Chapter Text
"Me enamoré
De alguien
Que también
Se enamoró
Y ese alguien, por suerte
Soy yo"
"Me apaixonei
Por alguém
Que também
Se apaixonou
E esse alguém, felizmente
Sou eu"
(Me enamore de alquien que tambien se enamoro)
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Poetas diziam que a maneira mais bonita de se suicidar, era se apaixonar por alguém que não se podia ter. Sakusa discordava. Não era bonito. Era cruel. E doloroso. A pior parte talvez fosse o fato de que desde o começo sabia que ele era inacessível.
Primeiro o achou bonito, quando por acaso se esbarraram no Nacional de vôlei, quando ambos eram jovens e adolescentes. Aquela foi a primeira vez que sentiu vontade de conversar com alguém que não seu primo, e mesmo com ele não gostava tanto assim. Foi uma paixão adolescente que aconteceu em poucos segundos, durou algumas horas e foi encerrada e arquivada depois de alguns dias.
Depois o conheceu formalmente. Foi quando entrou para o MSBY e se tornou companheiro de equipe e de dormitório de Bokuto Kotaro. Foi ali que os últimos pregos do seu caixão foram martelados, pois onde Bokuto estava, Akaashi estava junto.
Akaashi Keiji. Era ele quem havia conquistado o coração de Sakusa. Era com ele que gostava de casualmente conversar sobre assuntos sem importância. Era por causa dele que ficava na sala do apartamento, assistindo a um filme chato na companhia de seus outros colegas.
Esses momentos eram doloridos, pois seus olhos não se desviavam da face de Akaashi. Mesmo quando ele deitava a cabeça no ombro de Bokuto para assistir o filme. Ou quando ele adormecia e o jogador o carregava para o quarto.
Então a mente de Sakusa o atormentava com possibilidades. Com os "e se". O pior deles seria Bokuto acordando Akaashi com sexo, desfrutando e o reverenciando como Sakusa desejava fazer.
Esse pensamento o enchia com possessividade e ciúmes. Ciúmes de algo que não tinha. De alguém que não era seu. Nojento. Sakusa era nojento.
Ele se tocava pensando em Akaashi. Sua mente transformando a imagem do rosto dele, corado por causa do vento frio, em uma fantasia. Onde o vermelho de seu rosto, de suas orelhas e pescoço, era por causa de Sakusa. Por ele estar fodendo e batendo impetuosamente em sua bunda. Onde os lábios inchados dele seriam por causa dos beijos de Sakusa.
Precisava fazer algo a respeito desse amor. Não poderia continuar amando alguém que nunca seria seu. Sakusa sabia, mesmo que Bokuto e Akaashi não houvessem assumido publicamente. Todo o time sabia que era só questão de tempo até eles aparecerem com alianças nos dedos. Igual Shoyo e Atsumu.
Bokuto e Akaashi eram perfeitos um para o outro. Eles se completavam. Akaashi estava sempre usando as blusas de Bokuto, eles estavam sempre se abraçando e saindo juntos. Todas as quartas Akaashi buscava Bokuto no final do treino e eles saiam de mãos dadas.
Era só questão de tempo.
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Quarta-feira. O dia que Sakusa odiava ao mesmo tempo que amava. Odiava porque significava que Akaashi viria buscar Bokuto, eles fariam algum programa de namorados e terminariam transando em algum lugar. E amava porque Akaashi viria. Porque poderia ver ele e, com sorte, perguntar como ele estava. Como havia sido a semana.
— AGAASHI!
Esse era o sinal de que ele havia chegado.
Estava tão bonito como sempre, os cabelos pretos meio ondulados, os olhos azuis, escuros como o oceano a noite, estavam escondidos por trás das lentes de seu óculos. A pele estava rosada, um cachecol preto envolvia seu pescoço. Porém ele não usava casaco.
— Kotaro. — Ele deu um aceno para os outros membros da equipe.
— Você está atrasado — reclamou Bokuto. Ele jogou seus braços ao redor do namorado, porém logo recuou. — Você está frio. Onde está seu casaco?
— Longa história.
Akaashi estava um pouco travado. Evidentemente desconfortável com alguma coisa. Inferno. Sakusa queria estar no lugar de Bokuto. Queria descobrir o que estava errado e o confortar.
Ficou observando eles conversarem em voz baixa um com o outro, tão próximos que provavelmente compartilhavam o mesmo ar. Sakusa queria aquilo também. Foi com um pequeno pânico que percebeu Akaashi vindo em sua direção.
— Olá, Sakusa — cumprimentou ao estar próximo.
— Oi, Akaashi.
Eles apenas se encararam por um momento.
— Você tem desinfetante para as mãos? — perguntou Akaashi, inclinando a cabeça para o lado.
Quando ele fazia isso, mais pele de seu pescoço aparecia. A visão daquela pele fazia sua imaginação correr solta. O fazia imaginar seus lábios ali, chupando, mordendo, lambendo e marcando.
— Tenho. Você quer um pouco?
— Por favor.
Então Sakusa reparou que as mãos dele estavam um pouco duras, paralisadas, os dedos ligeiramente afastados.
— Tocou em alguma coisa estranha?
— Furou o pneu do meu carro e eu fui trocar. Não sei se foi a sujeira ou algum tipo de óleo, mas isso está me matando.
Havia muito que Sakusa sabia que Akaashi era autista.
— Não havia nada para limpar? — perguntou enquanto levava Akaashi até o vestiário, onde havia seu armário. Abriu a porta e pegou sua bolsa.
— Apenas a minha blusa de frio.
Então era por isso que faltava um casaco. Sakusa logo encontrou seu frasco de sabão, de desinfetante, álcool em gel, um paninho limpo e um pacote com lenços umedecidos. Agarrou também sua jaqueta.
— Venha.
— Onde?
— Vou lavar suas mãos. — Sakusa, que já estava andando, parou e olhou para Akaashi, sem virar totalmente para ele. — Se você me permitir.
Sem uma palavra, Akaashi começou a seguí-lo para as torneiras. Sakusa apoiou sua jaqueta em uma parte seca. Hesitou antes de segurar a mão de Akaashi.
— Posso te tocar? — perguntou gentilmente. — Não quero acionar uma crise sensorial por acidente.
Porque Akaashi já estava desconfortável com as próprias mãos. Talvez tocar a pele de Sakusa piorasse.
— Tudo bem por mim.
Então, gentilmente, Sakusa segurou os pulsos de Akaashi, abriu a torneira e molhou suas mãos na água. Quando fechou a torneira, já estava estendendo a mão para pegar o frasco de sabonete líquido. Derramou um pouco sobre as palmas de Akaashi, começando a esfregar a pele, os dedos.
Estava se saindo muito bem, até que começou a esfregar entre os dedos de Akaashi. Um vai e vem lento entre eles, porém firme. Sua mente vagou e lhe fez imaginar sua língua no lugar, lambendo ali.
Lavou o sabão das mãos de Akaashi antes que ficasse duro bem ali. Secou elas com o paninho. Enquanto passava desinfetante, aproveitou para fazer uma pequena massagem. Na verdade, apenas queria manter as mãos de Akaashi mais tempo nas suas.
Ao final, passou um pouco de álcool.
— Obrigado por isso — agradeceu Akaashi, os olhos voltados para outro lugar.
— Não há de quê. Sempre que precisar... Está melhor?
— Sim. Ainda me lembro da sensação pegajosa, e sei que vai demorar algumas horas para me livrar dela. Porém está realmente melhor.
— Fico feliz.
Sakusa lavou as próprias mãos então, depois pegou a jaqueta e estendeu para Akaashi. Ela era sua favorita, externamente parecia couro, porém por dentro era fofinha, macia e quente.
— Pode usar. Se quiser.
— Você deu um soco em Atsumu quando ele tentou vestir sua jaqueta.
— O Miya estava todo suado. Aquele lá nem deve saber o que é um desodorante. — Akaashi soltou um risinho. — E ele não pediu permissão. Sou eu que estou oferecendo.
Akaashi lhe olhou nos olhos por um momento, então desviou para a jaqueta e finalmente a pegou.
— Obrigado — disse enquanto a vestia.
Uma satisfação possessiva surgiu em seu âmago ao ver Akaashi vestindo a sua roupa, em saber que ele estava envolvido no seu cheiro.
— Eu venho te devolver amanhã.
— Não precisa lavar ela — avisou. Com sorte, um pouco do cheiro de Akaashi iria ficar grudado no tecido. Era um pervertido por sequer cogitar se masturbar com a jaqueta. Para não parecer muito suspeito, acrescentou. — Eu lavo minhas roupas da minha própria maneira.
— Entendo.
— Isso também é para você. — Sakusa estendeu o frasquinho com álcool em gel e o pacotinho de lenços. — Se não limpar o volante antes de dirigir, aquela sensação vai voltar.
— Obrigado. — Um silêncio desconfortável se instalou entre eles. — Bem, eu já vou indo.
— Pode ir na frente.
— Está bem. Até mais.
— Até amanhã.
O coração de Sakusa estava sambando no peito enquanto observava Akaashi se afastar. Ele estava usando a sua blusa. Ele iria em um encontro com Bokuto usando a sua jaqueta. Coberto com o seu perfume.
Sakusa encarou a própria mão, a que mais segurou as de Akaashi. Ele a levou ao próprio rosto e inspirou o cheiro de sabão, de pele recém limpa. Era assim que as mãos de Akaashi estavam cheirando agora.
Era um péssimo amigo, percebeu, quando lambeu a própria mão, a procura de um indício de Akaashi. Ele lambeu entre os dedos, desejando que fossem os de Akaashi.
Realmente. Sakusa era o pior amigo de todos.
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O coração de Akaashi estava batendo tão rápido que parecia que havia acabado de correr uma maratona. Seu rosto estava quente, como se estivesse com febre.
O que foi isso?
Olhou para as palmas de suas mãos. O modo como Sakusa havia esfregado elas, como havia passado seus dedos entre os seus... Foi totalmente sexual.
Akaashi levou sua mão até o rosto e beijou sua própria palma. Então foi encontrar Bokuto.
— E aí, está melhor? — perguntou seu melhor amigo quando entrou no carro.
— Sim.
Akaashi abriu o pacote de lenços e tirou um, começando a limpar o volante e o câmbio. Estava ciente de que Bokuto estava avaliando tudo, principalmente a jaqueta de Sakusa.
— Vocês se beijaram?
— Não!
— Então por que seu rosto tá vermelho?
— Porque está frio.
— Mentiroso. Eu liguei o ar condicionado quando entrei. E por que você tá usando a jaqueta do Sakusa? Ele me deu um chute quando eu encostei nela.
— Ele me ofereceu porque viu que eu estava com frio.
— Vocês se beijaram?
— Não! Nós só...
— Vocês só...?
— Nada. Não aconteceu nada. Infelizmente. — Akaashi deitou a cabeça no volante. — Ele só lavou minhas mãos. Argh, ele me deixa tão confuso.
— Por quê?
— Porque eu não consigo interpretar ele. — Apesar de fazer terapia semanal há anos, interpretar pessoas era tão complicado. Por que cada um não poderia vir com um manual de instruções? — Em alguns momentos ele me olha como se me odiasse.
— E em outros ele te olha como se quisesse te comer.
Akaashi estalou a língua e acertou um tapa no braço de Bokuto.
— Para alguém assexual você fala putaria demais. — Suspirou ao lembrar de Bokuto contando cada detalhe de seus sonhos picantes.
— Demi, não esqueça dessa parte. E falar putaria é uma delícia, você deveria tentar.
— Sim, sim. Falando nisso, como vão as coisas com o Osamu?
— Não vão. Ele não responde nenhum dos meus flertes.
Eles suspiraram juntos. Não estava fácil para nenhum dos dois.
— Você deveria simplesmente agarrar ele e beijar — sugeriu Akaashi. — Seja sincero e diga que gosta dele.
— Faça você isso com Sakusa. Diga na lata que gosta dele.
— Na lata?
Como uma lata entrava na história?
— Foi só uma expressão — explicou Bokuto. — De qualquer forma, você também deveria se declarar. Principalmente que você consegue ser bem insensível.
— Eu não sou insensível.
— Tá bem. E eu sou ruivo. — Akaashi olhou para os cabelos brancos e pretos, para confirmar a cor deles. — Isso foi ironia, Agaashi. Você está bem? As vezes você consegue pegar.
— Minha cabeça está uma bagunça.
Ele só queria entender Sakusa. Só queria ser capaz de se declarar.
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Naquela noite, Sakusa se masturbou enquanto lembrava de Akaashi, de seu cheiro e seu jeito tímido. Ele envolveu as mãos em torno de seu pau e bombeou imaginando as mãos de Akaashi no lugar.
Elas eram grandes, os dedos longos. Seu aperto devia ser firme e forte.
Sakusa desejava aquelas mãos nele, tocando e explorando seu corpo. Porém sabia que não aconteceria. Nunca.
Isso não o impedia de fantasiar.
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Naquela noite, Akaashi se masturbou enquanto lembrava de Sakusa, de como ele segurou, lavou e esfregou suas mãos. De como ele ficou tão concentrado em sua tarefa que não percebeu estar sendo encarado.
Sakusa era bonito. Ele era lindo sem nem se esforçar. Os cabelos pretos, cacheados e desgrenhados que caiam sobre a testa, os olhos negros e escuros como nanquim, onde não conseguia distinguir a íris da pupila, a pele alva que parecia ganhar hematomas com facilidade. Akaashi desejava marcar aquela pele.
E por fim haviam as duas pintinhas em sua testa. Elas quase sempre atraiam o olhar de Akaashi. Faziam brotar nele um desejo de beijar elas. De procurar as semelhantes espalhadas pelo corpo de Sakusa.
Quando enfim gozou, esguichando esperma em suas próprias mãos, depois de imaginar que eram as de Sakusa, tomou a decisão de que o chamaria para um encontro.
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No dia seguinte, no final do treino, veio o grito característico. Porém não era quarta-feira. Não era por Bokuto que ele estava ali.
— AGAASHI!
Bokuto se jogou no seu namorado.
— Oi Kotaro.
Sakusa esperou até que Akaashi se soltasse do aperto de Bokuto e viesse até si. Foi uma surpresa, uma boa surpresa, quando percebeu que ele estava vestindo sua jaqueta. Como se fosse Sakusa o seu namorado. Como se fosse por ele que estava ali.
— Parece que gostou dela — comentou Sakusa.
— Hmm, ela é mais quentinha e confortável do que qualquer uma das minhas roupas.
E das de Bokuto, foi o que ficou implícito. O ego de Sakusa inflou.
— Você veio me devolver ela, então suponho que você trouxe outro casaco.
— Sim, está no carro. Na verdade, eu gostaria de levar você para jantar.
Um encontro? Akaashi o estava convidando para um encontro? Mesmo sendo comprometido?
— Bokuto vai junto?
— Por que ele iria?
Akaashi parecia genuinamente confuso, o que era lindo. Tudo que ele fazia era magnífico. Bokuto tinha tanta sorte.
— Então vamos apenas nós dois? — quis confirmar.
— Sim. É um agradecimento por ontem. E por ter me emprestado a jaqueta.
— Entendi. Tudo bem. Vamos jantar.
O rosto de Akaashi se iluminou com um sorriso pequeno, suas bochechas levemente vermelhas, seus cílios tremulando a cada piscada.
— Então, eu vou estar esperando você lá fora.
— Sim, logo estou indo. Vou apenas tomar um banho.
Sakusa era uma pessoa naturalmente meticulosa com sua higiene, sempre se certificando de lavar até mesmo seu dedo mindinho. Porém esse foi o banho mais rápido de sua vida. Ele esbarrou em Bokuto quando estava no caminho para fora.
— Divirtam-se — disse ele.
Apenas isso. Soa como um aviso para Sakusa se comportar.
Bem, ele iria tentar. Tentar não era sinônimo de conseguir.
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Jantar com Akaashi foi simplesmente maravilhoso. Ele o levou a um restaurante pequeno e privativo. O lugar era muito limpo e a comida deliciosa. Eles conversaram e se divertiram.
— Eu fico feliz que você gostou — disse Akaashi enquanto eles caminhavam para onde o carro estava estacionado.
Ele ainda estava usando a jaqueta de Sakusa e, francamente, ele não queria ela de volta. Por ele, a peça poderia ficar com Akaashi para sempre. Porém sabe que isso não iria ser possível.
Isso não foi um encontro. Foi um jantar de agradecimento.
Ou pelo menos era isso que deveria ser. Se era para ser só um jantar, então por que Akaashi ficava lhe olhando com aqueles olhos brilhantes?
O percurso foi mais rápido do que desejava e logo estava saindo do carro de Akaashi.
— Obrigado pelo jantar — disse como uma despedida.
— Obrigado por ter me deixado ficar com sua jaqueta até agora. — Quando Akaashi tentou tirar ela, Sakusa o impediu, suas mãos subiram o tecido que estava deslizando por seus braços. — Sakusa?
— Pode me chamar de Kiyoomi. E... — Ele respirou fundo antes de dizer as próximas palavras. — Fica com ela.
— Mas você adora essa jaqueta. Por que me daria ela?
Por qual motivo além da merda de uma satisfação pessoal? Para inflar seu ego?
— Porque fica boa em você. Você fica lindo com ela.
Sob a iluminação de um poste de luz, Sakusa conseguiu ver o rubor no rosto e nas orelhas de Akaashi. Lindo. Deslumbrante.
— Você se importa? — perguntou Akaashi.
— Sobre?
Sakusa ficou paralisado quando Akaashi chegou um passo mais perto. Eles tem alturas semelhantes, apesar de ganhar por alguns centímetros. Mesmo assim Akaashi ergueu os calcanhares levemente e deixou um beijo na bochecha de Sakusa. Um beijo um pouco mais longo do que o normal.
Do que o normal entre amigos.
Ele se afastou devagar. Porém as mãos de Sakusa ainda estão em sua jaqueta, a jaqueta de Akaashi agora, então ele o puxou para perto. Os lábios eram seu objetivo, contudo ouviu a voz de Bokuto em um último momento.
Então, ao invés de esmagar seus lábios contra os de Akaashi, Sakusa o puxou para um abraço.
Uma de suas mãos foi para a nuca de Akaashi e a segurou enquanto fazia ele encostar a cabeça em seu ombro. A outra foi para as costas dele. Sakusa o segurou perto, inspirando o cheiro de perfume dele. Inebriante. Um momento depois, Akaashi retribuí o abraço. Suas mãos são grandes e enviam calor de onde estão.
Era como se o calor chegasse ao coração de Sakusa.
— Obrigado pela jaqueta — sussurrou Akaashi, de uma maneira que deixava claro que não queria que aquilo acabasse.
— Não há de quê.
Sakusa suprimiu a vontade de segurar ele por mais tempo e lentamente se afastou. Era difícil não poder beijar ele.
— Eu vejo você semana que vem.
— Sim. Até lá.
Eles se encaram por um momento. Mas logo Sakusa estava entrando em casa e Akaashi dando a partida.
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— Espera, ele te deu a jaqueta!? — questionou Bokuto de maneira exasperada do outro lado da linha.
— Sim, ele disse que eu fico bonito nela.
— E você está esperando o que para dar para esse homem?
De fato. O que Akaashi estava esperando?
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