Chapter Text
Um novo dia nasceu na Base. Aloy estava vendo o nascer do sol sentada junto ao túmulo de Varl, pensando na última conversa que tiveram antes de ir ao GEMINI, sobre como ele desejava retornar aos Nora e ensiná-los sobre tudo o que havia aprendido. Agora ele nunca poderia realizar esse desejo, mesmo com GAIA tendo a cópia do APOLO dos Zeniths sob seu controle.
Os Zeniths, é claro. A caçadora repassou tudo em sua mente: desde o massacre na Provação até os eventos no Litoral Ardente dias atrás. Os Ataques Rubros, o massacre na Provação, a batalha em Meridiana, o massacre dos Delegados na Embaixada, o clima hostil e volátil na terra natal dos Quen... Todas as tragédias que assolaram esse mundo nos últimos 20 anos foram consequências das ações egoístas dos Zeniths, e quase ninguém sabia... Era muito injusto. Voltando ainda mais longe, a Praga Faro... Máquinas de guerra que dizimaram por completo a vida do planeta por culpa da ganância e arrogância de Ted Faro, que ainda teve a covardia de sabotar o APOLO, condenando todos a ignorância completa simplesmente para esconder seus próprios erros. E o canalha ainda teve a pachorra de se achar necessário para guiar os humanos do futuro. Que piada!
Retornando ao presente e vendo como a ignorância dos Quen na Ruína Da Frota colocou todos em perigo, tanto pelo problema com Londra quanto pelo tabu sobre os Focos e o conhecimento dos Antigos, as coisas ficavam ainda piores. Os Quen seriam necessários para lutar contra o Nêmesis, mas e se esses preconceitos deles quanto as outras tribos e o uso dos Focos interferissem de novo? E se mais Zeniths aparecessem e tentassem ludibriá-los novamente? Considerando como alguns falavam sobre o Império no Grande Delta, as coisas poderiam ser ainda mais difíceis. E os Nora, que eram tão fechados quanto ao resto do mundo... Como lidariam com o chamado a luta se mal conseguiam compreender os próprios erros de julgamento? Isso sem mencionar a Chefe De Guerra, Sona, que além de perder o único filho que lhe restava, não fazia ideia de que ele teve uma companheira e que agora estava para se tornar avó. Como ela reagiria? Será que ela se daria bem com Zo? Embora a personalidade resiliente e teimosa da mulher Utaru lembrasse muito a de Vala, suas opiniões fortes poderiam entrar em conflito com a personalidade estoica da Chefe de Guerra Nora.
Zo... Como ela ficaria? Por mais forte que ela fosse, como conseguiria criar uma criança com uma ameaça como Nêmesis à espreita? Isso sem falar de HEFESTO voltando a rede dos Caldeirões e continuando a fabricar máquinas assassinas, prejudicando ainda mais o estado já frágil da biosfera. Tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, como poderiam resistir e sobreviver sem perder de vista o que era realmente importante? Certamente haveria um limite para a quantidade de milagres que Aloy poderia realizar sem se esgotar completamente. Derrotar HADES e o Eclipse, reiniciar GAIA, derrotar Regalla e os Rebeldes, resgatar Beta, derrotar os Zeniths e um Hórus, sobreviver aos anti-caçadores de HEFESTO, curar as deusas-raiz...
A mente de Aloy deu um estalo e ela se levantou num pulo, correndo de volta para dentro do salão principal e puxando uma Beta confusa para dentro da redoma holográfica de GAIA de forma eufórica. Era isso. Era isso que faltava. Todo esse tempo olhando além para tentar achar a resposta, que não perceberam que ela esteve bem diante de seus olhos quase desde o início.
Aloy: – Gaia! – Chamou a ruiva.
GAIA: – Olá aloy. Vejo que está um pouco perturbada. E pela expressão confusa da Beta, creio que ela também não está ciente do motivo.
Beta: – É. O que está acontecendo?
Aloy: – Eu tive uma ideia. Acho que sei como podemos ganhar tempo e retomar o controle sobre as máquinas, ou ao menos algumas delas. – Diz recuperando o fôlego.
Beta: – Sério? No que você pensou?
Aloy: – É só um palpite, e é arriscado, mas acho que pode funcionar. Lembram de como o HADES usou o Ápice em Meridiana para enviar um sinal para despertar as máquinas Faro através rede de transmissão de MINERVA?
Beta: – Sim. Eu analisei os dados que você coletou na época. HADES fez o mesmo que MINERVA originalmente, mas com o efeito inverso e- Espera... Você está pensando em fazer uma transmissão que tenha como propósito atingir a rede geral das máquinas ativas na natureza, permitindo que GAIA retome o controle de suas funções?
GAIA: – Uma tática de abordagem interessante. Mas receio que o código-fonte de HEFESTO que possuo atualmente não seria suficiente.
Aloy: – Eu sei. Mas talvez nós possamos usar a parte que você já tem para criar uma atualização de software que funcione de forma similar aquela que usamos nas deusas-raiz de Sonora.
Beta: – Se o código não for dado por HEFESTO, as máquinas vão rejeitar. Mas com parte do código original e dados suficientes para completar a sequência de forma adequada poderíamos contornar essa diretriz do sistema e fazer com que as máquinas em questão respondessem a Gaia novamente.
Aloy: – Sim. E poderíamos usar os Caldeirões contra o HEFESTO. Eu já converti os núcleos de vários Caldeirões, e podemos usar eles a nosso favor, tanto para limitar o alcance do HEFESTO dentro da rede dos Caldeirões quanto para fabricar máquinas que respondam a você, Gaia, para reverter o dado ambiental de modo mais eficiente.
Beta: – E enquanto não temos os códigos para transmissão, podemos utilizar tanto os recursos dos Caldeirões convertidos quanto os do Reparadouro lá embaixo para ir atualizando os sistemas de algumas das máquinas da região. Além de ganharmos tempo até o colapso ambiental, ainda prepararia o terreno para quando tivéssemos que enfrentar o Nêmesis. É genial, Aloy. – Elogiou animada.
Aloy: – Sim. E mesmo que não consigamos adaptar o código logo de cara, ainda temos um plano B: CYAN.
Beta: – A IA em Yellowstone?
Aloy: – Sim. Ela ficou sob influência do HEFESTO por anos, construindo anti-caçadores para ele, então ela ainda pode ter alguns dos códigos que ele usava na memória. Mesmo que não possamos falar com ela agora, eu poderia estabelecer contato com ela futuramente. – A caçadora respirou fundo para conter um pouco da emoção e continuou. – Eu estava pensando no Varl e nos planos dele de voltar para as Terras Sagradas e contar aos Nora tudo o que ele havia aprendido...
GAIA: – E você decidiu que deveria realizar esse desejo dele, ao mesmo tempo em que continua sua jornada para encontrar um modo de enfrentar Nêmesis.
Aloy: – Bem, sim. Eu acho que poderíamos fazer ainda mais. Pensem só, os Quen e os Tenakth, duas tribos das quais estamos próximas, já tem um certo nível de conhecimento a respeito dos Antigos, mas a falta de contexto e acesso aos dados certos criou visões equivocadas a respeito do passado, principalmente com os Quen. O que aconteceu no Litoral Ardente me fez perceber que mesmo se conseguirmos convencer membros de outras tribos a nos ajudar em nossa luta, as crenças tribais ainda podem interferir muito no processo; especialmente se precisarmos acessar ruínas "sagradas" ou informações "proibidas". Mas se pudermos mostrar o que realmente aconteceu com os Antigos e como essas restrições tribais podem ser enganosas e prejudiciais a todos, talvez ajude.
Beta: – Eu gostei. A ignorância é uma maldição que nubla os sentidos, nos impedindo de ver até o que está bem diante de nossos olhos.
GAIA: – Um plano complicado e deveras audacioso. Calculando... As probabilidades de sucesso são favoráveis, apesar de baixas.
Beta: – Certo. Então, por onde começamos?
Aloy: – Eu pensei em construir uma espécie de projetor holográfico, parecido com aqueles no Bosque, mas uma versão portátil. Eu já tenho uma ideia de como fazer, baseado num aparelho que o os Filhos De Prometheus tinham, mas ainda precisa de um refinamento mais elaborado.
GAIA: – Eu posso melhorar o projeto enquanto você reúne as peças necessárias para a construção. E a Beta pode começar a trabalhar no código de atualização dos Caldeirões.
Beta: – Sim. Eu venho estudando os códigos e comandos de todas as subfuncões há bastante tempo, e tenho analisado principalmente os referentes à HEFESTO nos últimos dias. Só preciso analisar o código de reinicialização que vocês usaram nas deusas-raiz para ter uma noção melhor do que fazer. Mas, não seria bom avisarmos o Sylens sobre esse novo plano também?
Aloy: – É, talvez. Mas precisamos garantir que ele não possa instalar nenhum Spyware ou qualquer outro modo de assumir o controle do sistema. Não quero que o que aconteceu com HADES, os Rebeldes e os Filhos De Prometheus aconteça de novo de jeito nenhum.
GAIA: – Receio que Aloy tenha razão. Apesar de Sylens ter se demonstrado interessado em nos ajudar, seu histórico em manipular e trair seus aliados em prol de seus próprios interesses é deveras preocupante.
Beta: – Não se preocupem com isso. Eu vou garantir que ele não tenha essa chance. Depois de tudo o que passamos, não vou ser passada para trás de novo tão facilmente. – Responde convicta.
Aloy: – Certo. Então, hora de pôr as mãos na massa.
GAIA: – Estou enviando a correção do projeto do projetor e a lista de materiais para o seu Foco. Enquanto isso, Beta e eu começaremos a trabalhar no código.
Aloy: – Ok. Eu já vou indo. Boa sorte para vocês duas.
GAIA: – Até logo.
Beta: – Boa caçada.
Aloy então seguiu em direção a saída Leste, descendo pela encosta da montanha até chegar na divisa com os campos Utaru, próximo de onde ela havia achado o Panorama de Sonora. Rasantes ainda circulavam regularmente pela área, e as peças deles eram justamente o que ela precisava. A caçadora se abaixou na grama, jogando uma pedra para atrair a máquina desejada para o arbusto à sua direita, permitindo que ela a abatesse de modo rápido e silencioso. E para a surpresa de zero pessoas, a interrupção repentina de atividade do Rasante atraiu um Cavador que patrulhava o local; mas Aloy foi mais rápida, dando uma breve corrida e deslizando pela lateral da máquina e usando a lança para perfurar a lateral de seu dorso com um golpe limpo e certeiro. Após limpar as máquinas, a garota escalou de volta a Base e foi diretamente para o laboratório, onde começou a montagem do projetor. Unir as peças certas foi um pouco mais complicado e demorado do que o esperado, mas ao final do processo de montagem o aparelho estava praticamente reluzindo.
Depois de alguns testes de funcionamento e de preparar o projetor para transporte, Aloy foi almoçar com Beta, aproveitando para ensiná-la a tostar as frutas que ela gostava de comer, um último momento de convivência divertida entre irmãs antes de Aloy partir em missão novamente. Terminando o almoço, Aloy vai para seu quarto pegar seus equipamentos extras, querendo estar preparada o máximo que pudesse para a jornada à frente. Após pegar tudo o que precisaria e ter se despedido de GAIA e Beta, ela se dirige até a saída Oeste, onde seu Heliodo já a aguardava, e inicia a próxima parte do plano: se comunicar com Alva para avisar de sua ida.
Aloy: – Oi, Alva? Você tem um minuto?
Alva: – Oi Aloy. Tenho sim. Pode falar.
Aloy: – Quando você e o Almirante combinaram de reunir as duas metades da frota?
Alva: – Vamos nos reunir em uns três dias mais ou menos. Por que? Você está precisando de algo por aqui?
Aloy: – Mais ou menos. Estou planejando ir aí para fazer uma coisa, e gostaria de levar alguns Tenakth comigo, então achei melhor já avisar de antemão.
Alva: – ...Tem certeza de que é uma boa ideia? Sei que a diplomacia é importante... Mas os ânimos podem ficar um tanto exaltados entre os soldados. Sem falar nos membros da Observância.
Aloy: – Sim, tenho certeza. Inclusive estou contando com a presença da Observância e do Almirante Gerrit. É muito importante. Você poderia nos escoltar quando chegarmos? Como já nos conhecemos ajudaria a apaziguar a desconfiança dos outros Quen.
Alva: – Posso sim. Pode ser um pouco desconfortável já que os outros não estão acostumados a interagir com pessoas de outras tribos, ainda mais de tribos tão... exóticas quanto os Tenakth. Mas farei o melhor que puder.
Aloy: – Então é o bastante para mim. Obrigada Alva. Até daqui alguns dias.
Alva: – Até logo Aloy.
Terminados os preparativos, era hora de avançar para a próxima parte do plano: reunir os aliados necessários para essa primeira missão. E para isso, Aloy vai voando ao Bosque Memorial falar com o Chefe Hekarro, pedindo que lhe ceda três guerreiros: Delegado Kotallo, Delegada Ivvira e Ritakka; para uma expedição diplomática em Terrafirme. Além de convocar os três Capelões da tribo para uma reunião quando retornassem.
Hekarro: – Devo dizer que é um pedido deveras inusitado.
Aloy: – Sei que é meio repentino e inesperado, mas se me permitir explicar, sei que você vai entender.
Hekarro: – Prossiga.
Aloy: – Muito bem. Se lembra de uns relatos de forasteiros invasores que surgiram um tempo atrás? Eles eram soldados de uma outra tribo, os Quen. Eles vieram de uma terra longínqua à oeste, do outro lado do oceano, que tem sido arrasada por fortes tempestades e temporadas de seca extrema, matando as plantações e causando um grande período de fome. Por isso vieram até aqui em busca de conhecimento dos Antigos para tentar conter as inundações e salvar suas plantações, um ano atrás, e estão aqui desde então. Acontece que de onde eles vieram as outras tribos são um tanto... hostis, o que os fez ficarem extremamente cautelosos; e por causa de uma confusão com as informações sobre os Antigos e a brutalidade do ambiente, eles acreditavam fielmente que a expressão "atirar primeiro, perguntar depois" se aplicaria bem por aqui, então mataram alguns soldados dos esquadrões que patrulhavam a área onde estavam. Sei que causaram muitas baixas desnecessárias, mas são apenas soldados tentando sobreviver, igual aos Tenakth. Podem ser meio metidos e nariz em pé que nem os Carja, mas no fundo são boas pessoas. A maioria foi embora depois que eu os ajudei a cumprir sua missão, mas uma boa parte da frota permaneceu no continente, divida entre o acampamento em Terrafirme, na Ilha Dos Cumes, e a Ruína Da Frota, no Litoral Ardente, e ambos os grupos irão se reunir em Terrafirme mais ou menos daqui a dois dias.
Hekarro: – Interessante. Esses Quen devem ser guerreiros formidáveis se conseguiram derrotar um dos nossos esquadrões e sobreviver em um território tão hostil como o Litoral Ardente. Mas forasteiros causando mortes em território Tenakth é algo para se preocupar. É por isso que quer que os Delegados a acompanhem, certo? Quer que eles conversem com esses forasteiros, como em uma espécie de Embaixada, em busca de manter a paz através de troca de conhecimento.
Aloy: – Sim. Seria algo vantajoso para todos. E eu também tenho razões pessoais para pedir isso.
Hekarro: – Suponho que isso tenha haver com a nova ameaça iminente da qual Delegado Kotallo me falou?
Aloy: – Também. Precisamos recrutar e preparar quantas pessoas pudermos para essa luta. Mas o que estou pensando vai um pouco além disso. Meu amigo, Varl, queria levar o conhecimento que obtivemos para a nossa antiga tribo. Ele queria ensinar a eles tudo o que aprendeu, sobre as outras tribos é claro, mas também sobre os Antigos, e sobre como nosso mundo surgiu. Mas ele morreu em batalha, antes de realizar esse desejo, então eu queria fazer isso por ele.
Hekarro: – Honrar um companheiro caído é o maior ato de nobreza que um guerreiro pode ter. Lamento sua perda.
Aloy: – Obrigado. Mas também tem outro motivo. Não posso explicar direito agora, mas quando os Antigos viram que seu mundo iria sucumbir a destruição causada por máquinas como o Diabo Metálico, eles criaram uma forma de trazer a vida de volta ao planeta depois que tudo acabasse, um sistema de terraformação, e um dos pontos principais era que os humanos que nasceriam nesse novo mundo deveriam ter sido ensinados através de um arquivo que continha todo o conhecimento da humanidade, chamado APOLO, mas um homem chamado Ted Faro apagou esse arquivo com a intenção de esconder que ele criou as máquinas que destruíram o planeta. Por isso, nós tivemos que recomeçar todo nosso desenvolvimento do zero, e várias informações importantes sobre o passado acabaram se perdendo, fazendo com que tribos como os Tenakth e os Quen moldassem suas culturas em torno de informações incompletas. E isso é muito pior para os Quen, porque mesmo que eles sejam mais adiantados em algumas questões como desenvolvimento tecnológico, eles não tem contexto da maioria das informações que possuem, o que os faz idolatrarem erroneamente alguns Antigos com péssimo caráter, como o próprio Ted Faro.
Hekarro: – Compreendo sua frustração. Qualquer estrategista verdadeiramente sábio sabe que informações erradas podem ser mais prejudiciais ao esquadrão do que informação nenhuma. – Responde compreesivo. – É o suficiente para mim. Você me deu muito mais informações do que precisava. Fico lisonjeado que tenha confiado em mim para divulgar tais informações. E depois de tudo o que já fez pela tribo, seria uma honra ajudá-la em sua missão. Atenderei seu pedido imediatamente. Delegado Kotallo te acompanhará daqui até o Putre, onde se encontrarão com Delegada Ivvira e Ritakka, e podem seguir viagem de lá.
Aloy: – Muito obrigado, Chefe Hekarro.
Hekarro então sinalizou para um dos guardas, que foi até a antessala da Arena buscar Kotallo. O Delegado continuava sério e estoico como sempre, mas esboçou um sorriso leve e sincero ao cumprimentar a caçadora.
Kotallo: – A suas ordens, comandante. – Bricou.
Aloy: – Bom te ver também.
Hekarro: – Tem uma missão importante pela frente, Delegado. Acompanhará Aloy até Terrafirme para lidar com os forasteiros, junto com a Delegada Ivvira e Ritakka.
Kotallo: – Com prazer, Chefe. Será uma honra.
Hekarro: – Muito bem. Não vou mais segurá-los. Cuidem um do outro e permaneçam firmes. Até a volta. Que os Dez guiem seus passos.
Após a despedida, os dois guerreiros caminharam até a saída, quando Kotallo decidiu puxar assunto.
Kotallo: – Você vai por cima e eu vou por baixo? – Questionou apontando para a máquina voadora que circulava o céu ao redor do Bosque.
Aloy: – Eu sugeriria nós dois irmos no meu Heliodo, mas como em breve seremos quatro, vai ser melhor cavalgar por terra mesmo. Tem um pasto ao norte daqui onde os Aríetes costumam ficar, podemos ir para lá se você quiser.
Kotallo: – Claro. Vamos ver qual de nós é mais rápido na volta. – Respondeu bem humorado.
Terminada a conversa, os dois guerreiros começaram a andar, chegando ao local do rebanho depois de meia hora de caminhada. Converter duas montarias foi simples, quase cirúrgico, e tão rápido quanto chegaram, os dois partiram a galope, prontos para embarcar na nova aventura que o futuro lhes traria.
