diz. "Eu acredito em você."
Henry o encara por um longo momento.
"Você não acredita em mim."
Alex mastiga seu sanduíche, pensativo.
“Quero dizer”, ele diz. “Não é da minha conta, mas você faz sexo pra caramba, cara. Não estou julgando você por ser promíscuo nem nada, uma vida sexual saudável é boa e tudo mais. Mas é um pouco difícil imaginar você parar de repente e desistir completamente, assim, do nada.”
Henry senta-se à mesa, com uma carranca no rosto bonito.
"Então, você acha que eu não consigo fazer isso?"
"Não estou dizendo nada", corrige Alex. "Como eu disse, é a sua vida sexual. Não importa o quanto você tenha, contanto que seja isso que você quer. Se você está desistindo, tudo bem. Eu te apoio."
Ele dá outra mordida no sanduíche.
“Mas o que motivou isso?”
"Hum?"
“A repentina rejeição ao sexo”, explica Alex, e a expressão de Henry fica ainda mais séria.
“Meu encontro de uma noite ontem”, diz Henry. “Ele...”
Alex larga a comida. “Ele fez alguma coisa com você?”, pergunta.
Henry balança a cabeça. “Não. Ele não fez nada. Mas o sexo foi realmente... desagradável”, ele faz uma careta. “Tipo, realmente desagradável.”
“Como desagradável?”, pergunta Alex, com a tensão deixando seu corpo um pouco.
“Realmente desagradável, pois ele gozou em trinta segundos e nem fingiu querer me dar prazer”, diz Henry, colocando a cabeça entre as mãos. “E ele me disse que me amava logo depois."
Alex assobia. “Uau.”
"Ele queria que eu conhecesse a mãe dele, Alex. A porra da mãe dele."
"Bem", diz Alex, com uma risada saindo pela garganta. "Pelo menos você deixou uma impressão duradoura. A única coisa que durou nessa noite, aparentemente."
Henry geme com as mãos no rosto e Alex reprime o riso, porque ele é um santo e um bom amigo.
“Então”, Alex empurra seu sanduíche pela metade na direção de Henry e se inclina sobre a palma da mão, observando o outro. “Um encontro ruim está levando você ao celibato?”
“Não foi só um encontro ruim”, diz Henry, e dá uma mordida no sanduíche. Ele tem um jeito delicado de comer, dando cada mordida com cuidado e cautela, como se estivesse preocupado em se sujar todo com migalhas. Provavelmente é um resquício de sua educação inglesa elegante e tudo mais. “Eu estou nessa situação há algum tempo.”
Alex levanta uma sobrancelha.
"Um período de seca? Mas você transa o tempo todo. Sou seu colega de quarto, lembra? Vejo quantos caras você traz para casa — de novo, sem querer julgar."
"Sim, mas são todos ruins", Henry balança a cabeça. "Não sei o que está errado, mas todo esse sexo é medíocre na melhor das hipóteses ou completamente chato na pior. Sinceramente, não me lembro da última vez que fiz sexo decente."
Alex bufa. "Parece que você é difícil de agradar."
"Me parece", corrigiu Henry, "que ninguém sabe transar. Principalmente os alfas."
"Ei", protesta Alex. "Eu sei foder muito bem, muito obrigado."
Henry solta um suspiro gracioso de incredulidade.
"É verdade!", diz Alex. "Pergunte a qualquer ex-parceiro meu. Sou um cara de foda maravilhoso e certificado.”
Henry ergue uma sobrancelha.
"Eles podem estar mentindo só para acalmar seu ego", diz ele.
"Não, eu sou o cara."
"Conversa fiada."
Henry pousa o sanduíche com um olhar desafiador. Ele normalmente não fica assim — competitivo e tenso —, mas a falta de orgasmos alucinantes deve estar cobrando seu preço. Ele não desvia o olhar de Alex, e Alex, por algum motivo, não consegue desviar o olhar.
Os olhos de Henry estão quase dourados na luz da cozinha.
“Muitos alfas são só pose e grandes promessas, até você realmente levá-los para a cama. Então, eles estão sempre atrás do próprio prazer e deixam você na mão.”
“Muitos alfas, talvez”, Alex admite, antes de dar um sorriso malicioso. “Mas eu não, querido.”
“Surpreendentemente”, diz Henry, friamente. “Ainda acho difícil de acreditar. Em nosso ano como colegas de quarto, não vi você trazer uma única pessoa para cá. Nem uma.”
“Ei, não estou te julgando por ser promíscuo, então não me julgue por ser puritano. A faculdade de Direito está me deixando exausto”, reclama Alex, encolhendo-se um pouco. “É difícil ter um relacionamento.”
“Você não precisa de um relacionamento para fazer sexo”, diz Henry. “Eu não preciso.”
Alex inclina a cabeça, pensando. É verdade, ele acha que nunca viu Henry levar um cara para casa por mais de uma noite. Ele certamente nunca teve um namorado, pelo menos não no ano em que Alex o conhece.
“É”, ele diz. “Você tem razão.”
Henry dá outra mordida no sanduíche, mastigando melancolicamente.
“O que eu não daria para ter pelo menos uma boa noite, para conhecer alguém que realmente me faça gozar.”
Uma lâmpada acende na cabeça de Alex naquele momento.
"Eu posso", ele deixa escapar.
Henry pisca para ele.
"O quê?"
“Eu posso fazer sexo com você.”
Henry olha fixamente.
“Sinto muito, mas não me lembro de ter pedido para você fazer sexo comigo”, ele diz, com a voz consideravelmente tensa.
Alex dá de ombros e passa a mão pelo cabelo.
“Você está tendo sexo ruim há algum tempo, certo? E eu estou em um período de seca por causa da faculdade de Direito. Acho que nós dois merecemos alguns bons orgasmos”, ele faz uma pausa. “De uma forma platônica, casual, como amigos. Apenas dois amigos dando uma mãozinha um ao outro.”
Parece uma ideia brilhante para ele, mas Henry apenas o encara.
Então, ele ri um pouco.
“Alex”, diz ele. “Você não pode estar falando sério.”
“Sério mesmo. Não é uma má ideia. Nós dois precisamos de uma válvula de escape: você pela falta de conquistas sexuais satisfatórias e eu pelo estresse da faculdade. Na verdade, é perfeito.” Além disso, ele meio que quer provar que Henry está errado — quando ele afirmou que todos os alfas são uns idiotas egoístas na cama. O quê? Alex é um bastardo argumentativo e competitivo, não tem jeito.
O nariz de Henry se enruga diante de ‘conquistas sexuais’, mas outra expressão complexa e perturbada cruza seu rosto ao ouvir o restante das palavras de Alex. Ele morde o lábio inferior e baixa o olhar para a mesa. Alex observa a pele mudar de rosa para vermelho, sob os cuidados dos dentes de Henry.
“O que é?” ele pergunta.
"Você está falando sério mesmo", ele suspira.
Alex concorda.
“Sim. Eu disse que não é uma má ideia”, então ele franze a testa. “Você ainda está duvidando da minha experiência sexual, porque eu posso ligar para a Nora agora mesmo e pedir para ela contar o quanto eu sou bom na cama—"
“Não”, diz Henry, com firmeza. “E ela nunca iria inflar seu ego dessa forma.”
Ele olha para Alex novamente.
“Mas somos amigos”, diz ele. “Sem falar que somos colegas de quarto. Isso não arruinaria nossa amizade?”
"Acho que não", Alex balança a cabeça. "Estou sugerindo que façamos sexo, porque somos amigos. Confiamos um no outro e podemos nos ajudar mutuamente. Seria melhor do que ter que fazer toda aquela cantoria de pegação, né?"
Quando Henry não responde, aquela expressão complicada ainda não desaparece de seu rosto, Alex acrescenta:
"É só uma sugestão, Henry. Nada na minha opinião sobre você vai mudar — quer você aceite ou não a minha oferta."
Ele se levanta e caminha até Henry, olhando para ele. Henry inclina a cabeça para trás e o encara, seus olhos brilhando em tons dourados, verdes e castanhos — um caleidoscópio de tons estonteantes.
“E qual é a sua opinião sobre mim?” Henry murmura.
Alex o observa e arrisca colocar a mão no ombro de Henry. Henry o deixa ali, sem tirar os olhos de Alex.
"Você é meu amigo e meu colega de quarto. E eu me importo com você", diz Alex. "Como me importaria com qualquer amigo."
Por alguma razão, as palavras — por mais verdadeiras que sejam — parecem inadequadas. Mas ele não sabe muito bem como explicar Henry com os adjetivos e substantivos corretos; não consegue formar frases que expliquem adequadamente Henry Fox. Ele se tornou uma constante na vida de Alex, em um nível semelhante ao de June e Nora, e é alguém sem quem Alex já não consegue imaginar viver. Amigo parece uma descrição muito diluída, mas—
Que outra palavra poderia haver?
"Você é meu amigo, Henry", repete Alex. "Você sempre será meu amigo."
Henry olha para ele e, lentamente, muito lentamente, pousa a própria mão sobre a de Alex. Com o coração disparado, Alex observa Henry tirar a mão de Alex do seu ombro e tomá-la entre as suas. A mão de Henry é quente, coberta de calos de escritor e anos de uso de tacos de polo, e se encaixa perfeitamente na de Alex.
Ambos observam as mãos se encaixarem, apenas o leve zumbido da geladeira quebrando o silêncio entre eles. Os cílios de Henry tremulam levemente.
“Eu—” ele começa, mas depois fecha a boca.
"Você?" Alex pergunta, sua voz ficando rouca a cada segundo.
“Eu não me importaria se nós”, o polegar de Henry traça os nós dos dedos de Alex, “desabafássemos um com o outro. Contanto que seja, você sabe”, seus olhos estão arregalados, sua boca suave, e o estômago de Alex está se contorcendo ao ver isso. “Casual.”
“Claro”, diz Alex. “Casual.”
“Mas não vou passar meu cio com você”, diz Henry, e Alex concorda com a cabeça.
Ele já esperava por isso. A maioria dos ômegas só passava o cio com seus parceiros. Henry sempre enfrentava isso sozinho, e Alex geralmente passava o cio de Henry na casa de sua irmã ou de amigos. Raramente os parceiros sexuais casuais eram convidados a passar o cio com seus parceiros.
“Tudo bem”, diz Alex.
“E você vai me dizer se quiser parar, certo?”, pergunta Henry.
“Você vai me dizer?”, rebate Alex, e Henry engole em seco. Ele acena com a cabeça e Alex concorda também.
“E, se você perceber que sua... opinião sobre mim mudar”, diz Henry, “por favor, termine comigo”.
Alex levanta uma sobrancelha.
“A menos que você cometa um assassinato em massa ou de repente se torne um idiota intolerante, minha opinião sobre você não vai mudar. Somos amigos, Henry.”
Ao ver o olhar de Henry, Alex balança a cabeça e desiste.
“Mas tudo bem. Vou lembrar da sua regra. Mais alguma coisa?”
Henry balança a cabeça.
“É só algo casual”, ele repete, quase para si mesmo, como um mantra.
“Só algo casual”, Alex repete.
#
Uma semana se passou desde que eles concordaram em fazer sexo, e eles, decididamente, ainda não fizeram sexo.
Ou, mais precisamente, sete dias, dez horas e vinte minutos se passaram desde que Henry olhou para Alex com aqueles olhos grandes e penetrantes e disse que não se importaria se eles se pegassem. Mas, falando sério, quem está contando? Não Alex.
É sexta-feira à noite e Alex se vê lotado em um bar, com seus amigos da faculdade de direito, comemorando o fim de uma prova particularmente árdua. Seus amigos bebem shots como se vodca fosse água e sua mesa fica cada vez mais barulhenta — a alegria da liberdade é palpável no ar. Alex, por sua vez, apenas toma um rum com coca-cola, sorrindo gentilmente nos momentos apropriados e rindo de todas as piadas.
Ele é uma pessoa sociável por natureza, mas, por alguma razão, hoje não está se sentindo assim. Pode ter a ver com o quanto ele se sente exausto, depois de uma semana inteira estudando para essa prova. Pode ter a ver com a falta de sono que seu corpo finalmente está sentindo. Ou pode ter a ver com algo completamente diferente.
“Alex”, uma garota cutuca seu lado e Alex é arrancado de seus pensamentos. Ele olha para o lado e vê sua colega de classe Amber sorrindo para ele. Alex sorri de volta, educadamente.
Ela começa a falar sobre a prova e Alex concorda com a cabeça. Quando ela passa a mão pelo antebraço dele e cora, Alex faz uma pausa. Amber não é uma pessoa ruim, na verdade é bastante espirituosa e bonita. Uma beta com inteligência e beleza — Alex se pergunta por que não está aproveitando a oportunidade.
Talvez ele estivesse realmente cansado. Ou talvez estivesse perdendo o jeito. Fazia um ano inteiro que ele não saía com ninguém nem tentava conquistar alguém romanticamente. Ele está simplesmente sem prática e exausto demais.
Aos 24 anos e já com a mentalidade de um velho, Alex riria de como era triste, se não fosse a sua própria vida.
Ele está prestes a se desculpar e ir para casa quando uma voz o chama.
“Alex!”
Alex se vira e se depara com Pez, o melhor amigo de Henry e um homem absolutamente incrível. Ele está enfeitado com uma chuva de lantejoulas e glitter, o máximo que pode. Ao lado dele está Henry, e o olhar de Alex permanece fixo nele.
Henry está usando uma camisa social azul-celeste, com as mangas arregaçadas até os antebraços, e calça social de grife cor creme. E, falando sério, só ele usaria algo tão chique e caro em um barzinho de merda. A boca de Alex se curva em um sorriso desamparado.
Henry, por incrível que pareça, parece tão plácido e equilibrado como sempre. Mas Alex consegue perceber os sinais de desconforto nele, desde o leve aperto na boca até o jeito como seu pomo-de-adão continua balançando. Seu olhar está fixo na mesa e Alex olha para baixo, imaginando o que Henry estaria olhando. Quando não consegue entender, ele olha novamente para o rosto de Henry e o encontra olhando diretamente para Alex.
Os olhos deles se encontram e Henry arqueia uma sobrancelha, friamente, como se perguntasse a Alex o que ele está olhando. Mesmo que ele estivesse olhando para Alex primeiro, mas tanto faz.
Alex sente seu sorriso se ampliar ao ver isso e se levanta. A mão de Amber ainda está apoiada em seu antebraço e Alex tem que sutilmente sacudi-la enquanto se posiciona diante de seus amigos.
“Alex, querido, faz tanto tempo”, Pez canta e envolve Alex em um abraço breve e intenso. Alex ri e dá um tapinha nas costas dele. O cheiro familiar de uísque de Pez enche o nariz de Alex, antes que eles se afastem.
“Você veio aqui há alguns dias”, ele lembra a Pez, e Pez acena para ele.
“O que você está fazendo aqui?”, seus olhos brilham. “É uma festa?”
“Uma rodada de bebidas comemorativas, já que terminamos aquele grande exame de que eu te falei”, diz Alex, seus olhos voltando para Henry. “Vocês deveriam se juntar a nós.”
"Não queremos nos intrometer", começa Henry, educado como sempre, mas os amigos de Alex o recebem com alegria, junto com Pez. Assim que Alex os apresenta, um deles chega a gritar, bêbado: "Alex fala de você o tempo todo, Henry."
As bochechas de Henry ficam levemente rosadas.
“Não acredite em nenhuma das mentiras dele”, diz ele. “Na verdade, sou eu o mais limpo dos dois. O banheiro parece ter sido atingido por um tornado depois que o Alex sai dele.”
“Não é minha culpa ter uma rotina extensa de cuidados com a pele, meu rosto merece apenas o melhor.” Alex funga. “E pare de lavar nossa roupa suja em público, babe.”
“Não me chame assim.”
“Como quiser, babe.”
Não há mais lugares disponíveis na mesa deles e Henry parece que vai se dirigir a uma mesa vazia próxima para pegar mais duas cadeiras. Alex coloca a mão no ombro dele e gentilmente o leva até o lugar agora vazio de Alex.
“Deixa comigo”, diz ele, e Henry olha para ele, piscando.
Alex se afasta para pegar as cadeiras e Pez agradece com um beijo no ar, com ar sedutor. Alex arrasta sua própria cadeira para perto de Henry, ficando entre Henry e Amber.
“Ei”, ele diz.
"Oi", diz Henry, com seu sotaque idiota se curvando estupidamente sobre aquela sílaba, e Alex se pega sorrindo. Henry o encara com os olhos semicerrados.
"Por que você está sorrindo?", ele pergunta, cauteloso. "Tem alguma coisa engraçada?"
"Não", diz Alex, alegremente. Ele empurra seu rum com coca na direção de Henry. "Quer um pouco?"
Henry toma um gole hesitante e emite um som de satisfação ao sentir o gosto. Ele pode até conseguir virar meia dúzia de doses de tequila sem pestanejar, mas Alex sabe que ele ainda prefere o sabor de coquetéis doces.
"Fique com ele", diz Alex quando Henry tenta empurrar a bebida de volta. "O que você está fazendo aqui?"
"De bar em bar", diz Henry. Ele toma um gole da bebida, os lábios carnudos envolvendo o canudo. Ele toma um gole e suas bochechas se afundam levemente, deixando as linhas do seu rosto ainda mais marcadas. Mais esculpidas. O rosto de Alex fica um pouco quente, provavelmente o rubor do álcool finalmente fazendo efeito.
Ele se inclina um pouco mais perto.
“Como foi sua prova?”, pergunta Henry.
"Fácil, claro", cantarola Alex, observando preguiçosamente uma mecha de cabelo de Henry cair sobre seus olhos. "Eu não acertei a última pergunta, mas ninguém acertou, então espero que o professor nos dê o devido crédito por isso."
Os olhos caleidoscópicos de Henry brilham e ele toca o pulso de Alex com as pontas dos dedos. Seu toque é leve, mas a pele de Alex coça, suas veias vibram ao sentir Henry. Droga, talvez ele esteja mais bêbado do que pensava.
"Parabéns, Alex", diz Henry, docemente. "Você se esforçou muito."
A alegria toma conta de Alex e ele quase sente vontade de segurar a mão de Henry, apertando-a com força. Em vez disso, ele sorri radiante para Henry.
"Obrigado."
"O que você acha, Alex?", alguém pergunta, e Alex pisca. Só então ele percebe que a mesa tinha começado uma brincadeira de bebida, enquanto ele e Henry conversavam. Ele nem sequer os ouvira explicar as regras.
"Hã", ele hesita antes de dar de ombros. Ele literalmente não tem ideia do que estavam perguntando. "É, por mim tudo bem."
Ele meio que quer voltar à conversa apenas com Henry, mas os dois são puxados para o jogo. O resto da mesa fica mais bêbado a cada segundo, com o ânimo elevado. Amber continua falando com ele e Alex responde o mais educadamente possível, mas sente que sua atenção está se desviando.
Voltando a Henry, que está rindo de algo que aconteceu no jogo da bebida. Henry, que tem um sorriso vitorioso iluminando seu rosto sempre que ganha uma rodada. Henry, cuja garganta funciona toda vez que ele toma uma dose.
Há um resquício de rum e coca no canto dos lábios dele, e esse leve sinal de desleixo é uma prova de como ele está embriagado. Alex estende a mão e passa o polegar sobre o local, limpando-o.
Henry olha para ele por um instante, antes de esticar a língua e lamber o polegar de Alex.
O estômago de Alex dá um pulo de surpresa.
Ele encara Henry, com o rosto quente demais, mas Henry apenas o agracia com um sorriso antes de voltar a se concentrar no jogo. Ele fica olhando para a nuca de Henry, repleta de cabelos dourados, e para a nuca delicada. Alex se pergunta o que aconteceria se ele se inclinasse para frente e encostasse os lábios naquela área de pele exposta — se ele cravasse os caninos e mordesse. Henry o empurraria ou se inclinaria para ele, sua boca macia formando um gemido—
Uma onda de calor percorre seu estômago e ele fica parado, tonto. Seu polegar, a pele onde a língua de Henry o roçou, queima.
"Banheiro", ele resmunga para ninguém em particular e sai correndo.
Quando ele joga água fria no rosto e tenta o seu melhor para se manter sóbrio, ele volta hesitante para o bar. O jogo parece ter acabado e as pessoas se dispersaram por todo o salão. Há uma boa parte das pessoas conversando com o barman e pedindo bebidas, algumas se misturando, e há até algumas dançando ao som da música. Ou balançando como bêbados, mais provavelmente.
Alex olha em volta, mas não vê Henry em lugar nenhum. Ele foi para casa?
Ele se aproxima da mesa e Amber sorri para ele.
“Olá, estranho.”
Ele senta-se ao lado dela, ainda esticando o pescoço.
“Henry está por aí?”
"Ele parece, ah, ocupado", Amber inclina a cabeça em um canto silencioso e escuro do bar. Duas figuras estão pressionadas uma contra a outra, entrelaçadas. Alex aperta os olhos por um instante, antes que uma compreensão o assuste, o choque como mil descargas elétricas em seus nervos.
Ele se senta.
Porque Henry é uma das pessoas ali, com as mãos apoiadas nos quadris de outro homem e a boca alinhada com a do outro.
Alex vagamente reconhece o outro homem como Chris, um alfa da sua turma. Chris não é um cara mau, Chris emprestou uma caneta a Alex uma vez. Alex meio que quer dar um soco na cara idiota de Chris.
Os olhos de Henry estão fechados e suas mãos sobem pelos quadris de Chris para se enroscarem em seus cabelos — seus longos dedos de piano se enredam em mechas escuras. E Alex. Ele precisa desviar o olhar, pois algo pesado se instala em seu estômago.
Ele respira fundo. Inspira. Expira. Inspira.
"Ei", Amber se aproxima, com a mão apoiada na coxa dele. "Você está bem?"
Os músculos de Alex doem enquanto ele se mantém imóvel, para não ver Henry novamente. Ele não tem ideia de por que está se sentindo assim, por que a sensação de enjoo no estômago é tão diferente da náusea comum de beber demais. Por que ele quer tanto ir até Henry e arrancar Chris de cima dele.
Respire.
Ele respira fundo novamente e lança um sorriso para Amber.
“Nunca estive melhor.”
Eles conversam um pouco mais, Amber se aproximando cada vez mais, até ficar praticamente no colo de Alex. Alex deixa. Sorri nos momentos certos. Toca sua cintura e a puxa para perto, para que seus lábios se toquem.
Ela é uma garota beta legal, articulada e bonita. Ela beija docemente e descansa as mãos nos braços dele. Ela é boa, perfeitamente boa.
A pele de Alex formiga e seus olhos se abrem, quase por conta própria. Ele pode sentir o peso do olhar de alguém perfurando sua pele e, quando olha para frente, seu coração dá um salto no peito.
Henry está observando ele.
Henry — ainda enredado nos braços do outro alfa, ainda o beijando — observa Alex. O estômago de Alex se revira ao vê-lo, seu coração dispara a mil por segundo. Por um segundo, Alex se pergunta se está alucinando. Então, os olhos de Henry se estreitam ligeiramente e, sem hesitar, ele segura o lábio inferior de Chris entre os dentes perfeitos e puxa, o puxão é cruel e sujo.
Porra.
Um gemido surge na garganta de Alex, espontâneo e áspero. Ele quase solta o abraço frouxo que tinha sobre Amber e seus lábios se separam dos dela.
Henry lambe o lábio de Chris quase como um pedido de desculpas e passa as mãos pelos cabelos dele. Alex sente o peso fantasmagórico daquelas mãos em seus próprios cabelos, puxando e repuxando Alex pelas costuras. Ele estremece.
Ele inclina a cabeça de Amber para trás e encosta o rosto em seu queixo, abafando outro ruído de necessidade. O cabelo dela o esconde do olhar de Henry, e isso simplesmente não funciona. Então, ele puxa o cabelo dela para trás com uma das mãos, segurando seu queixo com a outra, e encontra os olhos de Henry novamente. Mesmo do outro lado do bar, ele consegue ver como os olhos de Henry estão escuros, a cor engolida pelas pupilas.
Alex belisca um pedaço de pele logo abaixo da orelha de Amber e jura que consegue ver Henry tremer.
Alex faz de novo, com um pouco mais de força, e desta vez consegue ver os quadris de Henry se erguendo em direção aos de Chris. Sua boca macia parece se soltar, o início de um gemido silencioso refletido naqueles lábios rosados impossíveis. A excitação, quente e avassaladora, preenche as veias de Alex, fervendo-o de dentro para fora. Ele encara Henry, impotente. Henry o encara, o peito subindo.
“Alex?”
A voz de Amber o tira do transe e Alex recua bruscamente.
Meu Deus. Que porra aconteceu?
Ela o encara, com o cabelo despenteado e os lábios machucados.
"Você quer levar isso para o meu...", ela começa, ofegante, mas Alex balança a cabeça antes que ela consiga terminar a frase.
"Não", ele engasga. "Não, eu, uh, preciso ir. Me desculpe." Ele sai correndo, mas não antes de avistar Henry de relance — inclinando o pescoço para trás e deixando Chris beijar seu queixo. Seus olhos estão semicerrados e praticamente brilhando na penumbra do bar.
E eles estão direcionados diretamente para Alex.
Alex engole em seco e sai para chamar um táxi.
Ele passa o resto da noite em seu quarto e completamente inquieto.
Toda vez que ele fecha os olhos, a visão das mãos de Henry nos cabelos de Chris, os lábios de Henry contra os lábios de Chris, e o jeito como seus olhos nunca se desviavam dos de Alex... Ele pressiona as mãos contra o rosto e luta contra a vontade de gritar.
Ele está prestes a ir para a cozinha preparar um chá para se acalmar quando ouve a porta da frente se abrir. Então, o som de risadas abafadas e passos entrando. Dois pares de passos.
Seu estômago se contrai.
Henry trouxe Chris.
Ele consegue ouvir Henry levando o outro homem para o quarto, em silêncio. Henry, felizmente, sempre foi atencioso com Alex quando trazia homens para sua casa. Ele raramente fala alto e garante que seus encontros nunca sejam mais do que o esperado. Mesmo assim, na calada da noite, Alex consegue ouvi-los.
Ele consegue ouvir Chris grunhindo como um cachorro raivoso, a cama rangendo, o som fraco de pele contra pele. Mas, acima de tudo, consegue ouvir Henry pedindo silêncio para Chris e, ocasionalmente, soltando um suspiro suave. Esses suspiros invadem o cérebro de Alex, manchando seus pensamentos com um tom vívido de vermelho. Ele cerra os dentes e enterra o rosto nos travesseiros, desejando desesperadamente sufocar vivo.
Por fim, ele consegue cair em um sono profundo, e os suspiros de Henry se tornam um personagem recorrente em seus pesadelos.
#
Quando ele acorda na manhã seguinte, a vontade de se sufocar ainda não passou.
Ele consegue se levantar da cama e ir até a cozinha para preparar seu café. Acaba de tomar o primeiro gole quando a porta do quarto de Henry se abre e ele sai arrastando os pés. Chris não está à vista, provavelmente expulso há muito tempo.
Henry está vestindo apenas calça de pijama; a caneca de café de Alex para a caminho de seus lábios ao vê-lo. A pele pálida de Henry está praticamente imaculada, nada além das dezenas de pintas espalhadas por todo o corpo. No entanto, há um chupão em seu maxilar. Embora pequeno, é um chupão, com tons vibrantes de violeta e lavanda.
A mão de Alex aperta a alça da caneca.
"Noite divertida?" ele pergunta, o mais casualmente possível.
Henry o examina, seu olhar indecifrável.
Então, muito levemente, ele balança a cabeça.
Interessante.
Alex se inclina contra o balcão, com a língua pressionada na parte interna da bochecha.
"Que ruim, hein?", ele tenta dizer, com simpatia, mas a resposta sai um pouco superficial, um pouco vazia. Com toda a sinceridade, neste momento, ele não se sente particularmente mal por Henry. Não sente nada além de um desejo de cravar os dentes no pescoço de Henry, bem na glândula de acasalamento, e nunca mais soltar. Henry assente novamente, com o olhar fixo no chão.
"Você provavelmente deu a ele a melhor noite da vida dele, a julgar pelo quanto ele grunhia e gemia", Alex toma um gole da caneca. "Mas você está me dizendo que ele nem retribuiu o favor?"
"Não", diz Henry, mordendo o lábio inferior. Alex luta para manter o olhar fixo nos olhos de Henry.
“Ele ao menos fez você gozar?”
Henry faz uma pausa e depois responde, lentamente: “Não”.
“Aposto que sim”, murmura Alex. “Ele provavelmente fodeu você por cinco segundos e gozou, sem se importar se você sentiu prazer. Você ficou deitado depois disso, querendo gozar, mas sem conseguir, sozinho?”
Henry cruza os braços e não responde, mas também não diz a Alex para parar. Então, Alex faz o que sabe fazer de melhor e começa a falar.
“Ou”, Alex reflete, lentamente. “Ou você se masturbou sozinho, depois que ele foi embora? Você se masturbou, com uma mão em torno do seu pau e a outra sobre a boca, tentando ficar quieto? Você se masturbou com os dedos, querendo algo maior e melhor para substituir eles e chegar um pouco mais fundo?”
Henry solta um suspiro trêmulo, seus olhos ficando escuros e um pouco selvagens.
Alex toma um longo gole de café, e algo como vitória o percorre. Henry deve ter percebido isso em seu olhar, pois algo frio e desafiador passa pelos seus próprios olhos.
"Seja como for", diz ele, com a voz rouca. "A noite não foi das melhores e isso só comprova o meu ponto anterior. Como eu disse: Alfas realmente não sabem foder."
"E como eu disse", Alex pousa a caneca e se aproxima de Henry. Henry o observa com os olhos semicerrados, a expressão indecifrável. Alex para na frente do outro e sorri, cativante. "Eu sei foder e sei como te foder tão bem, que você vai ver estrelas, baby."
A garganta de Henry se move.
“Grandes palavras.”
"Então, deixa eu te provar", diz Alex. "Eu sei que você está louco por isso, Henry." Ele quer tanto tocar Henry, envolver as bochechas dele com as mãos, ou encaixá-las na curva daquela cintura fina. Mas ele mantém os punhos cerrados ao lado do corpo. Esperando. "Eu sei que você está desesperado por alguém que te faça gozar até a alma, depois de todas as decepções que enfrentou este ano."
Henry o encara, sem piscar, por um longo minuto. Alex, apesar de suas palavras confiantes, sente uma pontada de suor brotar na testa enquanto aguarda a resposta de Henry.
“E você?”, Henry pergunta, finalmente. “O que você deseja desesperadamente, Alex?”
“Você”, a verdade escapa dos lábios de Alex e a expressão fria de Henry se desfaz.
Por um segundo, ele não tem certeza do que pensar do olhar no rosto de Henry. É uma estranha combinação de surpresa e confusão, um toque de admiração e uma pitada de algo que parece um pouco com... medo. Ele franze a testa, abrindo a boca para questionar Henry sobre isso, mas então—
—Henry o beija.
Suas bocas se encontram em um aperto violento, e Alex geme de como isso é bom: a sensação dos lábios macios de Henry contra os seus, aquela língua insistente, e o cheiro de HenryHenryHenry penetrando na pele de Alex como um bálsamo. O cheiro de Henry é algo ácido e forte — uma combinação de framboesas e chuva — e Alex nunca tinha visto algo parecido em toda a sua vida.
Ele quer engarrafar esse cheiro e usá-lo como colônia, aplicando-o sob as orelhas e nos pulsos. Ele quer se banhar nele, afundando sob a superfície e nunca mais ressurgindo. Todos os ômegas podem cheirar bem para os alfas, mas o cheiro de Henry é completamente inebriante.
Ele avança, pressionando Henry contra a parede do corredor e fazendo um porta-retratos chacoalhar ali. Henry o deixa fazer isso, seus dedos ásperos e insistentes no rosto de Alex — os polegares deslizando pelas maçãs do rosto e cravando-se em leves marcas de covinhas. Alex sorri durante o beijo, seus dentes cravando-se no lábio de Henry, e deixa que Henry sinta suas covinhas de verdade.
Os polegares de Henry roçam as bochechas de Alex, antes de suas mãos deslizarem para a nuca de Alex.
"O quê?", ele ofega entre beijos, "O que você vai fazer?"
Alex passa o braço em volta da cintura de Henry e puxa seus corpos para perto um do outro. Seus peitos se chocam e a pulsação de Henry — uma sensação selvagem e desenfreada — bate forte contra o coração de Alex. Ele mantém o braço em volta da cintura de Henry e pressiona a mão contra sua barriga, sentindo os músculos tensos e a pele quente ali.
“O que você quer que eu faça?” Alex pergunta.
Henry se contorce contra o aperto, mas não o suficiente para se soltar. Ele não responde à pergunta.
"Não me diga que você ficou tímido de repente, princesa", Alex ri, e o rosto de Henry fica vermelho ao ouvir o apelido.
“Não sou tímido”, ele enfatiza.
"Claramente", diz Alex, pensando em todas as façanhas sexuais de Henry e em seu flerte descarado. Um gosto amargo lhe invade a boca, mas antes que ele possa pensar muito, Henry — com as bochechas lindas e rosadas — levanta o queixo e aperta os lábios deles novamente. Como se quisesse provar que não era um puritano. Os lábios de Alex se curvam, formando um sorriso.
Henry morde o lábio inferior, confiante e exigente, e quem é Alex para lhe negar qualquer coisa? Ele abre a boca e deixa Henry deslizar sua língua curiosa entre os lábios de Alex. Suas línguas se entrelaçam obscenamente — Henry chupa a língua de Alex como se estivesse chupando um pau — e Alex está tão duro que dói.
Quando conheceu Henry Fox, Alex achou que ele era muitas coisas: reservado, frio, irritante, um babaca, etc., etc. Mas, acima de tudo, achava Henry chato. Ele era bonito, claro, mas bonito de um jeito chato: sorrisos gentis e a decência de um príncipe de conto de fadas.
Claro, Alex estava redondamente enganado. Ele aprendera com muito esforço que havia mais em Henry Fox do que aparentava. Era um poeta que detestava falar sobre suas próprias obras, apesar de seu talento palpável; uma pessoa que tinha um homem novo na cama todo fim de semana, mas ficava vermelho quando alguém tentava lhe dar o número do telefone; um padeiro fantástico e um cozinheiro de merda; alguém engraçado, alguém suave e alguém gentil.
E não há nada de chato nele, especialmente agora.
Henry afasta a boca, ofegante. Um fio de saliva conecta seus lábios, uma visão lasciva o suficiente para fazer a cabeça de Alex girar. Tonto, ele abaixa a cabeça o suficiente para pressionar os lábios no pescoço de Henry. Henry estremece sob seu toque.
“Ainda sem palavras?”, murmura Alex contra a pele de Henry. Sua própria voz está tensa, mas ele continua falando. “Vou te dar algumas opções, veja o que te parece melhor, princesa, e eu te darei.”
Vou te dar tudo, ele pensa quase histericamente, enquanto espalha mais beijos ao longo do pescoço de Henry. Tudo o que você pedir. Seus caninos roçam uma área particularmente sensível da pele e Henry geme. O sangue corre para a virilha de Alex, tão rápido que ele quase fica tonto.
Ele não consegue se lembrar da última vez que ficou tão excitado, apenas com alguns beijos e conversas.
“Vamos ver... Eu poderia chupar seu pau — deixar você me foder na boca e me usar, destruindo minha garganta e deixando-a em pedaços”, ele passa a mão pelo quadril de Henry. “Você gostaria disso?”
Henry solta outro pequeno gemido doce e empurra os quadris contra os de Alex.
“Ou”, Alex continua. Ele toca a cintura da calça de Henry enquanto morde sua maçã de Adão. O homem debaixo dele estremece um pouco mais forte. “Eu poderia te empurrar na mesa, deitar você de costas, abrir suas pernas e te comer — aqui e agora. Foder com a língua seu lindo buraquinho, até você gritar por misericórdia. Aposto que você tem um gosto incrível, querido.”
As mãos de Henry se abrem e fecham, agarrando a camisa de Alex. Então, ele murmura algo que Alex não entende. Alex se afasta de onde estava, passando a língua preguiçosamente pela garganta de Henry, e tenta encontrar o olhar dele.
"O que é que foi isso?"
Henry se move como se fosse abaixar a cabeça, envergonhado. Alex o segura, puxando seu queixo para cima com uma das mãos. Ele é um pouco rude demais e um pedido de desculpas surge em sua língua, antes que ele vislumbre a expressão no rosto de Henry. Seus olhos estão arregalados e inchados; lábios bonitos, machucados como um pêssego maduro demais, bochechas coradas. Ele parece atordoado; parece destruído, e Alex nem sequer o tocou ainda.
Ele lambe os lábios ao ver isso e o olhar de Henry acompanha o movimento.
"Henry?", Alex cutuca novamente, e pressiona os dedos contra o maxilar de Henry com um pouco mais de força. A ponta de um dos dedos roça o chupão que Chris havia deixado. Quando Alex pressiona o local, Henry solta um ruído baixo e excitado e aperta os dedos com mais força na camisa de Alex.
Uma onda de irritação inexplicável toma conta dele e Alex ajusta o aperto. Assim, seus dedos cobrem a marca. Ele pensa em se inclinar e morder o queixo de Henry, até que a marca seja substituída por uma nova, feita pela boca de Alex, quando ele ainda está em choque.
“Me fode, Alexander”, implora Henry Fox, amigo e colega de quarto de Alex.
Porra.
Alex se esforça muito para não gozar ali mesmo. Henry implora para ser tomado e fodido... Alex achava que muitas coisas poderiam ser consideradas sensuais, mas isso. Isso explodiu tudo. É preciso todo o autocontrole do seu corpo — o que, admite, não é muito — para fingir uma atitude relativamente calma e sorrir para Henry, doce e casualmente.
O cheiro de Henry fica mais forte — framboesas e chuva — e Alex sorri ainda mais, a ponta do seu canino tocando seu lábio inferior.
"Entendo", ele diz. "Você quer que eu te foda? Como você quer que eu te foda?"
Ele se aproxima até que suas testas se toquem. Assim, eles estão tão intimamente entrelaçados que, se alguém estivesse olhando, poderia pensar que ele e Henry são um só ser. Duas cabeças, quatro braços; um coração, uma alma. Alex envolve o braço em volta da cintura de Henry com um pouco mais de força.
Henry pisca para ele, a luxúria e o calor puro em seu olhar parecendo se fundir em algo um pouco mais suave. Essa expressão faz as manchas douradas em suas íris parecerem brilhar ainda mais. Alex engole em seco ao ver isso.
Então, ele sibila um gemido enquanto Henry balança seus quadris juntos.
"Me fode", diz o homem nos braços de Alex, com olhos impossíveis. "Me fode como você fodeu todos os seus outros ômegas."
#
A partir daí as coisas ficam frenéticas.
De alguma forma, Alex consegue puxá-los para o seu quarto, com as bocas se tocando e as mãos rasgando as roupas um do outro, como se ambos estivessem pessoalmente ofendidos pela presença de camisas e calças. Eles caem na cama, e Alex em cima de Henry.
"Espere", Alex suspira quando Henry começa a tirar a cueca. "Camisinhas."
Ele se desvencilha de Henry, uma tarefa hercúlea, e vasculha a gaveta de sua mesa de cabeceira.
"Você tem camisinhas que ainda não estão vencidas?", pergunta Henry da cama. "Já faz um ano, não é?"
Ele soa em partes iguais zombeteiro e sério; e Alex se vira — com preservativos e lubrificantes válidos na mão, obrigado — pronto para retrucar com uma resposta espirituosa. Ele quase deixa tudo cair no chão ao ouvir o que o cumprimenta.
Henry ainda está esparramado como uma visão na cama, mas sem cueca, deixando-o completamente nu. Alex observa os quilômetros de pele pálida salpicada com pintas aqui e ali — seu olhar viaja dos tornozelos de Henry, passando por suas panturrilhas e coxas esculpidas, até seu pau — todo lindo e rosado — em posição de sentido. O estômago de Alex se revira.
Henry se apoia em um cotovelo e olha para Alex.
"Venha aqui", ele acena, e Alex pensa que teria rastejado até Henry, se o outro tivesse pedido. Ele obedece sem questionar.
Ele se abaixa novamente até ficar em cima de Henry novamente, e Henry lentamente abre as coxas dele — para que Alex caiba no colo dele. Quando ele prende aquelas coxas fortes em volta da cintura de Alex, Alex para, com o cérebro queimando dentro do crânio.
"V-você está tão molhado.”
Ele sente a lubrificação de Henry cobrindo suas coxas e se acumulando nos lençóis, criando uma bagunça. A essa altura, elas definitivamente não precisavam de lubrificante, mas ele coloca um pouco na mão mesmo assim. Ele esfrega a mão experimentalmente, e seus paus se roçam em um ritmo leve e provocante.
Ambos estremecem com isso.
"Mhm", Henry cantarola e agarra o pulso da mão de Alex que agora está coberta de lubrificante.
Antes que Alex possa perguntar o que ele está fazendo, Henry guia sua mão para baixo, para baixo, até que eles estejam roçando—
Alex geme, baixo e tão excitado que chega a ser quase angustiado, e a risada de Henry ressoa entre eles — o som dela é tão bonito quanto sinos.
"Querido", geme Alex. Ele acaricia a virilha de Henry com delicadeza e sente o outro se apertar em volta do nada. "Porra, princesa. Como você está tão... Tem certeza de que não está no cio ou algo assim?"
"Não", Henry coloca o nariz perto do pescoço de Alex. "Estou molhado só para você."
Alex vai morrer.
"É?", ele diz com a voz rouca. "Você está todo molhado só por minha causa?"
"Mhm— oh!" A afirmação de Henry é interrompida por um suspiro assustado quando Alex aperta um dedo dentro dele lentamente. Ele começa a abrir Henry com dedos metódicos, observando as reações dele — cada suspiro, cada gemido contido e cada rubor. Ele guarda tudo na memória, memorizando o que Henry gosta e o que não gosta.
Ele, especialmente, toma nota quando encontra aquele ponto em Henry que faz seus olhos de corça se arregalarem e sua boca ficar aberta em um gemido baixo.
“Ngh–!”
"Encontrei", Alex sorri, com suor escorrendo pela têmpora.
Seu próximo golpe é impiedoso e as pernas de Henry tremem enquanto estão firmemente agarradas aos quadris de Alex. Ele continua penetrando Henry dessa forma, com força e rudeza, até que Henry começa a se contorcer, com as costas arqueadas e os quadris se movendo em todas as direções — seu pau intocado buscando atrito.
"Alex", ele geme na boca de Alex. "Eu, ngh, preciso—"
“Eu sei do que você precisa”, Alex acalma.
"Então me dê isso", exige Henry.
Os lábios de Alex se curvam.
"Claro, princesa", ele obedece, mas não sem antes raspar levemente as unhas rombudas naquele ponto sensível de Henry, fazendo o homem embaixo dele soltar um grito doce. Então, ele se afasta e observa o buraco de Henry se agitar em torno do nada, tentando manter os dedos ali.
"Coloque", Henry implora novamente.
"Colocar o quê?" Alex se faz de bobo enquanto rasga o pacote de camisinha com os dentes. "Colocar isso?"
Ele passa o dedo na parte interna da coxa de Henry.
"Não!", grita Henry. Sua pele está corada e seu cabelo está uma bagunça, um espetáculo. Há um tom desesperado em sua voz que Alex sabe ser de quem está à beira de um orgasmo. É lindo.
"Então o que você quis dizer?", pergunta Alex. Ele se inclina e beija Henry, profundamente e com paixão. Ele se afasta o suficiente para perguntar: "O que você quer, Henry?"
"Eu quero—", Henry geme enquanto Alex acaricia a cabeça do seu pau, provocando a fenda com o dedo. Seus olhos reviram. "Hngh, eu quero—!"
“Use suas palavras, baby,” Alex sussurra e Henry goza de repente, com um grito.
Alex pisca surpreso enquanto o homem abaixo dele treme e estremece, seus membros se contraindo de prazer enquanto o esperma pinta a barriga de ambos de um branco intenso. Seu cheiro fica tão forte que é tudo o que Alex consegue sentir. É a coisa mais quente que Alex já viu e, respeitosamente, ele vai se masturbar com essa lembrança pelos próximos trinta anos.
O orgasmo de Henry dura um tempo, mas, eventualmente, ele parece voltar a si lentamente — ainda tremendo um pouco, com os olhos ainda um tanto atordoados e nublados de prazer. Alex afasta o cabelo dos olhos dele e o abraça, murmurando coisas sem sentido em seu ouvido. Henry o encara por um longo instante, antes de seus olhos se arregalarem.
"Eu-eu", ele gagueja, o rosto ficando vermelho. Parece que vai fugir a qualquer momento e suas mãos se soltam rapidamente do cabelo de Alex. Alex lamenta a perda instantaneamente. "Sinto muito."
"Por que você está arrependido?", pergunta Alex, olhando para ele. Ele mantém Henry agarrado, uma mão em seu rosto e a outra firme no quadril dele. "Isso foi literalmente a coisa mais sexy que eu já vi."
Henry pisca.
"Não minta", ele começa, sua voz ficando frágil e Alex balança a cabeça enfaticamente.
“É verdade. Isso foi muito excitante, muito mesmo. Achei que fosse desmaiar só de ver você gozar, caramba, quase gozei só de assistir. Não acredito que você gozou tanto com um dedo no seu lindo pau. Você é tão sensível, querido. É tudo.”
“Sério?” A pergunta é hesitante.
“Sério”, Alex afasta uma mecha de cabelo dos olhos de Henry. “Me faz pensar quantas vezes posso fazer você gozar esta noite. Se você consegue gozar sem ser tocado, só com meu pau batendo no seu cuzinho apertado. Ou talvez”, ele se inclina e pega a orelha de Henry entre os dentes. Henry solta um suspiro. “Eu posso fazer você gozar só com minhas palavras.”
Henry estremece embaixo dele e Alex sente seu pau duro começando a se encher de interesse. Então, ele gosta da boca suja de Alex. Bom saber. Alex reprime um sorriso e beija Henry nos lábios.
Henry abre a boca e suas línguas se entrelaçam novamente. Alex geme apreciativamente, tentando se conter para não se esfregar na coxa de Henry como um vira-lata excitado. Beijar Henry é uma arte — é um empurra-empurra em busca de controle e submissão a cada mordida, é uma troca de prazer igualitária e é muito divertido. Alex não consegue se lembrar da última vez que se divertiu tanto beijando alguém.
Ou se ele já havia sentido algo assim, nessa medida, com outra pessoa.
"Continue", Henry sussurra na boca de Alex, depois de alguns minutos de beijo. Alex faz uma pausa.
"Você tem certeza?" Ele pergunta.
"Por favor", é tudo o que Henry diz, mas isso é o suficiente para Alex.
Ele vira Henry, que mal tem tempo de gritar de surpresa, antes de se ver de bruços nos lençóis, de costas para Alex. Ele se apoia nos cotovelos e lança a Alex um olhar que é ao mesmo tempo desdenhoso, divertido e excitado. O pau de Alex se contrai com a visão.
"Um pequeno aviso da próxima vez? Eu não sou uma boneca de pano."
Alex traça a linha delicada da coluna de Henry com a ponta dos dedos, até chegar à base da coluna.
"Mas onde está a graça nisso?", ele pergunta, apoiando as mãos nos quadris de Henry. É então que ele reconhece, de forma estonteante, que Henry tem covinhas nos ombros e nos quadris. As mãos de Alex são grandes o suficiente para se encaixarem perfeitamente nos quadris de Henry, e seus polegares repousam sobre essas covinhas.
"Você foi feita para mim, querido", Alex deixa escapar, meio fora de si. Mas é verdade.
A evidência está na perfeição com que suas mãos se encaixam nos quadris de Henry e na perfeição com que seus polegares se encaixam nessas covinhas. Está na facilidade com que Henry se desfaz em suas mãos, em comparação com todos os outros homens irritantes que o tiveram antes. Está em tudo.
Os olhos de Henry se arregalam e sua boca se abre, mas antes que ele possa dizer qualquer coisa, Alex o penetra.
"Porra", Alex grunhe. Ele pode desmaiar. Não, esqueça, ele vai desmaiar. Ele nunca se sentiu tão bem na vida — o calor apertado e escorregadio de HenryHenryHenry o envolvendo completamente. Ele nunca vai desaprender a revelação que é sexo com Henry. Ele acha que vai passar a vida inteira correndo atrás de apenas uma amostra disso de novo, implorando por isso, arranhando e rastejando atrás disso.
“Alex–!” Henry choraminga.
Alex se inclina para a frente, fazendo os cotovelos de Henry cederem e prendendo-o completamente ao colchão. Ele se abaixa e Henry tem espasmos ao redor dele. O prazer explode atrás de suas pálpebras e Alex precisa agarrar os quadris de Henry com força — pressionando os polegares nas covinhas dos quadris e abaixando a testa até as covinhas dos ombros.
Ele inala profundamente. Framboesas e chuva. Henry.
"V-você está bem?", ele pergunta entre dentes. "É demais?"
"V-você é muito grande", Henry balbucia.
"Eu posso", Alex engole em seco. "Eu posso parar."
"Não!" Henry se aperta com força em volta dele, como se quisesse mantê-lo ali. "Eu, ngh, quero — não, eu preciso que você continue. Então, me foda mais fundo, mais forte." Ele se estica para trás e coloca a mão desajeitada na nuca de Alex. "Me dá tudo."
Alex pisca.
"Você é mesmo", ele solta uma risada impressionada. "Você é mesmo incrível, Fox."
Os olhos caleidoscópicos de Henry — tons de verde, dourado e marrom — são curvados, e seu sorriso é de tirar o fôlego.
“Você é realmente algo especial, Claremont-Diaz.”
"Ora, obrigado", Alex sorri e empurra os quadris para dentro, superficialmente. Henry geme e inclina os quadris para trás, fodendo-se de volta no pau de Alex o melhor que pode. Alex interpreta isso como um incentivo para foder em um ritmo mais profundo e violento, e é exatamente isso que ele faz, entrando e saindo de Henry com uma força que faz sua cabeceira bater contra a parede.
Quando Alex move ligeiramente os quadris, sente Henry se contrair ao seu redor, ficando incrivelmente mais apertado e molhado, escorrendo por suas coxas em pequenos riachos. O pré-gozo escorre de seu pau intocado e cai nos lençóis abaixo dele. Alex sorri e se retira, seu pau dolorosamente duro e instantaneamente sentindo falta do calor de Henry.
“Alex?”, Henry ofega, virando o pescoço para trás para olhar para ele. Seus olhos estão arregalados e arregalados. “P-Por que você parou?”
“Você gosta profundo, não é?”, Alex pergunta e Henry cora, mas não nega. Mas ele também não confirma, apesar de ter praticamente admitido isso antes.
“E então?”, pergunta Alex, paciente. Ele desliza seu pau ao longo da fenda da bunda de Henry, o deslizamento facilitado por todo o lubrificante. Henry estremece.
“Você”, ele lambe seus lábios carnudos. “Você já sabe minha resposta. Precisa que eu repita? Você precisa me humilhar?”
Sim, Alex não diz, com franqueza.
"Eu nem sonharia em te humilhar, princesa", ele mente descaradamente, e penetra Henry superficialmente, apenas com a ponta. As costas de Henry se arqueiam com a intrusão, uma gota de suor escorrendo pela linha daquela coluna perfeita.
"Então por que você—!" Henry é interrompido por Alex, que o penetra superficialmente. Ele geme, sacudindo a cabeça. "Por favor—!"
"Querido", murmura Alex. "Eu te darei tudo o que você, hngh, quiser. Eu juro."
Ele morde a nuca de Henry.
"Mas para eu saber o que te dar, você tem que me dizer primeiro", ele suga um chupão na pele pálida da nuca de Henry. "Então, me diz."
"Eu", Henry se contorce. "Eu gosto."
"Do quê?"
"Gosto profundo", Henry termina depois de um instante, com as bochechas ficando vermelhas.
"Tão profundo assim?" Alex provoca, penetrando um pouco mais em Henry.
Henry balança a cabeça e Alex consegue ver as lágrimas de frustração brotando nos cantos dos seus olhos.
"Que tal isso?", pergunta Alex enquanto se aprofunda um pouco mais.
"Não", Henry diz com a voz rouca, parecendo mais tenso. "Mais, por favor, preciso de mais."
"Entendo. Assim?", pergunta Alex e penetra Henry com força, preenchendo-o até a borda. Henry se contorce embaixo dele, os olhos revirando nas órbitas e os membros se contraindo de choque e prazer. Alex sorri.
"Sim", grita Henry. "Sim–!"
Alex o fode assim, profundo e violento — recuando para que apenas a ponta repouse contra sua entrada e martelando até o fundo. Henry o recebe perfeitamente, gemendo e choramingando como uma cadela no cio a cada estocada.
“Você gosta disso?”, pergunta Alex, entre seus próprios gemidos obscenos. Ele não espera que Henry responda, pois ambos estão muito alterados para realmente fazer sentido agora, mas, para sua surpresa, Henry acena freneticamente com a cabeça.
“Eu amo isso”, ele balbucia, “Você está tão profundo. Tão profundo, profundo demais. Eu posso sentir você aqui dentro”, ele descansa a mão em sua barriga e Alex vê estrelas. “Amor, eu posso sentir você, ngh, em todos os lugares—!”
“P-Porra”, Alex ofega, seus próprios olhos revirando. “Henry, baby, eu também posso sentir você em todos os lugares.”
Ele estende a mão e agarra o pau de Henry com a mão. Henry grita novamente, seus quadris se contorcendo em movimentos abortados.
“Espere, espere, se você fizer isso”, ele geme. “Eu vou gozar.”
“Bom”, Alex geme. “Eu quero que você goze.”
Então, ele agarra a mão de Henry, a mesma que estava envolta nos lençóis com a outra mão. Com um movimento rápido do polegar de Alex e um impulso de quadris, Henry se estilhaça sob ele, pela segunda vez naquela noite.
"Olha como você é lindo", Alex ofega, as palavras saindo pela boca enquanto ele persegue o próprio orgasmo. “Sua putinha safada. Você gozou só porque eu mal toquei em você e agora está gozando em cima do meu pau.”
Ele o abre bem, expondo as partes mais sensíveis de Henry ao ar frio e ao olhar penetrante de Alex, mesmo enquanto continua a foder com ele. Surpreso, Henry agita as pernas pateticamente, mas Alex o acalma com um beijo na nuca.
"Você é tão sensível e tão perfeito, querido", ele sussurra contra a pele de Henry.
Alex continua fodendo ele, com suas estocadas ficando cada vez mais erráticas, até que Henry — o Henry supersensível e maravilhosamente destruído — implora para que ele goze.
E Alex faz isso.
Seu orgasmo parece durar uma eternidade, mas quando ele finalmente consegue sair desse estado, ele consegue limpar Henry de qualquer jeito. E então, ele desaba na cama ao lado do outro. Há lubrificante por toda parte, o cheiro de Henry misturado com o cheiro forte de sexo no ar. Eles realmente precisam tomar um banho.
Alex se levanta o suficiente para olhar para Henry.
"Ei", ele sussurra, com a voz rouca.
Henry cantarola. Sua bochecha está aninhada no travesseiro, seu cabelo como uma auréola dourada ao seu redor. Seus cílios tremulam. Ele—
O coração de Alex dispara e ele pigarreia.
"Você gostou?", ele pergunta, depois de um instante. Por algum motivo, ele sente que essa é a pergunta errada, mas Henry o encara, corando, antes de fechar os olhos.
"Gozei duas vezes a mais do que nas minhas últimas transas neste ano", diz Henry, secamente. "Então, se isso não responde à sua pergunta."
"Eu disse que sei foder", diz Alex, e Henry bufa. Mas então, Alex continua, pensativo. "Aliás, você não é difícil de agradar. Fazer você gozar não é nem um pouco difícil."
"Muito arrogante?" Henry fala lentamente.
"Mas é a verdade", diz Alex, com os lábios franzidos. "Todo mundo com quem você transou no ano passado, sejam alfas ou não... São todos idiotas."
"Por que isso?"
"Porque, querido", Alex se aproxima, até seus narizes se encostarem. Henry o encara, com os olhos semicerrados e a boca entreaberta. "Todo alfa, beta, ômega e quem quer que tenha te deixado insatisfeito é um babaca. Ver você gozar, te fazendo perder a cabeça, é uma experiência religiosa. E quem pensa o contrário não tem o direito de sequer pensar em dormir com você."
Com toda a sinceridade, ver Henry gozar até a morte foi o ponto alto de tudo, embora seu próprio orgasmo certamente não tenha sido prejudicial. Henry, perdido nas garras do prazer, era um espetáculo para ser visto. Alex, egoisticamente, quer guardar essa lembrança, vivenciá-la em cada momento de sua vida. Ele quer—
Henry pisca para ele, atordoado. Então ele ri, lenta e docemente.
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A partir daí as coisas pioram.
Eles transam bastante. Henry de joelhos, aquecendo o pau de Alex enquanto ele atende uma ligação — uma mão agarrando o cabelo de Henry e a outra no celular. Alex, por sua vez, chupando Henry e o dedilhando no chuveiro, até Henry chorar de prazer. E assim por diante — por dois meses inteiros.
Algo mais muda no relacionamento deles, algo que Alex não consegue identificar exatamente. Eles já passam muito tempo juntos, devido à proximidade como colegas de quarto e amigos, mas agora... Agora, é diferente.
Às vezes, Henry adormece na cama de Alex, depois de fazerem sexo. Às vezes, eles passam a noite inteira assim, dormindo um ao lado do outro e abraçados. Quando Alex acorda, ele sempre se vê enrolado em Henry como um coala, ou vice-versa. Toda vez que ele tenta se desvencilhar, Henry o segura com mais força, e Alex fica impotente sob suas mãos.
"Fique", Henry ordena, e Alex fica.
Henry às vezes usa as roupas de Alex, e Alex usa as dele — por razões desconhecidas, além de gostar das roupas dele em Henry e do cheiro dele. Henry cozinha para ele todas as noites e Alex cozinha para ele todas as manhãs. Eles passam cada vez mais tempo juntos, só os dois — quando antes, seus encontros às vezes incluíam outros amigos, como Pez ou Nora.
"O que estamos fazendo aqui?" Alex perguntou certa noite, enquanto Henry o levava até a varanda do apartamento deles.
"Observando as estrelas", Henry respondeu simplesmente. "Você disse que queria aprender."
Alex piscou. Fora um comentário descuidado enquanto assistiam TV, uma semana antes. Ele não achava que Henry se lembrasse.
Mas ele lembrou.
Henry lhe mostra como encontrar Órion naquela noite — ficando atrás de Alex e guiando seu braço para apontar na direção certa. Seu coração batia quente contra as costas de Alex, seu cheiro forte e reconfortante.
"Aqui?" Alex tentou por conta própria, apontando para um lugar bem fora do curso, e Henry riu e o guiou de volta.
Henry falara sobre seu pai naquela noite, com a cabeça apoiada no ombro de Alex e a voz baixa. Alex passara o braço em volta da cintura de Henry e o ouvira. Henry observara a lua e as constelações até o sol nascer; Alex observara as linhas do rosto de Henry.
"Obrigado", Henry sussurrou enquanto voltavam para dentro.
Ele olhou para Alex com uma expressão suave e indecifrável antes de beijá-lo e entrar em seu quarto.
Alex ficou ali parado, com os lábios formigando, por um bom tempo.
Ele se sente mais próximo de Henry — tanto física quanto emocionalmente. E ele gosta disso. Eles conversam sobre coisas que Alex nunca ousou mencionar para ninguém antes. Eles transam e riem. E ele gosta muito, muito mesmo.
Os amigos olham para ele e para Henry com olhares de cumplicidade. Até estranhos na rua olham para ele e para Henry com olhares de cumplicidade.
E Alex sente sua pele arrepiar e seu rosto ficar quente toda vez.
Tudo chega ao ponto de ebulição em uma festa.
É a festa de Ano Novo que Pez dá anualmente e é grandiosa, como todas as suas festas. Sua cobertura é grande o suficiente para acomodar os muitos convidados que ele convida, e as bebidas são igualmente fartas. É um caos organizado, para dizer o mínimo, e Alex adora.
Bem, pelo menos ele costuma fazer isso.
Este ano, porém, é um pouco diferente.
Ele e Henry chegam à festa, cumprimentam Pez e se misturam à multidão vibrante. Henry está deslumbrante, vestindo uma camisa prateada esvoaçante e calças pretas, e Alex, como costuma acontecer ultimamente, não consegue tirar os olhos dele. É uma festa mal iluminada, com o objetivo de parecer mais uma rave do que qualquer outra coisa, mas as feições de Henry são tão claras quanto o dia.
"Estou vendo alguém que conheço da faculdade", diz Henry em seu ouvido, com os olhos brilhantes e lindos. Há um brinco de pérola pendurado em sua orelha esquerda. É iridescente e quase como uma lua em miniatura pendurada apenas para acentuar a beleza de Henry. "Ele está acenando para mim? É tarde demais para pular da janela?"
"Ou", diz Alex, divertido. "Você poderia dizer oi."
Henry geme, mas depois de chamar a atenção da pessoa, ele caminha pesadamente em sua direção.
“Grite se precisar ser salva, princesa.”
Henry mostra o dedo do meio para ele, o movimento suave. Alex ri e se encosta na parede, observando Henry ir embora — o balanço suave de seus quadris e seu andar gracioso e sem esforço.
A essa altura, Alex deveria estar bebendo e cumprimentando a todos, batendo papo e exibindo seu sorriso mais radiante para todos verem. Mas, por algum motivo, ele não consegue hoje. Ele não pode fazer muita coisa além de observar Henry — absorvendo cada parte dele até que a imagem das luzes coloridas refletidas em seu cabelo fique gravada na memória de Alex. Ele o encara, com a garganta balançando.
“Alex”, alguém diz docemente, e Alex se vira.
"Amber", ele diz para a conhecida beta, e ela sorri. "Você também está aqui!"
"É", ela responde, envergonhada. "O Pez e eu estamos na mesma aula de ioga, ele entrou na semana passada e me convidou."
Alex ri levemente.
"Parece o Pez. Ele convida qualquer um para a festa dele, desde que seja gente boa. Como vai?"
Eles não se falaram de verdade desde aquela noite no bar, que foi há cerca de um mês. Ela tentou se aproximar dele algumas vezes depois daquela noite, mas Alex sempre estivera ocupado. Ocupado correndo para casa para ver Henry, ele pensa, com o rosto corado.
"Estou bem", ela sorri, amável. O interesse dela por ele naquela noite no bar também parecia ter desaparecido, depois de uma semana, o que foi um alívio. Ela parece nada além de amigável agora. "Como você está? Seu namorado também está aqui?"
Alex pisca.
"O que?"
Ela arqueia uma sobrancelha.
"Seu namorado? O ômega bonitinho que estava no bar."
"Ah", Alex tosse. "Henry? Nós não somos—”
"Sim", ela responde. "Você finalmente o chamou para sair?"
Alex fica estupefato, mais uma vez.
"Hum", ele engasga. "Não?"
Sua sobrancelha se arqueia um pouco mais alto.
"Mas você claramente está a fim dele", diz ela. "Você ficou olhando para ele a noite toda e ignorou todo mundo."
"Eu não estava", começa Alex, mas para. Era uma negação inútil. Mas como ele poderia explicar o que ele e Henry tinham para alguém que nem era seu amigo?
Henry e eu transamos casualmente, mas somos apenas amigos próximos e colegas de quarto. Mas ele também não transa com mais ninguém e eu não transo com mais ninguém. E às vezes dormimos abraçados. E trocamos de roupa porque gostamos do cheiro um do outro. E...
Alex limpa a garganta.
"Eu não gosto dele romanticamente", ele diz, simplesmente. "Só porque eu sou um alfa e ele é um ômega não significa nada."
“Claro que não”, diz Amber. “Mas vocês dois pareciam muito próximos, só isso. E você parecia meio irritado quando Chris estava com ele naquela noite. Você ficava olhando para eles com raiva. Sinceramente, alguns de nós brincamos dizendo que você iria pedir a Chris para lutar até a morte pela mão de Henry e tudo mais.”
“Eu-eu — o quê?”, pergunta Alex, fraco.
“Sim”, ela dá de ombros e toma um gole de sua bebida, completamente alheia ao fato de que a psique de Alex está se despedaçando ao seu redor. “Eu teria dito a mesma coisa se ele fosse um beta ou um alfa — não é por ele ser um ômega. Você só parecia gostar muito dele e não gostar de vê-lo com outra pessoa, só isso.”
"Não é o caso", Alex desabafa. "Nós, uh, é complicado."
"Ah", ela sorri, desculpando-se. "Desculpe por presumir."
Ele dispensa o pedido de desculpas e ela se afasta, tendo avistado os amigos. Mas Alex continua grudado na parede, com a mente fervilhando de pensamentos.
Ele e Henry nunca se gostaram da maneira que Amber havia insinuado. Tiveram um começo ruim como colegas de quarto, mal se tolerando; mas, depois que superaram isso, permaneceram amigos e colegas de quarto por um ano — nada mais, nada menos. Apesar de serem um alfa e um ômega, respectivamente, nunca houve nada entre eles. Nenhum sentimento ou desejo oculto.
O que eles estavam fazendo agora era um acordo mutuamente benéfico. Não tinha nada a ver com sentimentos, apenas alívio do estresse. Não significava nada.
Exceto.
Alex pensa sobre isso, longa e profundamente. Talvez não fosse tão simples assim. Ele nunca gostou das pessoas que Henry trazia para casa, mesmo que nunca tivesse que vê-las. Ele realmente não gostou quando Chris ficou com Henry no bar e gostou ainda menos quando Henry o trouxe para casa.
E o sexo dele e de Henry, seus momentos sem sexo, tudo isso significa algo — pelo menos para Alex. Ele não pode fingir que não significa. Ele pensa em perder o que eles tinham — sua intimidade recém-descoberta, tanto na cama quanto fora dela — e sente náuseas. E, Alex...
Ele tem a mente de um advogado. Ele pode analisar algo em excesso até os mínimos detalhes, pode examinar as evidências até que não reste nada para mostrar e pode passar horas elaborando o melhor plano de ataque — seja para a universidade ou para sua vida pessoal. Ele se orgulha de encontrar todos os argumentos e refutações, bem como fontes e evidências de apoio para tudo e qualquer coisa. Qual era o raciocínio, a lógica por trás de ele gostar de Henry Fox?
Mas, quando ele olha para Henry, que está sorrindo para alguém com aquele sorriso reservado, mas bonito, seu cérebro fica em silêncio.
Ele sabia que Henry sempre fora bonito, mas esta era a primeira vez que Alex realmente notava que ele era realmente lindo — uma visão de prata e ouro. Ele é tão lindo que Alex quase queria desviar o olhar. Mas até mesmo a ideia de desviar o olhar fazia seu coração doer de uma forma tremendamente horrível.
Os olhos de Henry se voltam para ele e seu sorriso se torna um pouco mais doce e largo.
E ah.
Eu gosto dele, pensa Alex, impotente. Facilmente. E talvez, só talvez, tenha sido fácil assim: gostar de alguém. Gostar de Henry Fox.
Henry arqueia uma sobrancelha como se perguntasse a Alex o que ele está olhando. Alex só consegue sorrir, impotente.
Eu gosto dele. Eu gosto dele. Eu gosto dele.
Ele não sabe quanto tempo ele e Henry ficam ali, se encarando, mas, por fim, a pessoa com quem Henry estava conversando vai embora, irritada. Henry nem parece notar enquanto abre caminho pela multidão.
"Esse é o seu ômega?", alguém pergunta, bêbado, ao passar por Alex. Henry está a alguns passos de distância. "Ele é gato, cara."
"Ele é lindo", corrige Alex, distraidamente, e a pessoa o brinda com seu copo antes de desaparecer na multidão. Henry para diante dele, com as bochechas rosadas.
“Eu ouvi isso”, ele diz.
"Certo", diz Alex. "Não vejo problema nisso. É a verdade."
O rubor de Henry aumenta.
"Com quem você estava falando?", pergunta Alex.
"Ah", diz Henry, lentamente. "Alguém da faculdade. Ele e eu, hum, nos conhecemos no primeiro ano da faculdade."
Alex lança um olhar penetrante para Henry.
"Quer dizer que vocês namoraram?", ele diz, sentindo algo quente e desconfortável subindo pelo seu estômago. A mesma sensação que teve quando ouviu Henry trazendo homens e quando viu Henry beijando Chris. E agora ele tem um nome para isso: Ciúme.
"Não, não", Henry franze o nariz. "Ele e eu não éramos tão próximos assim."
"Mas?" Alex pergunta, sentindo um ‘mas’.
"Mas", Henry suspira. "Talvez eu tenha ficado com ele uma vez, no meu carro, talvez? Não tenho certeza, as memórias são nebulosas e eu certamente estava bêbado de vodca. E você sabe como eu fico quando fico bêbado de vodca."
"Hm", Alex cantarola e estica o pescoço para dar uma olhada no sujeito. É uma causa perdida, mas ainda assim.
"Não é nada demais", Henry aperta a ponta do nariz. "Eu era um calouro idiota na faculdade."
"Existe algum calouro inteligente na faculdade?", pergunta Alex, despreocupadamente.
"Verdade", Henry suspira. "Sinceramente, eu tinha esquecido que fiz isso, até você tocar no assunto. Não deve ter sido bom se eu esqueci a maior parte, muito menos que aconteceu."
"Ah? Então sexo no carro é proibido para você?"
"Bem", Henry cora e olha para a porta da frente. "Eu não disse isso."
Alex sorri.
"Mostre o caminho, querido."
#
Eles chegam ao carro esportivo absurdamente caro de Henry e caem no banco de trás, rindo e se agarrando. Alex acaba deitado de costas, com Henry montado nele.
"Você se excita com isso?", pergunta Henry, sem se comprometer, avançando lentamente e apoiando as mãos no peito de Alex para manter o equilíbrio. Alex se empurra contra ele, acompanhando o ritmo que Henry impõe.
"Em quê?"
"Em recriar meu tempo com outra pessoa com você", Henry murmura no ouvido de Alex, suas unhas se arrastando pelos mamilos de Alex. Alex geme ao ouvir isso, empurrando os quadris com mais força.
“Não”, ele mente, como um mentiroso mentiroso.
Henry sorri para ele.
"Como quiser, amor."
Ele tira a camisa de Alex e faz o mesmo com a sua, com um brilho nos olhos.
“Feche os olhos.”
Alex levanta uma sobrancelha.
“É meu aniversário?” ele pergunta, sarcasticamente.
"Feche eles", ordena Henry, e Alex obedece, apesar da confusão. Ouve-se um farfalhar e um empurrãozinho por aí, mas então Henry diz:
"Abra."
Os olhos de Alex se abrem de repente.
Henry ainda está em seu colo, mas está montado nele, de costas para Alex. Ele também está nu, sem nenhuma roupa. E na penumbra do carro, Alex vê e quase desmaia.
Porque Henry está usando joias no corpo.
É uma corrente simples, porém elegante, que circunda seus quadris em linhas delicadas, antes de subir pela coluna até o fecho no pescoço. Ao longo da coluna, quatro pedras estão incrustadas na corrente, uniformemente distribuídas e praticamente brilhando contra a pele de Henry. É deslumbrante, claro, mas o acessório realça principalmente a beleza de quem o usa.
A beleza de Henry.
"Gostou?", pergunta Henry, olhando por cima do ombro. Seu sorriso é confiante e tímido ao mesmo tempo; e Alex vai atacá-lo e devorá-lo inteiro, com ossos e tudo.
"Se eu gostei? Amei, querido. Acho que também estou com um aneurisma agora, por um motivo completamente diferente. Só que... Nossa, meu Deus, acho que é mesmo meu aniversário. Você está divino, Henry", Alex diz com a voz rouca. "Você usou isso só para mim?"
O sorriso de Henry se torna mais brincalhão.
"Talvez."
"Talvez?"
A onda de ciúmes volta a invadir-lhe a mente, fervendo a uma temperatura alarmante e deixando sua pele arrepiada.
"Para quem mais você ia mostrar?", pergunta Alex, com a voz áspera e curta, até mesmo para seus próprios ouvidos.
Henry ergue as sobrancelhas.
"Não sei."
“Você não sabe”, Alex repete novamente.
"Talvez eu não tivesse ninguém em mente quando comprei", diz Henry, despreocupadamente. "Talvez eu só quisesse usar para mim."
"É? Bom, se for esse o caso", Alex diz lentamente. "Por que me arrastar para longe da festa só para exibir para mim?"
“Talvez eu esteja procurando admiração, nada mais”, Henry responde, friamente.
Alex lambe seu canino superior esquerdo.
“Bem, se é admiração que você está procurando, anjo, é admiração que você vai conseguir.”
Alex estende a mão e percorre toda a extensão da corrente, desde onde ela desce pela espinha de Henry. Ele não toca em Henry, mas o outro provavelmente consegue sentir a proximidade, a julgar pelos arrepios na linha das costas de Henry.
"Você é lindo, Henry", ele murmura, "mas tenho certeza de que você já sabe disso. O jeito como seus olhos parecem mudar de cor com o vento, o jeito como seu cabelo cai na testa, seu sorriso, suas lágrimas, tenho certeza de que você entende como cada parte sua é linda. Afinal, é o seu corpo."
Seus dedos percorrem as pérolas e Henry estremece. O cheiro de framboesas e chuva fica mais forte e Alex inala o perfume, lenta e lentamente.
"Mas você sabe o efeito que sua beleza tem sobre os outros?", ele sussurra, apertando a corrente entre dois dedos reverentes. Quando Henry permanece em silêncio, Alex sorri. "Não, acho que não."
"Há uma razão pela qual os homens com quem você transa se lembram do seu nome e do seu rosto, mesmo depois de você ter esquecido o deles. Você é inesquecível, Henry; tão lindo, tão adorável, que às vezes chega a doer olhar para você."
Alex se senta e beija a nuca de Henry. Henry ainda está em seu colo, mal respirando.
"Sua beleza penetra almas", ele sussurra contra a orelha de Henry, passando os dedos pela prata em volta dos quadris de Henry. Ele segura o brinco de pérola de Henry entre os dentes e dá um pequeno puxão. "Você deixa homens como eu meio agoniados, meio esperançosos."
Eu gosto de você, as palavras quase escapam dos lábios de Alex, então. Eu realmente gosto de você.
“Alex”, Henry suspira, parecendo sufocado. Alex espalha beijos ao longo de seu queixo, afastando esses pensamentos.
“Então, me diga para te admirar, e eu o farei. É tão fácil quanto respirar para mim. Eu ofereço minha admiração e a mim mesmo a você, querido, com um coração que é mais seu do que meu. Não há ninguém mais bonito do que você e sua beleza não afeta ninguém mais do que a mim. Eu sou seu.”
Eu gosto de você.
Henry se move como se fosse se virar, mas Alex passa os braços pela cintura de Henry, mantendo-o imóvel.
“Você gostou disso?”, ele murmura no ouvido de Henry. Henry geme e Alex olha preguiçosamente para baixo e vê que Henry já está meio duro. Há um líquido escorrendo pelas coxas de Henry e manchando a calça de Alex. Alex não se importa.
“Achei que você fosse gostar”, murmura Alex, suavemente. “Olhe só para você, já todo molhado por mim.”
“Você também está duro”, geme Henry, movendo os quadris para trás, como se quisesse esfregar-se na ereção coberta pelas roupas de Alex.
“Nunca disse que não estava”, Alex rebate, depois mordisca a nuca de Henry. “Ei, acha que consigo fazer você gozar só com isso?” Ele puxa o brinco de Henry novamente, enquanto também belisca uma pérola da corrente do corpo de Henry entre dois dedos. Henry se contorce, arqueando-se ao seu toque: “Nada além das minhas palavras em seu ouvido para te fazer gozar?”
"Não", Henry treme. "Eu quero montar em você."
"Montar em mim?" Alex finge um tom chocado. "Mas, princesa, você disse que eu só podia te admirar. Estava implícito que eu não deveria te tocar."
Ele se move como se quisesse afastar Henry, provocativamente, mas Henry é mais rápido. Ele empurra Alex de volta para baixo e se ajeita em seu colo, de modo que Henry fique de frente novamente. Eles estão nariz com nariz agora, Henry pairando sobre Alex, e Alex o encarando, com as mãos apoiadas nos quadris de Henry.
"É apenas implícito", diz Henry, com desdém. "Não uma regra rígida."
Os lábios de Alex se curvam.
"Bom saber."
Eles abrem rapidamente o zíper de Alex e, logo, Henry está tirando uma camisinha sabe-se lá de onde e a enrolando em Alex com facilidade. O carro é apertado, provavelmente apertado demais para dois adultos, mas, ainda assim, Alex mal percebe. Não quando está com o colo cheio da porra do Henry Fox.
"Qual é a palavra mágica?" Henry provoca enquanto paira sobre o pau de Alex.
"Por favor", implora Alex, jogando todas as piadas espertinhas pela janela. Henry é lindo, e Alex o quer; não há piadas e frases de efeito suficientes no mundo que possam disfarçar esse fato. Ele quer Henry assim, cru e desenfreado, lindo e controlado. Ele quer tudo.
“Muito bem, Claremont-Diaz”, Henry ronrona e se abaixa.
Alex vê estrelas.
"Jesus, Maria, José", ele xinga e segura firme enquanto Henry se move. "Henry, Henry, Henry.”
Henry quica no pau de Alex como se fosse pago para isso, cada movimento de seus quadris suave e sem pressa. Quando a pressão fica grande demais para suas coxas — esculpidas e treinadas por treinos de polo e equitação —, Alex planta os pés no assento e estoca para cima. Ele penetra a próstata de Henry de uma só vez, e Henry geme, sua espinha tremendo como se tivesse sido atingida por mil raios de eletricidade.
"Alex", ele geme, seus quadris se contraindo. "Alex."
"Te peguei, querido", Alex suspira, esfregando o polegar na fenda e provocando a abertura. Ao mesmo tempo, ele se inclina para cima, apoiando-se nos antebraços, e fecha a boca sobre o mamilo de Henry — roçando levemente os dentes na pele.
Henry se contorce, uma risada suave escapa de seus lábios. Então, ele goza e Alex o observa, admirando a vista enquanto ele continua a penetrar Henry.
"Olha só, querido, você fez uma bagunça", ele diz, depois de um instante, e encontra os olhos turvos de Henry.
Henry ofega, os tremores secundários ainda percorrendo seu corpo esguio — coxas tremendo e músculos abdominais em espasmos. Ele está um desastre, com líquido escorrendo pelas coxas, baba escorrendo pelo queixo e porra manchando a barriga. Henry Fox é sempre uma visão e tanto; mas ele é uma visão e tanto quando acaba de gozar: fodido e completamente bobo por causa disso.
É uma pena que a maioria dos dejetos humanos que Henry transou nunca tenham visto algo assim. Alex acha que eles podem ter perdido a chance de ver a oitava maravilha do mundo. E nunca mais teriam essa chance.
Alex passa o dedo sobre a massa de porra e líquido na barriga de Henry, depois na dele — deixando a mão toda suja e molhada. Henry olha para a mão, hipnotizado.
"Limpa a sua bagunça", diz Alex, e quando Henry parece não entender o que ele está dizendo, ele coloca delicadamente a ponta dos dedos na boca de Henry. Henry abre a boca e os suga, sentindo seu próprio gosto no dedo de Alex. O rubor em suas bochechas está mais rosado do que nunca.
Depois que está completamente limpo, Alex retira a mão e beija Henry.
"Obrigado, anjo", ele diz contra os lábios de Henry, que se derrete neles. Eles ficam ali suspensos por alguns instantes, antes de Alex dar uma última mordidinha na boca do outro e se afastar.
"Minha vez?" ele pergunta e Henry pisca para ele, atordoado, antes de concordar.
Alex os manobra para que Henry fique esparramado nos bancos do carro, de costas para Alex, com as costas arqueadas. A corrente prateada do corpo brilha à luz. Alex cuidadosamente enrola a parte da corrente que desce pela coluna, a parte cravejada de pedras, em volta da mão.
Seu pau cutuca a entrada de Henry, já úmida com pré-gozo e o lubrificante de Henry espalhado por toda parte. Ele também brilha ao luar, uma visão muito mais lasciva do que aquelas belas correntes no corpo.
“Você é uma dicotomia”, ele diz, languidamente, e puxa a corrente para trás. Ele não exerce muita força — não o suficiente para quebrar a delicada joia —, mas é o suficiente para puxar Henry para seu pau. Henry geme com a intrusão repentina, seus dedos dos pés se curvando. “Você sabia disso, Fox?”
Henry apenas solta um gemido ininteligível, seus olhos revirando enquanto Alex o fode.
“Você se veste como um príncipe — tão, merda, majestoso e elegante. Nem um fio de cabelo fora do lugar”, Alex ofega enquanto se balança dentro de Henry, com força e rudeza. Seu pau roça aquele ponto sensível em Henry, e Henry geme — metade de prazer, metade de hipersensibilidade. Ainda assim, ele não diz a palavra de segurança e não empurra Alex para longe. Então Alex continua. “Mas você adora ser tomado e fodido como uma putinha.”
Seus quadris batem em Henry em um ritmo acelerado, arrancando pequenos gemidos de Henry. Henry estende a mão para trás e Alex usa sua mão livre, que não está segurando a corrente, para segurá-la. Ele leva a mão de Henry até sua boca e a beija.
Admirador, reverente, suave.
O beijo contrasta com o quão forte ele está metendo em Henry agora, empurrando o outro homem para cima a cada estocada.
"N-não sou uma putinha", Henry choraminga.
"Hm?" Alex olha para ele, enquanto ele martela a próstata de Henry. "O que foi isso?"
"Sou sua putinha", Henry balbucia, com os olhos extasiados revirando. "Sou sua."
Porra.
Os quadris de Alex cambaleiam, seu próprio orgasmo se aproximando. Ele está perto.
"É? Imagina se todo mundo na festa soubesse o que a gente tá fazendo — se soubessem como você tá tendo o seu buraquinho carente sendo socado e esguichando por todo o banco de couro do seu carro chique. P-porra, se eles pudessem ver essa carinha linda que você faz quando goza até a alma — aquela em que s-seus olhos reviram e você começa a chorar de tão gostoso que se sente", ele se inclina e passa a língua na orelha do Henry. "Será que a minha putinha vai gostar, ngh, disso?"
Henry acena freneticamente, com as costas perfeitamente curvadas.
Alex ri, ofegante.
"Que pena", ele murmura no ouvido de Henry. "Você é meu para admirar, meu para foder e meu para ver assim."
Henry tem espasmos ao redor dele — contrações violentas ao redor do pau de Alex que quase o fazem ver a luz.
"Quer que outra pessoa veja você desmoronar assim?" Alex puxa o brinco de pérola novamente com os dentes. Tudo o que ele consegue sentir é Henry, tudo o que ele consegue saborear é Henry, tudo o que ele consegue ver é HenryHenryHenry — seu próprio devaneio pessoal manifestado em realidade. O cheiro de framboesas e chuva é tudo o que ele consegue sentir. "Continue sonhando. Eu sou seu, mas você também é meu, baby. Ninguém mais vai te ver assim."
“Alex”, Henry grita. “Alex.”
"Henry", Alex suspira de volta. "Henry."
Os dois gozam ao mesmo tempo, gemendo como dois animais raivosos, antes de se afundarem juntos.
Alex empurra Henry um pouco, beija sua testa como se pedisse desculpas, e se retira. O buraco de Henry se aperta em torno do nada, vibrando lindamente, e Alex luta contra a vontade de comê-lo ali mesmo, até que Henry esteja chorando copiosamente e implorando por misericórdia.
Em vez disso, ele se afasta e começa a limpar Henry com sua própria camisa.
"Você é lindo", ele murmura contra os lábios de Henry. "Você se saiu tão bem para mim. Você é perfeito."
"E você está pagando a conta da limpeza do carro", Henry diz com voz rouca.
"Isso é discutível", Alex mente e beija a bochecha de Henry. Henry ri e pronto.
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Eles lutam para vestir suas roupas no espaço apertado, empurrando-se um ao outro e rindo quando acidentalmente batem as testas.
“Então”, diz Alex, calçando uma meia. “Eu renovei a experiência de sexo no carro para você ou o quê?”
“Nunca mais vamos transar em um carro”, responde Henry, depois aperta os olhos. “Acho que você vestiu minha camisa.”
“Não é à toa que estava um pouco pequena”, exclama Alex, tirando-a.
“Está um pouco apertada no peito para você.”
“Você estava olhando para o meu peito, princesa? Que indecente. Eu deveria mandar enforcar você por isso.”
Por fim, depois de algumas tentativas e erros, eles conseguem ficar apresentáveis — com suas roupas adequadas.
Eles estavam deitados juntos, abraçados, ainda sem muita vontade de voltar. Quando o relógio bate meia-noite, eles ainda estão lá, a mão de Alex apoiada na coluna de Henry e a mão de Henry passando frouxamente pelos cabelos de Alex.
“Feliz Ano Novo, amor”, Henry sussurra no ar entre eles.
"Feliz Ano Novo, baby", Alex responde e eles selam o momento com um beijo.
Alex inspira o cheiro de Henry, e as palavras lutam para escapar da ponta da língua. Ele precisa ser lógico. Precisa sentar e avaliar seu próximo passo. Talvez pudesse descobrir se Henry gostava dele ou não, usando a observação. Precisava de alguns dias para isso, mas então...
“Ei”, dizem os dois ao mesmo tempo.
Henry ri, sua alegria parece um sino tocando, e Alex sorri, seu sorriso bobo e largo demais.
"Você primeiro", ele diz, e depois de alguma hesitação, Henry finalmente fala.
“Meu cio está chegando.”
"Ah", Alex concorda. "Ok, obrigada por me avisar." As baterias eram apenas semestrais e não era difícil ficar com alguém por uma semana enquanto Henry se ajeitava no apartamento deles. "Quando devo ir para a casa da June?"
"Na verdade", Henry faz uma pausa, com as bochechas levemente rosadas. "Eu estava pensando se você gostaria de ficar."
Alex faz uma pausa, seu coração batendo descontroladamente no peito.
"Ficar?", ele resmunga, imaginando se sua audição havia falhado de repente. Ou se seu cérebro apaixonado estava criando grandes delírios em sua cabeça. Henry estava mesmo pedindo para ele ficar para o cio? Ômegas não aceitam apenas parceiros como companheiros de cio? Parceiros como... parceiros românticos?
A cabeça de Alex gira.
"Sério?" ele diz com a voz engasgada.
"Sério", Henry concorda, apreensivo. "S-se você quiser. Tudo bem se não quiser."
"Não!", grita Alex, e Henry se assusta. "Não", diz Alex num tom de voz bem mais normal. "Não, eu adoraria. Seria uma honra. Vou te tratar bem, querido. E-eu vou cuidar de você."
Henry sorri, com os olhos divertidos.
"Sério agora?"
"Sim. Eu te dou o que você quiser."
"E se eu quiser um bebê?", pergunta Henry, e Alex quase desmaia. "Brincadeira."
"Henry, eu quase morri", Alex grasna, com a mão na testa. "Como se minha vida tivesse passado de verdade diante dos meus olhos, acho que vi Deus. Por favor."
Henry ri, mas o brilho em seus olhos diminui um pouco.
"Então você não quer me dar um bebê?", é dito como uma piada, leve e despreocupada, mas Alex vem aprendendo aos poucos a ler as entrelinhas do tom de voz de Henry. Ele era alguém que nunca teve permissão para expressar o que queria enquanto crescia; Alex foi criado para sempre ter o coração na manga. Eles eram completamente diferentes, mas ainda assim...
Ambos estão aprendendo.
"Eu te dou um bebê se você quiser", diz Alex, puxando Henry para mais perto. "Eu te dou cem, não, mil bebês se você pedir. Só fiquei surpreso que você disse isso, só isso."
"Não acho que você conseguiria me dar cem bebês fisicamente, só do ponto de vista biológico", os olhos de Henry se tornam suaves e doces, como mel e melaço. "E eu não quero um agora, mas, obrigada, Alex."
O coração de Alex se enche.
"Claro. Eu me importo com você", ele diz. "Você é meu—"
Ele faz uma pausa e então sente o sangue sumir do seu rosto.
Porra.
Ele se lembra então das importantes estipulações que Henry havia imposto à situação casual de amigos com benefícios.
- Não ter cios juntos.
Henry acabara de mudar essa regra. Alex não sabia bem o que fazer com a mudança, mas a decisão tinha sido de Henry. Se ele quisesse mudar uma regra referente ao seu conforto e privacidade, Alex não era de questionar.
- Tanto ele quanto Henry têm o direito de rescindir o acordo, não importa o que aconteça.
E o número 3:
- Se a opinião de Alex sobre Henry mudar, ele precisa acabar com isso — a pedido de Henry.
Alex considerava Henry apenas um amigo — embora próximo — e um colega de quarto quando concordaram com esse acordo. Ele até disse isso a Henry, afirmando que ele era seu amigo e que nada que ele fizesse poderia mudar essa opinião. Foi somente essa opinião que levou Henry a dar o salto final e concordar em ser amigo com benefícios.
"Você é meu amigo, Henry. Você sempre será meu amigo."
Entretanto, agora as coisas eram diferentes.
Agora, Alex realmente gosta de Henry. ‘Gostar’ como no tipo de ‘quero-comprar-chocolates-para-você-e-dançar-com-você-até-nós-dois-ficarmos-grisalhos-e-velhos’. Ele não considerava mais Henry apenas seu amigo, mas o objeto de sua afeição. Ele havia se apaixonado por ele.
E Henry deixara claro em suas regras que mudanças na amizade deles resultariam no fim da amizade colorida. Talvez ele não quisesse que Alex se apaixonasse por ele. Afinal, ele não parecia se dar bem com relacionamentos. Talvez estivesse preocupado que Alex — o monogâmico Alex que raramente, ou nunca, se envolvia em sexo casual — começasse a confundir os limites entre sexo e afeto.
E com um aperto no estômago, Alex percebe que foi exatamente isso que aconteceu.
Toda a alegria e euforia que se acumulavam em suas entranhas diante do convite de Henry desaparecem num piscar de olhos. Ele não queria fazer isso, mas havia concordado com as regras de Henry. As regras que foram estabelecidas como limites, estabelecidas para garantir que ninguém jamais ultrapassasse os limites ou incomodasse o outro. Se ele as ignorasse agora, estaria quebrando a confiança de Henry; e Alex não podia permitir isso.
Alex senta-se ereto, afastando Henry delicadamente.
“Alex?” Henry pergunta, surpreso.
"Desculpe", ele diz, com um gosto amargo na boca. "Acho que não devo passar o cio com você."
O rosto de Henry passa por várias expressões, que se transformam tão rapidamente que Alex não consegue identificar e rotular individualmente. Ele vê choque e confusão, decepção e mágoa; e embora as expressões causadas por sua mão sejam uma facada no coração, a que mais dói é a aceitação estampada no rosto de Henry.
Quase como se ele esperasse que isso acontecesse.
"Ok", ele diz, inexpressivo. Henry Fox está lindo banhado pelo luar, acariciado pelo toque da deusa da lua, Selene. Ele é intocável e frio; e, ah, como Alex quer beijá-lo. Ele mantém as mãos firmemente ao lado do corpo. "Tudo bem."
"Eu gosto de você", Alex quer gritar, uivar, berrar. "Eu gosto de você, Henry."
Mas, pela primeira vez na vida, as palavras grudam na garganta, recusando-se a sair. Pela primeira vez, ele está apavorado com o que Henry dirá em resposta; e com a rejeição que certamente virá.
“Na verdade, eu acho”, ele engole em seco e diz, em vez disso, “que devemos acabar com isso”.
Desta vez, não há expressão no rosto de Henry, apenas a máscara perfeita e plácida do Príncipe Encantado que faz Alex querer arremessar algo ou quebrá-lo em pedaços. Ele se parece com o Henry que Alex conheceu. Parece quase um estranho.
"Ok", diz Henry. Ele não discute, não questiona, não revida. "Eu entendo."
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É difícil voltar a ser quem era antes do sexo.
Para começar, Alex se vê inconscientemente buscando Henry em busca de seu toque e de sua companhia, constantemente. Não é algo que amigos fazem, mas Alex se acostumou tanto com isso que agora é estranho quando tudo isso desaparece. Mais de uma vez, ele se pega tentando segurar a mão de Henry, mas consegue se controlar.
Henry mantém a distância, tão frio e calmo como sempre. Ele ri das piadas de Alex quando conversam. Sorri para ele educadamente. Pergunta como está seu dia toda vez que se encontram. Mas eles nunca se tocam e suas conversas são sempre breves e sem sentido — nada como antes, como a conversa deles na varanda. A diferença ressoa e dói em Alex.
Ele quer agarrar Henry pelos ombros e confessar tudo a ele. Eu gosto de você, eu gosto de você, eu gosto mesmo de você. Mas o medo o deixa estranhamente silencioso.
Ele prometeu a Henry que terminaria tudo se seus sentimentos mudassem. Se Henry soubesse que Alex se apaixonara por ele e quisesse mais do que sexo, Henry o rejeitaria e talvez até o deixasse. E Alex não queria isso. Ele queria Henry em sua vida, amigo ou não; a ideia de perdê-lo basta para impedir que a confissão saia de seus lábios.
Quando chega a época do cio de Henry, Alex faz as malas e vai para o apartamento de June.
Ela levanta as sobrancelhas ao vê-lo, mas o acolhe — como a santa que é. E Alex tenta seguir em frente, tentando não sentir como se houvesse um buraco no peito cada vez que respira.
Ele recebe uma ligação no segundo dia, assim que sai do banho, e atende sem verificar quem é.
"Olá?"
O som de nada preenche o receptor. Alex faz uma pausa.
"Olá?"
Silêncio. Deve ser um trote ou algo assim. Ele vai desligar e seguir com o seu dia. Então, ele congela, ao dar uma olhada na tela.
O número de contato de Henry pisca para ele.
"Henry?" Alex coloca o telefone de volta no ouvido, a preocupação o percorrendo com o silêncio de Henry. "Henry, você está bem? Você está aí?"
Henry emite um ruído baixo no receptor e parece estar com dor. O coração de Alex aperta no peito — a dor é como mil facadas — e ele corre em busca das chaves.
"Henry?" ele pergunta, frenético.
"Alex", Henry suspira. "Por favor."
"Você precisa de ajuda?", pergunta Alex, vestindo uma camisa. "Onde você está? Está seguro?"
"Preciso de você", a voz de Henry, rouca e baixa, ecoa pelo receptor e Alex faz uma pausa. Ele consegue ouvir a dor em sua voz, mas também consegue distinguir a luxúria crua e desenfreada por trás dela.
Oh.
Ele para.
"Você está no cio", diz Alex, estupidamente.
"Preciso de você", Henry geme novamente, e o pau traiçoeiro de Alex se contrai — treinado para responder aos ruídos de Henry e somente a ele. "Dói, eu-eu, ngh, quero você aqui. Preciso que você me foda, alfa, preciso tanto de você."
A mão de Alex aperta com força o telefone.
“Querido”, ele diz, e tenta com todas as forças correr de volta para casa naquele instante, sem se importar com as roupas. “Você precisa beber um gole de água. Você consegue fazer isso por mim?”
"Alex", Henry geme. "Me fode, me fode, me fode."
"Eu não gostaria de fazer mais nada, acredite", Alex diz com a voz rouca. "Mas você precisa beber água primeiro."
É preciso insistir um pouco mais, mas, no fim, Henry consegue. Alex ouve sua garganta se mexendo enquanto engole a água e solta um suspiro de alívio.
"Muito bem, Fox", ele diz, e Henry choraminga. "Tudo bem, eu tenho você."
"Agora você vem aqui?" Henry exige, "P-Por favor, venha aqui." Ele parece tão lascivo, tão desesperado por isso; Alex range os dentes para se impedir de evocar uma imagem mental de Henry esparramado em sua cama — seu brilho liso em suas coxas perfeitas, bochechas brilhando rosadas de desejo.
"Não posso", diz Alex. "Você sabe que não posso."
"Eu quero você", Henry ofega novamente. Alex ouve passos arrastados e sons distantes de algo escorregadio. Ele engole em seco, a boca subitamente seca.
"Você está se tocando?" ele pergunta e Henry geme, o que é resposta suficiente.
"O que você está fazendo?", pergunta Alex. Quando Henry não responde, seus gemidos ficando mais altos a cada segundo, Alex pergunta, com a voz cheia de desespero. "O que você está fazendo, querido?"
"Ngh, me masturbando", Henry responde depois de um instante. "Não é o suficiente."
Alex morde o lábio com força suficiente para sangrar.
"Não é o suficiente", Henry repete, e Alex praticamente consegue vê-lo agora, com uma mão envolvendo seu lindo pau vazando e a outra se penetrando, procurando aquele ponto que nunca deixa de fazer Henry perder a cabeça. "Eu, ah, eu quero que seja o seu pau. Preciso que você me tome e, hngh, me encha."
Ele solta um fungado e Alex se senta.
“Henry?”
"Não consigo alcançar", ele sibila, baixo e angustiado, e algo em Alex se rompe com o som. "Não consigo—!"
"Você consegue", insiste Alex. "Quantos dedos?"
"D-dois."
"Adicione mais um", Alex instrui, e quando Henry o faz, ouve o gemido de prazer que flutua pelo receptor como o chamado de uma sereia. Seu estômago se contrai com o som, seu pau se agita ao som do prazer do seu ômega.
Ele não é seu ômega, diz uma vozinha no cérebro de Alex, mas é silenciada pelo soluço de Henry.
“Como você se sente?” Alex pergunta.
"Vazio", Henry reclama, e Alex ri, apesar da luxúria nublando todos os seus pensamentos.
"Rainha do tamanho", ele provoca, e Henry meio que chora, meio que ri. É um som doce. Alex sorri.
"Ainda se sente vazio, mesmo depois de três dedos?", pergunta Alex. "Você é tão guloso, princesa. Só consegue se sentir cheio quando tem um pau alfa te abrindo ao meio, não é?"
“Seu”, Henry geme, “seu pau”.
O lado possessivo de Alex reaparece mais uma vez.
"Sim?"
"Sim", Henry parece estar se fodendo cada vez mais rápido, com mais força. "Tão grande, tão gostoso. Só você consegue me fazer sentir bem. Ninguém consegue me fazer, ah, me d-desmoronar como você."
Porra.
"Só eu?", Alex pergunta, com a voz rouca. "É mesmo?"
"Mhm", Henry suspira.
"Você está tocando seu pau?", pergunta Alex, desesperado. "Acariciando seu lindo pau para mim?"
"Sim, sim, sim", Henry canta. "Eu q-quero que você me chupe, quero foder sua boca. Preciso de você. Preciso tanto de você, Alex."
"Deus", Alex jura. "Eu também quero isso. Quero que você encha minha garganta, quero que você me use até eu ficar rouco, ômega. Quero que você tome tudo o que quiser."
"Venha aqui", Henry implora. "Por favor, venha aqui, amor."
"Acredite em mim", repete Alex. "Eu quero."
"O-o que você faria se estivesse aqui?", pergunta Henry, com as palavras quase arrastadas. Alex engole em seco. Ele está tão duro que consegue sentir o próprio líquido vazando — seu próprio pré-sêmen escorrendo pelas coxas. Ele luta contra a vontade de estocá-lo e correr atrás do próprio prazer: ele está aqui por Henry. Suas próprias necessidades são irrelevantes no momento.
"Eu faria qualquer coisa que você pedisse. Eu deixaria você me usar para o seu prazer, eu me ajoelharia aos seus pés enquanto você cavalgava meu rosto e me fodia até a garganta, sem parar."
Henry choraminga.
"Eu te pegaria", continua Alex, suas próprias palavras se confundindo com tesão e desejo. "Te curvaria sobre o sofá, sobre o balcão da cozinha, em qualquer lugar. Eu te foderia até a morte, fundo e com força, até você gozar tão forte que esqueceria seu próprio nome.”
"Alex", Henry soluça. "Alex, por favor."
"Então", Alex balbucia. "Eu te lavaria no chuveiro, passando xampu no seu cabelo e limpando o esperma do seu corpo. Eu faria a minha sopa que você realmente gosta, Sopa de Fideo. Eu te abraçaria forte e te observaria dormir, contando as pintas do seu corpo até decorá-las todas."
"Estou perto", Henry canta, provavelmente perdido nas garras do sexo, do calor e do desejo. Alex não consegue se conter, e suas palavras jorram.
"Nós faríamos isso de novo, todos os dias, até você enjoar", Alex geme. "Eu faria tudo por você, baby."
"Nunca", Henry suspira. "Eu n-não vou enjoar disso. Eu preciso de você. Eu quero você. E-eu te amo."
Ele goza então, com um grito quase inaudível, como se estivesse se abafando com um travesseiro.
Alex segura o telefone no ouvido.
Eu te amo.
A esperança floresce em seu peito, rapidamente abafada pela realidade da situação. Henry está confuso devido ao cio — completamente embriagado pela luxúria e sem o juízo perfeito. Ele diria isso a qualquer alfa, beta ou ômega que estivesse no lugar de Alex. Isso não significa nada. Não significa mesmo.
Ainda assim, isso não impede que um fio de esperança de que talvez, apenas talvez, Henry também retribua seus sentimentos, invada seu coração.
“Eu te amo”, Henry repete, fungando, depois de sair do orgasmo. “Você me ouviu? Eu te amo, Alex.”
“É o seu cio falando”, Alex diz com voz rouca.
“Pergunte-me depois do meu cio”, diz Henry. “É a verdade. Sempre foi a verdade.”
Alex balança a cabeça. Ele está no cio, não sabe o que está dizendo.
Mas uma pequena parte dele sussurra: e se ele estiver dizendo a verdade?
"E-e você?", pergunta Henry, com a voz doce e cautelosa — mesmo transbordando de prazer e calor. "Você...?"
"Claro", Alex está desamparado, perdido na voz de Henry, na paixão de Henry, em tudo de Henry. "Como eu poderia não amar?"
“Então venha aqui”, Henry insiste.
"Por que não te faço gozar de novo?", pergunta Alex, persuasivo e gentil. "O que você acha?"
Henry resmunga, mas quando chora durante seu segundo orgasmo, repetindo o nome de Alex como uma prece, ele não parece reclamar. Alex goza sem ser tocado pelo som do seu nome na língua de Henry.
Ele fica com Henry ao telefone o dia todo, e quando Henry liga novamente no dia seguinte, Alex está lá para atender ao primeiro toque. A semana é assim: Alex levando Henry ao limite, arruinando-o apenas com suas palavras, e depois o reconstituindo.
Enquanto isso, a confissão de Henry ecoa em sua cabeça, ecoando e ricocheteando tanto em seus momentos de vigília quanto durante o sono.
Eu te amo, eu te amo, eu te amo.
E Alex, o egoísta que é, reza todos os dias para que Henry realmente quisesse dizer aquelas três palavrinhas.
#
No último dia do cio de Henry, ele manda uma mensagem para Alex, em vez de fazer suas ligações telefônicas habituais.
Alex recebe a mensagem no final de uma palestra — ao virar o celular e ver as notificações de novas mensagens de Henry. Seu coração dispara e ele se senta ereto.
Henry:
Volte para casa. Estou bem agora.
Precisamos conversar.
Alex enfia os livros na bolsa.
"Aonde você vai?", sussurra Amber, enquanto ele guarda o laptop junto com o caderno. "Ainda faltam cinco minutos."
"Eu vou", Alex gesticula vagamente.
Amber olha para ele e depois para o celular, que ele segura firme na mão. Seu sorriso é de cumplicidade.
"Tenha um bom dia", ela diz. "Vou te mandar minhas anotações."
"Obrigado", Alex sussurra e sai da palestra.
Ele gostaria de dizer que voltou para casa com confiança — com entusiasmo, claro —, mas com um andar arrogante e despreocupado. Com toda a sinceridade, ele provavelmente correu para casa como se houvesse um assassino em série em seu encalço. Ele não se lembra da jornada, mas ela leva tempo demais e tempo nenhum.
Ele está a poucos metros do prédio quando volta e corre pela rua. Compra um buquê — Henry já havia mencionado que gostava de lírios — e corre de volta para o apartamento. Está na metade da escada quando volta e sai correndo. Henry também gostava de chocolates, principalmente da loja de chocolates no fim do quarteirão. Compra uma caixa e, ofegante, finalmente volta para casa.
Ao chegar à porta da frente, ele está suado tanto pela correria de um lado para o outro quanto pelo nervosismo que percorre seu corpo. Ele provavelmente parece um desastre e nada digno de desmaio, mas não pode prolongar isso por mais tempo. A necessidade de ver Henry é como uma corda em seu peito, puxando-o para a órbita de Henry, uma atração impossível de resistir.
Ele bate na porta.
Então, estupidamente, ele se lembra que tem uma chave. É a casa dele também, pelo amor de Deus. Mas suas mãos estão cheias de flores e chocolates; e ele realmente não acha que consegue se mexer agora, sem desmaiar no local. Então, ele fica paralisado.
Demora um pouco, mas a porta finalmente se abre. O leve cheiro de framboesas e chuva invade o nariz de Alex, resquícios do calor de Henry, e Alex luta contra a vontade de inalar profundamente.
Henry está diante dele, com suas roupas impecáveis e elegantes como sempre. Seus olhos são um padrão em constante mudança de verde, dourado, azul e castanho, e suas maçãs do rosto são linhas brutalmente marcadas. Ele é composto de curvas e contornos; uma boca gentil capaz de inventar as piadas mais espirituosas e as mais sujas, e bíceps protuberantes feitos para carregar o mundo. Ele é dourado e tão lindo.
E Alex o deseja, mais do que jamais desejou qualquer outra pessoa — alfa, beta ou ômega — em sua vida. Ele deseja Henry mais do que qualquer outra coisa em sua vida.
"Alex, precisamos conversar. Sobre o que eu disse durante o meu cio..." Henry começa, antes de ser interrompido por um buquê sendo jogado em seu rosto.
“Eu te amo!” Alex grita.
Henry cospe uma pétala de lírio e encara Alex, com os olhos arregalados.
Ele é interrompido novamente por Alex, que também empurra a caixa de chocolates para seus braços.
"Eu sei que nós", Alex engole em seco. "Sei que concordamos que nosso acordo era físico — que é só sexo, nada mais, nada menos. E sei que concordamos que deveríamos terminar tudo se nossos sentimentos um pelo outro mudassem, mas... não posso mais negar. Eu gosto muito, muito mesmo de você. Tudo em você — seu sorriso, seu humor, sua beleza, seus momentos bons e ruins — eu gosto de tudo."
Henry o encara, o rubor em seu rosto ficando cada vez mais intenso.
“Alex—”
"Gosto tanto de você que sinto que vou explodir", diz Alex, porque normalmente é mais eloquente do que isso, mas sob o olhar de Henry, ele fica sem palavras. "Não sei como aconteceu, mas aconteceu. Foi por isso que terminei nosso acordo, para respeitar nossos limites e nosso acordo, mas preciso te dizer como me sinto. O que sinto por você, acho que não consigo esconder, principalmente de você — você merece ser amado com orgulho e em voz alta. Você merece tudo."
O Henry parece um tomate agora. É fofo, mas um pouco assustador.
"Você não precisa aceitar meus sentimentos", diz Alex. "Posso me mudar se você não se sentir confortável, nem falo mais com você, se você me pedir. Mas eu só queria te dizer como me sinto. Queria que você sentisse o quanto eu te admiro — cada centímetro seu. Eu só...", ele tosse, esquecendo completamente o que mais ia dizer, apesar de ter escrito e reescrito um discurso mentalmente durante toda a viagem de volta para casa.
“Eu simplesmente gosto de você, Henry,” ele termina, sem graça. “Ah, então, é. Desculpe, te interrompi antes. O que você ia dizer?”
Henry deixa cair o buquê e as caixas, e por uma fração de segundo, Alex se pergunta se ele odeia aquilo — se talvez Henry realmente goste de lilases, não de lírios; se ele não gosta do sabor de chocolate, mesmo que Alex o tenha visto inalar, tipo, meio quilo de chocolate puro uma vez. Então, ele se joga para frente, agarra o rosto de Alex, e—
—Henry está beijando Alex.
Eles estão se beijando — lábios encontrando dentes e língua — e parece um olá. É uma sensação boa, certa, e Alex se entrega a ela. Ele agarra a cintura de Henry e o puxa para perto, até que seus peitos se pressionam um contra o outro, e mesmo isso não é suficiente. Ele precisa se fundir com Henry, se entrelaçar tão completamente com o outro que nenhum dos dois seria capaz de descobrir onde Alex começava e Henry terminava.
“Eu gosto de você”, Henry sussurra de volta. “Eu também gosto muito de você, Alexander.”
Suas palavras aquecem Alex por dentro e por fora, tornando-o dourado também.
Parece que eles se beijam por minutos, horas, dias, séculos, e mesmo isso não é suficiente.
“Achei que você tivesse terminado nosso acordo porque descobriu o quanto eu gosto de você”, Henry sussurra contra seus lábios. “Achei que você tivesse percebido minhas intenções e se afastado por causa disso. Achei que você não quisesse mais transar comigo porque sabia o quanto eu estava apaixonado por você.”
"Não!" Alex quase grita. "Não é nada disso."
Ele traça círculos nos ossos do quadril de Henry.
"Você me disse para terminar se meus sentimentos por você mudassem", ele diz com a voz rouca, lambendo a boca de Henry. "Meus sentimentos mudaram. Eu me apaixonei por você, intensamente. Achei que essa regra era para me alertar para não desenvolver sentimentos por você e, quando aconteceu, sei lá, eu queria te respeitar. Então, recuei. Meu Deus, me desculpe."
"Está tudo bem", Henry morde o lábio inferior. "Eu também sinto muito. Nós somos, ah, muito idiotas."
"Ei, fale por você", brinca Alex, mas sorri enquanto Henry puxa seu cabelo. Sinceramente, ele não consegue parar de sorrir.
Henry o beija com força na boca e depois se inclina para trás, rindo, quase incrédulo.
"E-eu pensei em fazer isso desde o momento em que te vi."
Alex o abraça forte, inspirando o aroma de chuva e framboesas. Suas testas se tocam e Henry sorri para ele, seus olhos incrivelmente lindos se curvando como um par de luas crescentes.
“Eu gosto de você”, ele confessa novamente, e Cristo , como Alex o adora.
“Oo”, Alex murmura, passando um braço pelos ombros de Henry e puxando-o para perto. “Meu colega de quarto tem uma queda por mim? Que escândalo.”
Ele dá um beijo na têmpora de Henry, e Henry se derrete. O coração de Alex se enche, inflando e preenchendo completamente seu peito.
“Quer dizer, você é apenas ok, Claremont-Diaz”, diz Henry, com indiferença.
“Vou te mostrar o que é ‘apenas ok’, Fox”, murmura Alex, inclinando-se para esmagar suas bocas uma contra a outra.
Não há nada de casual na maneira como Henry o puxa para dentro do apartamento pela lapela do casaco; nada de casual na maneira como ele fode Henry contra a porta até as pernas de Henry cederem, nada de casual na maneira como eles gemem e soluçam na boca um do outro; nada de casual nas risadas e confissões de amor sussurradas.
Mas nenhum dos dois se importa muito com isso.
